Hangar 2º EIA reúne 1.200 jovens em Itajubá e amplia projeto que aproxima crianças da aviação

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Jota A
4 de setembro de 2026

Um projeto que começou com a recuperação de uma aeronave que já não voava voltou a colocar crianças muito perto do sonho de voar.

Nos dias 26 e 27 de agosto de 2026, o 4º Portões Abertos do Hangar 2º EIA reuniu aproximadamente 1.200 crianças e jovens em Itajubá, no sul de Minas Gerais. Estudantes de instituições públicas e privadas da cidade e da região participaram de uma programação voltada à aviação, tecnologia, formação profissional e história aeronáutica.

Mais do que os números, porém, a edição de 2026 mostrou o crescimento de uma iniciativa que nasceu longe das grandes Bases Aéreas brasileiras e vem conseguindo aproximar estudantes de instituições civis e militares ligadas diretamente à aviação.

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A programação foi realizada na sede do projeto Hangar 2º EIA, espaço criado em Itajubá com aproximadamente 300 metros quadrados e que tem como uma de suas principais atrações o T-25 Universal FAB 1904.

O avião é parte essencial dessa história.

O projeto começou a ganhar forma em 2020, quando seus idealizadores, Fabrício Rezende Salomão e Andreia Arantes Borges, participaram de um leilão e adquiriram as sucatas dos FAB 1904 e FAB 1863.

A recuperação do T-25 e a construção do hangar acabariam dando origem a algo maior: um espaço onde crianças e adolescentes podem conhecer um pouco do ambiente que normalmente encontrariam apenas dentro de uma organização militar ou instituição ligada à aviação.

O contato não fica restrito à observação de uma aeronave.

O conceito do Hangar 2º EIA inclui visitação monitorada e atividades interativas que permitem apresentar diferentes áreas do setor aeronáutico aos estudantes.

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A dimensão alcançada pelo projeto também pode ser percebida pelas instituições envolvidas na quarta edição.

Participaram representantes da Academia da Força Aérea (AFA), Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMA-LS), 4º Batalhão de Engenharia de Combate, Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Helibras e Escola de Formação Aeronáutica de Itajubá (EFAI).

A integração permite apresentar aos jovens diferentes caminhos relacionados à aviação, passando pela formação militar, manutenção aeronáutica, engenharia, indústria e aviação civil.

Na véspera das atividades com os estudantes, em 25 de agosto, o projeto realizou um encontro de abertura com representantes das instituições parceiras, apoiadores e colaboradores.

Durante a recepção também foram apresentados os resultados já alcançados pelo Hangar e as perspectivas para as próximas etapas.

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O FAB 1904 não decola mais, mas continua servindo como uma das principais ferramentas do projeto.

O T-25 Universal preservado no hangar permite que estudantes tenham contato próximo com uma aeronave que fez parte da formação de aviadores da Força Aérea Brasileira.

É justamente a história do 2º Esquadrão de Instrução Aérea da Academia da Força Aérea que inspira o nome e a proposta do Hangar 2º EIA.

O projeto procura levar parte desse universo para crianças e jovens que vivem longe das unidades da FAB.

Nas edições anteriores, as atividades já incluíram simuladores de voo, realidade virtual, apresentação do funcionamento de uma aeronave, navegação aérea, aeromodelismo e contato com militares, pilotos, estudantes de engenharia e profissionais do setor aeronáutico.

Assim, uma aeronave que poderia ter terminado apenas como sucata passou a desempenhar outra função: ajudar novas gerações a conhecer a aviação.

O crescimento do Hangar 2º EIA também ganhou um capítulo importante antes desta quarta edição.

No dia 6 de agosto 2026, Fabrício Rezende Salomão e Andreia Arantes Borges estiveram no Gabinete do Comandante da Aeronáutica, em Brasília, para apresentar o projeto ao Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, Comandante da Força Aérea Brasileira.

Também participou do encontro o Diretor do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), Tenente-Brigadeiro do Ar José Virgílio Guedes de Avellar.

Na reunião foram apresentados os objetivos, as ações e os resultados alcançados desde a criação da iniciativa.

Para um projeto que começou com a recuperação de um T-25 em Itajubá, chegar ao gabinete do Comandante da Aeronáutica ajuda a dimensionar o caminho percorrido em poucos anos.

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O AeroJota vem acompanhando o desenvolvimento do Hangar 2º EIA e suas diferentes edições.

Em maio, mostramos que as inscrições estavam abertas para a quarta edição e que a expectativa era receber aproximadamente 1.200 crianças e jovens.

Agora, aqueles estudantes que eram apenas uma previsão passaram pelos portões do projeto.

A iniciativa permanece sem fins lucrativos e tem como proposta aproximar a população da aviação, especialmente crianças e jovens que vivem em regiões distantes das unidades da Força Aérea Brasileira.

Depois de quatro edições, o Hangar 2º EIA também começa a construir sua própria história.

E talvez esse seja um dos resultados mais interessantes do projeto: preservar uma parte do passado da aviação brasileira enquanto apresenta esse mesmo universo para quem poderá fazer parte do seu futuro.

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Jota A, é Veterano da Força Aérea Brasileira, Aviador, Motociclista e Empresário. Escreve sobre aviação há 10 anos.