Jato do Catar pode virar Air Force One ainda no verão de 2026, diz Força Aérea dos EUA

Jota

26 de janeiro de 2026

Jato do Catar pode virar Air Force One_Imagem Ilustrativa

Avião do Catar pode virar Air Force One nos Estados Unidos após reportagens indicarem que um Boeing 747 8, configurado para uso executivo, pode ser adaptado para a missão presidencial. Por isso, o tema ganhou força em Washington enquanto o programa VC 25B segue atrasado e mantém aberta a busca por uma solução temporária. Além disso, como a frota atual ainda depende de aeronaves mais antigas, cresce a pressão por um caminho de curto prazo que preserve a continuidade operacional e reduza incertezas no planejamento.

Nesse cenário, o avião do Catar pode virar Air Force One como aeronave intermediária enquanto o VC 25B não entra em operação, já que o programa principal segue com cronograma instável e sob pressão política.

Jato do Catar pode virar Air Force One_Imagem Ilustrativa
Jato do Catar pode virar Air Force One_Imagem Ilustrativa

O projeto do VC 25B, que deve substituir os atuais VC 25A, acumula mudanças de cronograma há anos. Enquanto isso, a Casa Branca precisa manter uma estrutura operacional confiável. Dessa forma, um jato provisório aparece como opção prática para reduzir o risco de lacunas no planejamento.

Ao mesmo tempo, a proposta não significa uma troca imediata e definitiva. Em vez disso, ela busca garantir continuidade. Assim, o governo conseguiria manter capacidade de deslocamento presidencial com uma aeronave mais nova, ainda que temporária, enquanto o programa principal segue em desenvolvimento.

Além do cronograma, existe também a questão de disponibilidade. Afinal, mesmo com manutenção constante, a idade das aeronaves atuais impõe limitações operacionais e logísticas. Portanto, qualquer alternativa viável tende a ganhar espaço, sobretudo quando o atraso vira pauta pública.

Incidente recente reforçou debate sobre confiabilidade do Air Force One

A discussão ganhou ainda mais força após um episódio recente envolvendo o Air Force One. Durante um voo internacional, a aeronave presidencial apresentou um problema elétrico considerado operacional, o que obrigou a tripulação a realizar uma meia-volta ainda sobre o oceano. Como resultado, o presidente Donald Trump precisou seguir viagem em outra aeronave para cumprir a agenda internacional.

Na ocasião, Trump acabou chegando ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, a bordo de um Boeing 757, modelo utilizado como alternativa logística em situações específicas. Embora o incidente não tenha representado risco imediato, ele reacendeu questionamentos sobre a idade da frota presidencial e reforçou o argumento de que uma solução provisória pode reduzir a exposição a imprevistos enquanto o programa VC-25B não avança.

Mesmo sendo um 747 8 moderno, o avião não pode operar como Air Force One sem uma série de modificações. Isso ocorre porque a missão exige sistemas avançados de comunicações, proteção e redundância. Além disso, parte dessas adaptações envolve requisitos classificados por razões de segurança nacional, o que limita a transparência sobre prazos, fornecedores e custos finais.

Ainda assim, o debate público gira em torno de um ponto direto: adaptar um avião desse porte demanda planejamento. Por consequência, a entrada em serviço depende de etapas técnicas e de validações formais. Ou seja, não basta receber a aeronave; é necessário transformá-la para o perfil presidencial.

Além do mais, qualquer aeronave destinada a esse tipo de missão passa por verificações extensas. Portanto, mesmo um plano acelerado precisa respeitar procedimentos. Assim, a discussão deixa de ser apenas política e vira também um tema técnico, com forte componente de segurança de Estado.

O fato de a aeronave estar ligada a uma doação feita por um governo estrangeiro elevou a repercussão. Isso acontece porque o assunto envolve ética, diplomacia e percepção pública. Ao mesmo tempo, críticos apontam que uma doação não elimina custos. Afinal, a conversão e a operação seguem exigindo investimento, equipe e infraestrutura.

Além disso, a narrativa ganhou força após notícias recentes sobre um episódio operacional envolvendo aeronave presidencial, o que voltou a colocar o tema “confiabilidade” no centro do debate. Assim, defensores da solução provisória argumentam que uma aeronave mais nova pode reduzir imprevistos. Por outro lado, opositores destacam riscos de imagem, custo e questionamentos institucionais.

Por fim, o ponto principal é simples: o Boeing do Catar virar um Air Force One virou um símbolo de como atrasos industriais e decisões políticas se cruzam no topo da aviação governamental. Portanto, enquanto o VC 25B não chega, a discussão sobre uma aeronave ponte deve continuar nos próximos meses.