Avião da Azul utiliza toda a pista de Congonhas para conseguir decolar

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Jota A
13 de outubro de 2026

Um avião da Azul usa toda a pista de Congonhas para decolar e chama a atenção de quem acompanhava as operações do aeroporto paulista.

O episódio envolveu a aeronave de matrícula PS-AEK, responsável pelo voo AD4797, com destino ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, Minas Gerais. As imagens mostram o avião percorrendo uma longa distância sobre a pista antes de iniciar a subida.

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A aeronave realizou a decolagem pela pista 17R, utilizada nas operações no sentido sul (bairro de Moema para o Jabaquara), do Aeroporto de Congonhas. Durante a corrida, o jato permaneceu no solo por uma extensão que chamou a atenção de observadores da aviação.

O momento foi registrado pelas câmeras do canal Golf Oscar Romeo, que acompanha diariamente as operações aeroportuárias em Congonhas.

Nas imagens, o Embraer E195-E2 inicia a subida quando já se aproxima da cabeceira oposta. O comportamento visual contrasta com outras decolagens registradas no mesmo aeroporto, nas quais as aeronaves normalmente deixam o solo antes daquele ponto.

Dados divulgados a partir do Flightradar24 indicam que o avião teria passado aproximadamente 500 pés, equivalentes a 152 metros, abaixo da altitude normalmente observada naquele trecho.

Entretanto, essa comparação não permite determinar, isoladamente, se houve alguma irregularidade operacional.

A pista principal de Congonhas possui aproximadamente 1.940 metros de extensão. Por isso, o planejamento de cada decolagem considera diferentes fatores que influenciam o desempenho da aeronave.

Entre eles estão o peso total, a quantidade de combustível, a temperatura ambiente, a direção e intensidade do vento, as condições da pista e as características de desempenho do modelo.

Além disso, as tripulações utilizam cálculos específicos para determinar as velocidades necessárias e verificar se a operação atende às distâncias disponíveis.

Uma aeronave pode utilizar uma parcela maior da pista sem que isso represente, necessariamente, uma condição anormal. Entretanto, uma decolagem tão próxima do final da pista naturalmente desperta interesse entre profissionais e entusiastas da aviação.

O Embraer E195-E2 da Azul decolou pela pista 17R, seguindo em direção à cabeceira 35L, onde está instalado um dos dois sistemas EMAS do Aeroporto de Congonhas.

O equipamento utiliza materiais projetados para desacelerar aeronaves que ultrapassem acidentalmente o final da pista durante uma operação no solo. Congonhas conta com essa proteção nas duas extremidades da pista principal.

Embora a aeronave tenha utilizado toda a extensão da pista durante a corrida de decolagem, não há indicação de que tenha entrado em contato com o sistema de contenção.

Apesar da longa corrida de decolagem, não há relato de que a tripulação tenha comunicado alguma anormalidade ao controle de tráfego aéreo.

O voo AD4797 prosseguiu em direção ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, sem registro de intercorrências adicionais nas informações disponíveis.

Até o momento, não há confirmação pública de uma investigação específica sobre essa decolagem, nem esclarecimento oficial da Azul sobre os fatores que levaram a aeronave a utilizar uma extensão tão grande da pista.

O episódio também relembra outras decolagens que chamaram a atenção em Congonhas, incluindo operações anteriores de aeronaves comerciais que deixaram o solo próximas ao final da pista.

O site AeroJota já abordou uma situação semelhante envolvendo um Boeing 737 da GOL. O registro pode ser consultado em nossa reportagem anterior.

A ocorrência reforça a importância de distinguir imagens impressionantes de evidências técnicas. Somente a análise dos parâmetros operacionais permite determinar se a decolagem ocorreu dentro dos limites previstos para a aeronave.

AeroJota Notícias de Aviação acompanha o episódio e poderá atualizar as informações caso sejam divulgados novos esclarecimentos.

Crédito das Imagens: @GolfOscarRomeo

O trabalho realizado pelo canal Golf Oscar Romeo Aviação, comandado por Eduardo Gório, também merece reconhecimento. Entretanto, manter câmeras, equipamentos, internet e transmissões contínuas envolve custos elevados.

O projeto busca patrocinadores e parceiros para continuar levando imagens da aviação brasileira aos milhares de apaixonados pelo setor.

Quem desejar colaborar com a continuidade desse trabalho pode contribuir diretamente pela chave PIX: pix@golfoscarromeo.com.br.

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