Aeroporto de Congonhas vai dobrar área comercial e mudar experiência do passageiro até 2028

Jota

2 de abril de 2026

Reforma para melhorias no Aeroporto de Congonhas_Imagem ilustrativa

O Aeroporto de Congonhas vai dobrar a área comercial como parte de uma ampla transformação conduzida pela Aena em São Paulo. A mudança já começou a aparecer para os passageiros, mas o impacto completo será percebido nos próximos anos.

Atualmente, a área destinada a lojas, cafés e serviços já saltou de cerca de 5,3 mil m² para mais de 10 mil m². No entanto, esse espaço ainda deve crescer com a entrega das próximas fases do projeto.

Reforma para melhorias no Aeroporto de Congonhas_Imagem ilustrativa1.
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A ampliação comercial do Aeroporto de Congonhas não acontece apenas por estética ou conforto. Na prática, ela acompanha um modelo global adotado por grandes operadores aeroportuários, que buscam fortalecer receitas não aeronáuticas.

Ou seja, além das taxas operacionais, o terminal passa a gerar mais receita com varejo, alimentação e serviços premium. Como resultado, o passageiro permanece mais tempo no aeroporto e encontra novas opções de consumo.

Reforma-por-melhorias-no-Aeroporto-de-Congonhas_Imagens-Ilustrativa
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O plano de modernização do Aeroporto de Congonhas integra um investimento estimado em cerca de R$ 2 bilhões. Portanto, a expansão das lojas representa apenas uma parte de uma reforma estrutural muito maior.

Entre os principais pontos já confirmados estão o novo terminal de passageiros, a ampliação das aéreas de embarque, o aumento do número de pontes para embarque e a reorganização do fluxo interno. Além disso, o projeto prevê melhorias no acesso e maior integração com o transporte público.

A reforma não pretende apenas melhorar a experiência comercial. Ao mesmo tempo, o Aeroporto de Congonhas deve ampliar sua capacidade operacional e atingir até 29,5 milhões de passageiros por ano após a conclusão das obras.

Esse número representa um salto relevante para um dos aeroportos mais movimentados do Brasil. Ainda assim, a expansão também reacende o debate sobre limites operacionais, especialmente por causa das características urbanas e físicas do terminal.

Mesmo com a obra em andamento, parte da transformação já pode ser notada por quem embarca ou desembarca no Aeroporto de Congonhas. A oferta de serviços cresceu, e a distribuição dos espaços comerciais já mudou a rotina dentro do terminal.

No entanto, a mudança completa depende da entrega das próximas etapas, previstas até 2028. Até lá, Congonhas continuará operando em meio às intervenções, enquanto tenta combinar eficiência, conforto e novas fontes de receita.

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O que acontece em Congonhas acompanha uma tendência clara da aviação mundial. Cada vez mais, aeroportos deixam de funcionar apenas como pontos de embarque e passam a operar como ambientes de permanência, consumo e experiência.

Por isso, a ampliação da área comercial tem peso estratégico. Mais do que abrir novas lojas, o projeto reposiciona o Aeroporto de Congonhas dentro de uma lógica moderna de operação aeroportuária, com foco em receita, circulação e conveniência.