No Brasil, os pilotos de helicópteros possuem um dia para comemorar.
24 de Fevereiro. Dia do Piloto de Helicóptero.
No Brasil, os Pilotos de Helicópteros possuem um dia para comemorar.
Na década de 70, a cidade de São Paulo e o Brasil, presenciaram os dois maiores incêndios em edifícios altos ocorridos até então.
No dia 24 de fevereiro de 1972, um grande incêndio atingiu o Edifício Andraus, no centro da cidade de São Paulo. Nesse dia, uma grande operação voluntária de helicópteros civis foi acionada para resgatar as vítimas que correram para o último andar do edifício tomado pelas chamas, só que nesse local não havia como escapar, sem a ajuda dos helicópteros.
Toda a operação foi iniciada a partir de contatos via rádio entre diversos pilotos de helicóptero da cidade e grande São Paulo e, muitos atenderam voluntariamente ao chamado, o que tornou esse dia, a maior mobilização de aeronaves de asas rotativas civis no mundo para uma operação de resgate, onde esses pilotos não tinham recebido nenhum treinamento para essa missão que lhes foi dada e cumprida sem nenhum acidente ou incidente.
Nesse triste dia para muitos, podemos destacar que 12 heroicos pilotos de helicóptero, com suas máquinas de diversos modelos e tamanhos, com auxílio do Corpo de Bombeiros da Cidade de São Paulo e equipes médicas, salvaram mais de 700 pessoas, acuadas no heliponto escaldante do Edifício Andraus, que foi totalmente tomado pelas chamas em seguida.
Estima-se que foram realizados cerca de 150 voos de resgate em condições extremas, sendo esse dia marcado para ser o Dia do Piloto de Helicóptero, sendo uma homenagem a esses homens que pilotam estas máquinas fantásticas, em meio àquele caos, com voos precisos e técnicos para pousar e decolar no meio do centro urbano de uma grande cidade como São Paulo ou levando os feridos mais graves direto para os centros médicos e retornando para salvar mais vidas.
Dois anos depois, em 1º de fevereiro de 1974, outro grande incêndio em edifício abateu-se novamente sobre a cidade de São Paulo e o Brasil. Dessa vez, foi no Edifício Joelma, também no centro de São Paulo.
Alguns dos pilotos que participaram do primeiro salvamento em 24 de fevereiro de 1972, também participaram desse, só que muito mais difícil porque não havia o heliponto para apoio e pouso de seus helicópteros, apenas um frágil e escaldante telhado que impedia um pouso seguro para resgate.
Dessa vez, o helicóptero do 4º EMRA – 4o Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque -, sediado na Base Aérea de São Paulo – BASP – participou do salvamento utilizando o grande e pesado Bell UH-1H.
Esses dois tristes e lamentáveis fatos, com perda de centenas de vidas, levaram as autoridades da época a repensar e entender a importância do helicóptero em operações de resgate em tragédias também urbanas, e não só no campo de batalha.
Olhando e analisando o passado, assusta ver que aqueles pilotos, usando seus helicópteros da época, máquinas obsoletas comparadas com os helicópteros das gerações atuais, fizessem o que fizeram dentro de uma cidade da grandeza de São Paulo e sem uma coordenação como existe hoje, em momentos de crise.
Realmente, esses doze pilotos de helicóptero fizeram a diferença, salvaram vidas e seus feitos foram e são reconhecidos mundialmente até a data de hoje.
Parabéns, piloto de Helicóptero.
Bons voos a você e quem ajuda na segurança de vocês.
Coletivo pra cima.
Cíclico à frente.
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