Fim do BelugaST: a Airbus fecha o ciclo do A300-600ST e deixa o BelugaXL como sucessor
Airbus aposenta o BelugaST A300 600ST e encerra uma era na logística de grandes componentes entre fábricas. No entanto, a Airbus já preparava a troca, porque o BelugaXL oferece mais volume e eficiência. Por isso, a despedida ganhou forma em 2026, com a retirada gradual do modelo.

O que muda com a aposentadoria do BelugaST
Airbus aposenta o BelugaST A300 600ST após décadas de uso intenso, com foco no transporte de grandes componentes entre fábricas europeias. O BelugaST nasceu para uma missão específica. Ele transportava cargas superdimensionadas, como asas e seções de fuselagem. Além disso, ele conectava fábricas da Airbus em países diferentes, com alta frequência.
Com o tempo, a frota envelheceu. Assim, a manutenção ficou mais complexa e mais cara. Ao mesmo tempo, a produção cresceu e exigiu mais capacidade por voo. Nesse cenário, a Airbus acelerou a transição para o BelugaXL.
Por que o BelugaXL assumiu o protagonismo
Com isso, Airbus aposenta o BelugaST A300 600ST e concentra a operação no BelugaXL, que oferece mais volume e eficiência. Com isso, a Airbus consegue reduzir alguns trechos e otimizar a malha logística. Além disso, a frota mais nova facilita a padronização operacional.
Na prática, o BelugaST passou a ter menos espaço. Por isso, a Airbus começou a encerrar o ciclo do modelo anterior. A empresa manteve o foco na operação industrial, que sempre foi o coração do programa.
A última missão e o destino do BelugaST F-GSTF
Em 29 de janeiro de 2026, o BelugaST matrícula F-GSTF realizou um voo final de reposicionamento. A aeronave saiu de Bordeaux Mérignac e seguiu para a região de Chester Hawarden. Essa área concentra atividades ligadas à Airbus no Reino Unido.
Agora, o destino do avião tende a ser em solo. Entre as possibilidades, aparecem projetos educacionais e iniciativas de preservação. Assim, o modelo pode seguir como peça histórica da aviação europeia, mesmo fora de operação.
A tentativa de operação comercial que não decolou
A Airbus também tentou usar o BelugaST no mercado civil. Para isso, ela criou uma estrutura voltada a cargas oversized, ou seja, cargas fora do padrão. A ideia era atender clientes com demandas específicas e volumosas.
Ainda assim, o projeto não ganhou escala. A operação comercial acabou encerrada após pouco tempo. Com isso, o BelugaST voltou a ser visto principalmente como aeronave de uma era industrial. Enquanto isso, o BelugaXL consolidou o papel de sucessor natural.
O que fica do BelugaST na história
O BelugaST A300 600ST ajudou a Airbus a manter um modelo industrial distribuído. Ele ligou plantas e linhas de montagem com rapidez. Além disso, ele se tornou uma imagem reconhecida em qualquer aeroporto por onde passava.
Agora, o BelugaXL assume a missão sozinho. Por isso, a aposentadoria do BelugaST marca uma virada simbólica e operacional. Mesmo assim, o legado do modelo segue forte na história da logística aeronáutica.






