Aeromóvel de Guarulhos começou a funcionar e quase ninguém percebeu

Jota

23 de fevereiro de 2026

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O Aeromóvel de Guarulhos começou a funcionar para passageiros em uma liberação gradual, percebida primeiro por quem já circula entre trem e terminais. A estreia com público ocorreu em 20 de fevereiro de 2026, sem anúncio chamativo, e com operação limitada.

Por enquanto, o sistema roda em janela reduzida no fim do dia, com início no fim da tarde e encerramento à meia-noite, conforme a fase. Além disso, a ampliação tende a ocorrer de forma escalonada, ao longo de 2026.

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Nesta etapa, o passageiro já pode usar o “people mover” para ir da estação ferroviária até os terminais, mas com limitações claras de horário. O MetrôCPTM informou operação para o público no período da tarde/noite até 00h, dentro dessa fase inicial.

Em textos de mobilidade, a leitura converge: a entrada do público veio como “liberação faseada”, com expansão gradual e operação ainda longe do cenário pleno. A ideia é simples: primeiro estabiliza, depois aumenta janela, frota e frequência.

O ponto central é o gargalo antigo: a Estação Aeroporto–Guarulhos (Linha 13-Jade) não encosta nos terminais, então o trecho final sempre dependeu de ônibus. Com o Aeromóvel, esse último pedaço passa a ter um caminho dedicado, automatizado e pensado para fluxo aeroportuário.

Na prática, o passageiro ganha previsibilidade no deslocamento interno, especialmente em horários de maior estresse operacional. Além disso, a tendência é rreduzir apressão sobre o viário interno, onde ônibus e carros disputam espaço em um aeroporto que raramente “respira”.

A estrutura do sistema aparece com consistência nas descrições: trajeto elevado e curto, com quatro paradas, conectando a estação ferroviária aos Terminais 1, 2 e 3. A extensão informada é de cerca de 2,7 km, dentro do sítio aeroportuário.

Em termos de promessa operacional, as projeções citadas na imprensa falam em viagem na casa de minutos e intervalos curtos quando a operação estiver madura. Porém, neste momento, o recado é outro: o sistema começou, mas ainda está “com o pé no chão”.

Outro ponto relevante: o uso do Aeromóvel é tratado como gratuito, e os ônibus internos continuam operando enquanto a operação dos trens avança para um cenário mais amplo. Isso é importante porque reduz confusão para quem chega sem contexto e precisa de um “plano B” imediato.

A expansão deve seguir uma lógica de fases, com aumento de disponibilidade e ajustes de operação. Em materiais e reportagens, aparece a noção de ampliação ao longo do primeiro semestre de 2026, o que reforça que o início não significa “operação plena”.

Após anos de cronogramas escorregando, qualquer estreia vira alvo de cobrança instantânea, principalmente em um aeroporto com fluxo gigantesco. Uma entrada discreta permite testar, corrigir e ajustar a comunicação no campo, com passageiro real, bagagem real e picos reais.

Isso também explica o “clima de surpresa” relatado por quem acompanha mobilidade: a mudança apareceu no cotidiano antes de aparecer no palco. E, para o passageiro, a diferença é objetiva: menos incerteza no trecho final entre trem e terminal.

Nesta fase inicial, algumas reportagens citam capacidade ainda limitada e operação com poucos veículos em determinados horários. O MetrôCPTM mencionou capacidade diária reduzida nesse começo, o que combina com a ideia de implantação gradual.

Já quando a operação estiver completa, aparecem números maiores projetados por veículos de imprensa e páginas do setor. Ainda assim, o site AeroJota trata como projeção: o que vale para o passageiro hoje é o horário real e a experiência real no trajeto.

  • Quando começou para o público: sexta-feira, 20/02/2026.
  • Como começou: faseado, com horário reduzido e expansão prevista de forma gradual.
  • O que liga: estação da Linha 13-Jade aos Terminais 1, 2 e 3, com paradas dedicadas.
  • Dica prática: se você chegar fora do horário, o sistema de ônibus interno segue como alternativa.
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