Apagão de internet paralisa aviação no Irã e cancela voos internacionais e domésticos

Jota

13 de janeiro de 2026

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Apagão de internet no Irã cancela voos e faz com que a aviação civil no Irã enfrente um cenário incomum e crítico. Nos últimos dias, o governo iraniano determinou o corte do acesso à internet e aos serviços de telefonia para a população, como parte das medidas adotadas em meio a protestos internos. A decisão passou a impactar diretamente a operação aérea no país e, por isso, companhias aéreas cancelaram voos internacionais e também voos domésticos.

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Embora aeronaves não dependam da internet para voar, a aviação moderna depende de conectividade para organizar rotas, despachar voos e coordenar equipes. Além disso, quando internet e telefonia deixam de funcionar, o ambiente operacional se torna muito complicado. Assim, empresas aéreas adotam medidas preventivas por segurança e coordenação.

No cenário internacional, diversas companhias estrangeiras suspenderam ou cancelaram temporariamente voos com destino, ou origem no Irã. Com a interrupção deliberada da internet e das comunicações telefônicas no país, etapas essenciais sofreram impacto imediato, como despacho operacional, atualização de planos de voo e comunicação com tripulações.

Consequentemente, o gerenciamento de irregularidades e emergências também ficou comprometido. A situação atingiu principalmente aeroportos de maior movimento, como Teerã, onde dezenas de operações internacionais deixaram de acontecer em poucos dias.

O maior volume de cancelamentos apareceu em Teerã, com impacto direto no Aeroporto Internacional Imam Khomeini, principal porta de entrada internacional. Além disso, a crise também atingiu voos ligados a outras cidades, como Mashhad e Shiraz, que têm fluxo relevante com o Golfo e a Turquia.

Dados divulgados por sites aeroportuários e reportagens internacionais também apontaram cancelamentos envolvendo rotas entre Dubai e cidades iranianas. Nesse recorte, aparecem Teerã, Shiraz e Mashhad como destinos recorrentes nas suspensões.

A lista de empresas afetadas envolve, principalmente, companhias com operação forte no corredor Dubai–Irã e Turquia–Irã. Entre as que aparecem nas reportagens mais citadas, estão:

  • flydubai (cancelamentos em rotas entre Dubai e cidades iranianas)
  • Emirates (suspensões em ligações com o Irã reportadas por veículos e monitoramentos aeroportuários)
  • Turkish Airlines (cancelamentos em rotas para cidades iranianas)
  • AJet (cancelamentos reportados no mesmo contexto)
  • Pegasus (suspensões e cancelamentos em rotas para cidades iranianas)
  • Qatar Airways (cancelamentos em rotas como Doha–Teerã em painéis aeroportuários)
  • Austrian Airlines (suspensão por avaliação de segurança, segundo imprensa)

Diferentemente de outras crises recentes, o impacto não se limitou às rotas internacionais. Companhias iranianas também enfrentaram cancelamentos de voos domésticos, além de atrasos e reprogramações em cadeia.

Sem internet e telefonia, equipes encontraram maior dificuldade para acessar sistemas de despacho, distribuir informações operacionais entre aeroportos e manter a coordenação mínima entre bases. Da mesma forma, a atualização de dados críticos para a segurança do voo se tornou inviável. Em alguns terminais, a operação interna ficou parcialmente paralisada, com redução relevante da malha aérea.

Por que a falta de internet afeta tanto a aviação?

Mesmo sem ligação direta com a navegação da aeronave, internet e telefonia são essenciais para a aviação atual. Afinal, companhias precisam desses meios para manter o fluxo básico de coordenação operacional e segurança. Entre os pontos mais sensíveis, estão:

  • planejamento e liberação de voos
  • despacho operacional
  • meteorologia em tempo real
  • comunicação entre companhias, aeroportos e controle de tráfego aéreo
  • gestão de tripulações e passageiros

Quando esses fluxos são interrompidos por decisão governamental, o risco operacional aumenta. Por isso, o cancelamento se torna a alternativa mais segura, tanto em voos internacionais quanto em voos domésticos.

Embora o apagão esteja ligado a questões políticas internas, seus efeitos ultrapassam o campo institucional. Isso acontece porque a aviação civil depende de coordenação contínua e dados atualizados. Portanto, a interrupção digital tende a afetar rapidamente aeroportos, companhias e passageiros.

Por isso, quando um apagão de internet no Irã cancela voos, as empresas tendem a reduzir a exposição ao risco até que as comunicações voltem a operar com estabilidade.

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