50 anos do 2º EIA e o que pouca gente percebe de primeira
Esses 50 anos do 2º EIA não falam apenas de uma data redonda. Eles falam de rotina de instrução, disciplina e repetição até o detalhe ficar automático, dentro da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).
Por isso, quando a FAB chama o 2º Esquadrão de Instrução Aérea de “Berço da Supremacia Aérea”, a frase ganha sentido no dia a dia. Ali, o cadete aprende a construir base técnica antes de pensar em performance, missão ou “voo bonito”.

Como nasceu o 2º EIA e por que ele mudou de hangar
O 2º EIA entrou em atividade em 16 de fevereiro de 1976. A ideia foi clara: permitir que a AFA conduzisse, ao mesmo tempo, a instrução primária e a avançada, atendendo a uma necessidade prática do treinamento. No início, o Esquadrão ocupou o hangar nº 6, no setor leste da Academia da Força Aérea AFA.
Mais tarde, a unidade foi realocada para novas instalações em 29 de setembro de 1983. Na prática, essa mudança consolidou a estrutura física do esquadrão dentro da organização da AFA e abriu caminho para o crescimento da rotina de instrução ao longo das décadas.

Do T 23 Uirapuru ao T 25 Universal o avião como parte da cultura do esquadrão
A linha do tempo do 2º EIA passa diretamente pelas aeronaves que marcaram a formação de pilotos. O esquadrão operou inicialmente o T-23 Uirapuru e, depois, adotou o T-25 Universal em diferentes versões, incluindo YT-25, AT-25, T-25A, T-25C e T-25M.
Esse detalhe chama atenção porque o avião muda, mas o objetivo permanece. Em outras palavras, a aeronave é ferramenta, enquanto o método constrói padrão de segurança, leitura de cockpit e tomada de decisão sob pressão controlada.
Onde tudo começa para o cadete da AFA
Para muita gente, 50 anos do 2º EIA é só uma efeméride. Porém, para o cadete, é o ponto real de virada: é ali que acontece o primeiro contato com um avião de verdade e onde começa o treinamento básico que tira o aluno do “mundo da teoria” e coloca a formação em voo no centro do dia a dia.
Depois que o cadete supera essa fase inicial, ele avança para o 1º Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA). Nessa etapa, o nível sobe, porque a instrução passa a usar o T-27 Tucano, em uma fase mais avançada de voo, com exigências maiores de performance, disciplina e tomada de decisão.

Comando e continuidade, o primeiro comandante e a liderança atual
Na linha de comandantes, o 2º EIA começou com o Ten Cel Av Soares Filho, que chefiou o esquadrão de 1976 a 1978. Ao longo de 50 anos do 2º EIA, a unidade passou pela chefia de 28 oficiais superiores, chegando ao comando atual do Maj Av Calenzani.
Essa sucessão importa porque, em unidades de instrução, o comando não cuida apenas de agenda e administração. Ele define padrão, cobra procedimento e garante que a cultura operacional não se perca entre turmas.
Porque Pirassununga ajuda a explicar o “Ninho das Águias”
O 2º EIA está sediado na AFA, na cidade de Pirassununga, no interior paulista. Além disso, a cidade fica a cerca de 118–120 km de Campinas e a cerca de 106–107 km de Ribeirão Preto, o que coloca a região em um eixo logístico fácil para quem circula pelo interior do estado.
Para quem visita a cidade, um ponto conhecido é a Cachoeira de Emas, que aparece como atração turística local nos canais oficiais do município. Assim, o entorno também ajuda a entender por que Pirassununga virou referência nacional quando o assunto é formação na FAB.
A homenagem visual do Projeto Hangar 2o EIA e onde baixar as imagens em alta resolução
A abertura das homenagens aos 50 anos trouxe uma arte com o Pica-Pau instrutor no T-25 Universal modernizado, uma referência direta ao imaginário de instrução e à identidade do esquadrão.
Segundo o próprio projeto Hangar 2o EIA, localizado na cidade de itajuba-MG, o download das imagens em alta resolução pode ser feito no site do hangar2eia.com.br, no menu “2° EIA”.






