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Pilotos de Helicópteros Offshore são dispensados. Existe crise no setor? / AeroJota Classificados Aeronáutico.

Cai demanda por Helicópteros de grande porte para fazer transporte em Plataformas da Petrobras.


O mercado petrolifero Offshore atravesa uma grande e grave crise no aluguel de helicópteros de grande porte para esse tipo de operação em alto mar.

A cidade de Macaé, localizada no litoral norte do estado do Rio de Janeiro, concentrava o maior número de pousos e decolagens de aeronaves a serviços da Petrobras, sendo que em 2015 obteve o 13º lugar no país em número de movimentação de aeronaves em seu aeroporto local.

Os helicópteros a serviço da Petrobras e de empresas que também operam plataforma em alto mar, são em sua maioria de grande porte, utilizados para levar os colaboradores para seus locais de trabalho, e exigem operações complexas e tripulação altamente treinada. Cada aeronave pode transportar de 12 a 24 passageiros.


Usando a empresa estatal Petrobras como exemplo e também as demais empresas que operam Plataformas, Navios Sondas e Perfuradoras em alto mar, todas elas exigem Pilotos muito experiêntes, qualificados e com treinamento específico. A Petrobras exige pilotos com mais de 500 horas de voo em asas rotativas, muito mais horas que as exigidas normalmente para Pilotos de Helicóptero Executivo.

Todos apostaram e acreditaram que essse mercado ficaria muitos e muitos anos em ascensão e que não haveria crise ou qualquer turbulência em suas atividades. Mas não foi bem isso o que aconteceu. 


A crise na Petrobras atingiu em cheio os operadores, Pilotos, Mecânicos, pessoal de apoio em solo, ou seja todo mundo que trabalhava no segmento.

Só para a Petrobras havia entre 2015/2016 cerca de 96 aeronaves a serviço da estatal, número reduzido para não mais que 66 helicópteros. E deve cair mais.


No maior nível da operação Offshore, registrou-se cerca de 140 aeronaves, atendendo apenas a Petrobrás.

O mercado lembra dos esforços dos operadores em trazer do exterior aeronaves que a estatal petrolífera demandava e o treinamento de Pilotos e tripulantes para exercerem essa atividade, com padrões de excelencia de qualidade e de manutenção, exigidas em contrato.

O que ninguém esperava ou imaginava era que todo esse esforço resultaria em poucos anos, na devolução de aeronaves e demissão de pessoal qualificado, seja ele Piloto ou Mecânico. Acredita-se que cerca de 350 Pilotos e 150 mecânicos perderam seus empregos nesse negro período.

Para cada aeronave em operação havia cinco tripulantes, sem falar no pessoal administrativo e de solo. O mercado de helicópteros Offshore, foi durante um bom tempo um mercado em crescimento para esses profissionais, que em muitos casos consolidaram suas carreiras e obtiveram pelas exigências da profissão, também os melhores salários, que giraravam em torno de R$ 20 mil por mês, para os Pilotos.

Hoje, todos se sentem desamparados, desanimados e sem perfectivas otimistas para um futuro a curto e médio prazo, com a crise que se abateu na Petrobras e no mercado brasileiro de helicópteros Offshore. 

Os fabricantes desse modelo de helicópteros também sentiram severamente a crise, reduzindo investimentos e desenvolvimento de novos modelos de aeronaves, já que o mercado vinha em forte crescimento.

Segundo a ANAC - Agência Nacional de Aviação Cívil - a frota total de helicópteros para operação em alto mar, que detinha cerca de 174 aeronaves registradas no total, foi reduzida em 22%, caindo para 135 Helicópteros para operação em Plataformas, Navios Sondas e Navios de Perfuração, uma queda brutal para um segmento que não avistava crise desse porte em seu horizonte.

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