Na manhã deste sábado (5), dois voos da LATAM sofreram colisões com pássaros durante a aproximação para pouso no Aeroporto de Guarulhos.
Guarulhos registra 2 colisões entre aviões e pássaros na manhã deste sábado (5)
Na manhã deste sábado (5) de abril, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, registrou dois incidentes de colisão entre aviões e pássaros. Ambos os casos envolveram aeronaves da companhia aérea LATAM. Conforme a empresa, os impactos ocorreram durante os procedimentos de aproximação para pouso, com um intervalo de apenas 50 minutos entre os eventos.

Embora as aeronaves tenham pousado com total segurança, o risco desse tipo de ocorrência continua sendo uma preocupação constante na aviação civil. Além disso, colisões com aves podem causar danos significativos às aeronaves, principalmente nos motores, gerando atrasos, cancelamentos e prejuízos operacionais.
Vale lembrar que, conforme a LATAM informou, situações como essas geram impactos em cadeia. Por exemplo, há aumento nos custos com manutenção e necessidade de substituição de tripulações. Além disso, os passageiros são diretamente afetados por reacomodações, conexões perdidas e incertezas nos horários de voos.
Por que as colisões com aves são perigosas?
Colisões entre aviões e pássaros, conhecidas tecnicamente como bird strikes, representam riscos reais à segurança operacional. Em especial, quando ocorrem durante decolagens ou pousos, essas colisões podem comprometer componentes essenciais da aeronave.
Comparado a falhas mecânicas, esse tipo de incidente pode parecer pontual, mas os efeitos práticos são amplos. Por esse motivo, os aeroportos adotam medidas de mitigação, como o controle da fauna e o uso de sistemas sonoros ou visuais para afastar as aves da área operacional.
Ocorrências frequentes e medidas de prevenção
Guarulhos é um dos aeroportos com maior movimentação da América Latina. Consequentemente, há maior probabilidade de eventos desse tipo, especialmente em períodos de migração de aves. Monitoramentos contínuos, treinamentos de equipes e ajustes na operação fazem parte das estratégias adotadas.
Ainda assim, mesmo com todas as precauções, é impossível eliminar totalmente o risco de colisões com aves. O que pode ser feito é minimizar os impactos e agir com rapidez sempre que um evento como este acontecer.
Leia o Comunicado da LATAM
Em menos de 50 minutos, dois voos da LATAM Brasil deste sábado (05/04) sofreram colisão com pássaros (bird strike) ao pousar no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As aeronaves pousaram em total segurança, porém episódios como estes geram grandes impactos em toda a operação.
A alta incidência de bird strikes nos aeroportos brasileiros pode afetar a segurança operacional e acaba prejudicando muitos passageiros com voos cancelados ou atrasados, além de provocar custos adicionais com reparos e manutenção de aeronaves, motores fora de operação e eventual escala de tripulantes reserva.
Em 2024, a LATAM Brasil registrou bird strike (colisão com pássaros) em 513 de seus voos no Brasil. O setor tem alertado para a necessidade de uma gestão eficiente da fauna por parte dos municípios e administradores aeroportuários nas proximidades dos aeroportos brasileiros.
Como os aeroportos previnem o bird strike?
Os principais aeroportos brasileiros contam com sistemas de monitoramento e controle de fauna para minimizar os riscos de bird strike. Por exemplo, é comum o uso de sons, luzes e até falcões treinados para afastar aves das áreas de operação.
Entretanto, mesmo com esses esforços, não é possível eliminar completamente o risco. Isso porque muitas aves migratórias, por exemplo, não seguem padrões previsíveis. Portanto, a prevenção é constante, mas nunca infalível.
Finalizando
As duas colisões entre aviões e pássaros registradas neste sábado (5) em Guarulhos reforçam a importância da vigilância constante e do planejamento operacional. Apesar dos transtornos, as aeronaves pousaram com segurança, e nenhuma ocorrência mais grave foi registrada.
Portanto, o investimento contínuo em segurança, prevenção e comunicação com os passageiros é fundamental para enfrentar desafios como esse. Afinal, manter os céus seguros depende de ações conjuntas entre companhias aéreas, aeroportos e autoridades do setor aéreo.
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