Autoridades dos EUA descartam falha mecânica no switch de combustível do voo da Air India

Jota

27 de julho de 2025

Switches-do-Controle-de-Combustivel-do-Boeing-787-Dreamliner

As autoridades dos EUA descartam falha no switch da Air India após realizarem testes no sistema de corte de combustível do Boeing 787 envolvido no acidente aéreo. A FAA e engenheiros da Boeing confirmaram que os comandos funcionavam normalmente e que não houve qualquer falha mecânica nos dispositivos. Além disso, os dados extraídos do gravador de voo indicaram que os interruptores foram acionados manualmente. O corte nos dois motores ocorreu com apenas um segundo de diferença, o que reforça a hipótese de atuação humana.

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O áudio captado pelo Cockpit Voice Recorder registrou um diálogo direto entre os pilotos. Um deles perguntou: “por que você cortou?”. O outro respondeu imediatamente: “eu não fiz isso”. Apesar de as vozes ainda não terem sido identificadas oficialmente, os investigadores consideraram esse trecho como decisivo. Afinal, o conteúdo indica confusão na cabine e levanta a possibilidade de uma falha operacional grave.

A FAA e engenheiros da Boeing confirmaram que os comandos funcionavam normalmente e que não houve qualquer falha mecânica nos dispositivos, incluindo os botões de CUTOFF — que interrompem manualmente o fluxo de combustível para os motores. Além disso, os especialistas analisaram o mecanismo de travamento dos comandos. Como não encontraram defeitos, eles descartaram completamente a hipótese de acionamento involuntário durante a decolagem.

Após o acidente, a Air India inspecionou todas as aeronaves dos modelos Boeing 787 e 737. Durante essa operação, nenhum defeito foi encontrado nos sistemas de corte de combustível. A companhia também compartilhou os laudos com a autoridade de aviação civil da Índia. Além disso, ela reafirmou o compromisso de colaborar integralmente com a investigação até a divulgação do relatório final.

Histórico da empresa preocupa especialistas em segurança operacional

Entre 2023 e 2024, a DGCA emitiu 29 avisos à Air India por falhas sistêmicas, como descanso insuficiente para pilotos e treinamentos operacionais incompletos. Essas violações constam em documentos revelados em julho de 2025. Por esse motivo, especialistas passaram a questionar a cultura de segurança dentro da companhia. Afinal, erros repetidos comprometem os padrões da aviação comercial.

Como os testes descartaram falha técnica, os investigadores mudaram o foco da apuração. Desde então, eles passaram a priorizar hipóteses relacionadas ao comportamento humano na cabine. Atualmente, os especialistas analisam a possibilidade de erro de operação, confusão durante os procedimentos ou até mesmo uma ação deliberada. Segundo a autoridade indiana, o relatório final sairá apenas em 2026.

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