Aero Jerusalém em Água Boa MT como nasceu o aeródromo privado SJ39 que virou ponto de encontro de aviadores

Jota

20 de fevereiro de 2026

Aerodromo-Aero-Jerusalem-J39_Imagem-Aero-Jerusalem

O Aeródromo Aero Jerusalém em Água Boa MT entrou no radar de muita gente por causa de um encontro que cresce a cada edição. Mesmo assim, o que sustenta o interesse não é só a confraternização. O aeródromo privado SJ39 ganhou papel prático na aviação geral do Vale do Araguaia, conforme dados divulgados pela associação responsável pelo aeródromo.

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No interior, a conversa de hangar costuma antecipar movimentos antes de virarem notícia. Por isso, quando um aeródromo passa a receber mais tráfego e perfis diferentes de aeronaves, o cenário muda. Segundo a Associação Aguaboense de Aviação Aero Jerusalém, a estrutura surgiu para atender uma demanda local que já crescia.

A organização afirma que Água Boa conta com aeroporto municipal homologado para voos noturnos. Ainda assim, o material aponta limitações comuns em aeroportos públicos, como falta de hangares e entraves operacionais. Diante disso, empresários da região decidiram investir em uma alternativa privada, voltada à rotina da aviação geral.

De acordo com a organização, um grupo de empresários de Água Boa construiu o Aero Jerusalém e, depois, estruturou a associação local. Documentos informam que as obras começaram em 9 de maio de 2022 e terminaram em 8 de julho de 2022. Em seguida, em 9 de setembro de 2022, a ANAC homologou a pista com balizamento para operação noturna, ainda conforme informações.

A associação também relata que o projeto nasceu com a ideia de crescimento por módulos. Assim, a estrutura pode ampliar hangares e infraestrutura conforme a demanda, sem depender apenas de eventos para justificar movimento.

O local apresenta uma pista pavimentada de 1.500 metros por 24 metros, com localização fora do perímetro urbano. Além disso, a organização descreve cabeceiras sem obstáculos relevantes. No acesso terrestre, o documento indica a BR-158, no km 576, com entrada pela guarita da Fazenda Jerusalém, a cerca de 6 km do centro de Água Boa (MT).

Segundo a associação, o Aero Jerusalém mantém hoje cinco hangares e já prepara área para outros 11, com terraplenagem e pontos de água e energia. Para contingência elétrica, o documento cita um gerador de 95 kW para backup.

O texto também menciona GPU, sigla de Ground Power Unit, que é a unidade de energia em solo usada para alimentar a aeronave durante procedimentos no pátio, especialmente em jatos. Com isso, a organização busca dar suporte a operações mais completas.

A associação afirma que o dia a dia inclui aeronaves variadas, do Embraer Ipanema, para pulverização, à aviação executiva, além de turboélices, bimotores, monomotores e helicópteros. Como referência de porte, é citado que a pista comporta operações de um ATR 72, turboélice regional com até 78 assentos, usado como exemplo de dimensão.

No mesmo documento, a organização menciona a implantação do Hangar da Conte Aero, descrito como oficina de aeronaves em fase final de acabamento e com previsão de operação na época do encontro.

O encontro aparece como consequência natural de um local que já reúne aviadores e operações. Segundo os organizadores, a Associação Aguaboense de Aviação Aero Jerusalém promove o evento e reúne 12 empresários da região. Além disso, o material identifica Gerson Luís Garbuio como presidente da entidade.

A proposta, conforme a organização, é aproximar pilotos, mecânicos, empresas de aviação executiva e aeroagrícola, além de interessados no transporte aéreo. O documento também afirma que o encontro não tem objetivo arrecadatório comercial para o aeródromo. Em vez disso, os recursos financeiros e humanos se destinam à execução do próprio evento.

Na programação, haverá churrasco gaúcho com acompanhamentos das 11h00 às 14h30. Depois, a partir das 16h00, a abertura dos portões ao público busca aproximar famílias e visitantes do ambiente da aviação, com clima de evento regional.

Para quem quer participar, o AeroJota já publicou o serviço completo do encontro. Veja aqui: 4º Encontro Aero Jerusalém em Água Boa (MT).

A organização conecta o futuro da região a projetos logísticos. Entre eles, ela cita a FICO, sigla de Ferrovia de Integração Centro-Oeste, como corredor ferroviário entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT). O documento menciona 383 km e aponta conclusão para meados de 2028.

Além disso, o texto menciona EADI, que significa Estação Aduaneira do Interior, conhecida como “porto seco”. Essa estrutura permite processos aduaneiros e movimentação de cargas em área alfandegada fora do litoral. O material também cita a possibilidade de uma ZPE, sigla de Zona de Processamento de Exportação, que funciona como área industrial delimitada com regras específicas voltadas à exportação.

Nesse cenário, a associação defende que o aeródromo pode ganhar relevância em deslocamentos técnicos e empresariais ligados a obras e logística regional.

A organização indica que o público pode acompanhar edições anteriores e atualizações do encontro no Instagram oficial e em vídeos no YouTube. Enquanto isso, o AeroJota mantém a cobertura do evento na página já publicada, link EVENTOS AÉREOS, e pode atualizar o conteúdo conforme novas confirmações.