Voo cancelado no Brasil: Azul e GOL encerram acordo de reacomodação e o passageiro sente na hora
Azul e GOL encerram acordo de reacomodação de passageiros e isso mexe no “plano B” que muita gente nem sabia que existia. Quando o painel mostra “cancelado”, a pergunta vira outra: para onde o passageiro vai agora.
Esse tipo de acordo ajudava na prática. Em alguns casos, ele permitia que uma companhia colocasse clientes em voos da outra, conforme havia assentos e as regras internas permitiam. Agora, com o encerramento, essa ponte deixa de ser um caminho natural em dias de operação difícil.
Ainda assim, o direito do passageiro não some. As regras continuam na Resolução 400/2016 da ANAC, que define alternativas e assistência quando o voo atrasa ou é cancelado. Ou seja, o acordo muda, porém a obrigação de atender continua.

O que muda no balcão quando o cancelamento acontece
Esse fim do acordo começa a valer em 23 de fevereiro de 2026, conforme a repercussão do comunicado. Por isso, a partir desse dia, a transferência automática de passageiros entre Azul e GOL tende a ficar mais rara.
O impacto aparece no balcão e também no aplicativo. Sem o acordo entre Azul e GOL, a reacomodação tende a depender mais de voos da própria empresa. Além disso, em rotas com pouca frequência, a próxima opção pode ficar para horas depois, ou até para o dia seguinte.
Por outro lado, isso não significa que o passageiro fica sem saída. A empresa ainda precisa oferecer alternativas. Portanto, a diferença é que a solução pode ficar mais lenta, principalmente quando a malha já está cheia.
Também vale separar dois conceitos para evitar confusão. Codeshare é uma parceria de venda e de operação compartilhada. Já a reacomodação é a solução para irregularidade, como cancelamento. Assim, mesmo que o passageiro misture os termos, o que importa é a obrigação de resolver o problema.
O que a ANAC garante mesmo sem acordo entre as companhias
Quando ocorre cancelamento, atraso grande ou interrupção do serviço, a ANAC prevê opções que precisam ser apresentadas ao passageiro. Em geral, entram aqui reacomodação, reembolso integral ou execução do serviço por outro meio, conforme o caso. Além disso, o passageiro deve receber informação clara, com protocolo e orientação.
Ao mesmo tempo, a assistência material cresce conforme o tempo passa. Primeiro vem comunicação. Depois, alimentação. Por fim, quando há pernoite, entram hospedagem e transporte, quando aplicável. Dessa forma, o passageiro não precisa “implorar”. Ele só precisa pedir do jeito certo.
O ponto sensível é que muita gente espera ser colocada em qualquer voo disponível de qualquer empresa. No entanto, na prática, a acomodação em voo de terceiro costuma depender de disponibilidade e, muitas vezes, de acordos comerciais. Por isso, quando o acordo acaba, a solução tende a ficar mais concentrada dentro da própria companhia.
Em quais situações o passageiro sente mais essa mudança
Em aeroportos menores, a diferença pode aparecer rápido. Como há menos voos por dia, perder um horário pesa mais. Assim, o passageiro corre mais risco de ficar para o dia seguinte, especialmente se o cancelamento acontece no fim da tarde.
Além disso, a alta temporada piora o cenário. Quando os aviões já voam cheios, sobra menos assento para absorver passageiros de voos cancelados. Portanto, mesmo quem aceita qualquer horário pode enfrentar fila.
Outro caso comum envolve conexões. Um cancelamento no primeiro trecho pode derrubar toda a viagem. Por isso, nesses momentos, a velocidade do atendimento vale ouro. Ainda assim, sem a ponte de reacomodação entre Azul e GOL, a solução pode exigir mais tempo.
O que fazer na hora para não sair no prejuízo
Primeiro, peça o atendimento com número de protocolo. Além disso, guarde prints do aplicativo, do painel e do horário em que o aviso apareceu. Com isso, você cria um registro simples e útil.
Depois, escolha a alternativa mais coerente com sua viagem. Se você precisa chegar, a reacomodação costuma ser o caminho. Por outro lado, se a viagem perdeu o sentido, o reembolso integral pode ser melhor. Em seguida, confirme se o trecho foi remarcado corretamente, incluindo conexões e bagagem.
Enquanto espera, cobre a assistência material conforme o tempo passa. Assim que completar o tempo previsto, peça comunicação, depois alimentação e, se houver pernoite, hospedagem. Portanto, faça o pedido com calma, porém com objetividade.
Por fim, se a solução não vier, use os canais formais. Tente resolver com a companhia primeiro. No entanto, se a resposta não vier, registre reclamação em plataformas oficiais, como consumidor.gov.br, e guarde o histórico do caso.
Por que esse tipo de acordo importa para o setor
Para o mercado, o acordo era um amortecedor. Ele ajudava a aliviar picos de cancelamentos e atrasos, principalmente quando uma empresa tinha alternativa de malha e a outra não. Assim, a operação ganhava um “escape” em dias ruins.
Com o fim dessa prática, cada companhia precisa resolver mais situações com a própria rede. Além disso, a eficiência da reacomodação passa a depender ainda mais da malha, de disponibilidade e de rapidez de atendimento.
No fim, o passageiro sente isso de forma simples. A frase “vou te colocar no voo da outra empresa” tende a ficar mais rara. Ainda assim, a regra da ANAC segue sendo o ponto central, porque ela define o que você pode exigir quando o voo cancela.






