Operação mobiliza 13 aeronaves, incluindo dois KC-390 da FAB, e centenas de profissionais para enfrentar incêndios florestais.
O combate aos incêndios no Amazonas ganhou reforço com a mobilização de aeronaves federais para enfrentar o avanço das chamas. Em regiões onde o acesso terrestre é limitado, aviões e helicópteros desempenham um papel fundamental no apoio às equipes que trabalham diretamente nas áreas atingidas.
A operação reúne diferentes modelos de aeronaves, militares, brigadistas e profissionais especializados. Além disso, a atuação conjunta demonstra como a aviação pode contribuir para proteger comunidades, preservar áreas florestais e reduzir os danos provocados pelo fogo.
Os resultados apresentados pelo Governo Federal revelam a dimensão dessa mobilização, que envolve centenas de horas de voo e um volume expressivo de água lançado sobre os incêndios.

Mais de 1,1 milhão de litros de água lançados sobre os incêndios
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em balanço divulgado no dia 20 de outubro de 2026, as aeronaves federais lançaram 1.118.600 litros de água desde 10 de outubro.
Nesse período, as operações acumularam 390,5 horas de voo e 369 lançamentos. Além disso, as ações federais resultaram na extinção de 337 ocorrências desde o início da temporada.
A estrutura aérea disponibilizada conta com 13 aeronaves, distribuídas entre seis aviões agrícolas Air Tractor, cinco helicópteros e dois KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB).
Enquanto os aviões realizam lançamentos de água, os helicópteros também transportam brigadistas, equipamentos e materiais para regiões de difícil acesso.
KC-390 Millennium amplia capacidade de combate aéreo
Entre os destaques da operação estão os dois KC-390 Millennium da FAB, equipados com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS).
Conforme o Governo Federal, as configurações empregadas permitem transportar 12 mil e 19 mil litros de água, respectivamente. O sistema consegue realizar o lançamento em aproximadamente sete segundos.
O site AeroJota acompanha essa mobilização desde os primeiros deslocamentos das aeronaves militares para o Amazonas.
Em reportagem anterior, mostramos como o KC-390 da FAB lançou 36 mil litros de água em três missões realizadas na região de Parintins.
Entretanto, é importante destacar que o volume superior a um milhão de litros corresponde ao conjunto das aeronaves federais, e não exclusivamente aos KC-390.
Centenas de profissionais trabalham no combate aos incêndios
A operação também mobiliza 462 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Além deles, participam 54 militares da FAB e 41 integrantes da Força Nacional. A estrutura também contempla apoio à contratação de 116 bombeiros amazonenses.
Para garantir o deslocamento das equipes, estão disponíveis 58 veículos terrestres e nove embarcações.
Essa integração é fundamental porque o lançamento de água pelas aeronaves não elimina a necessidade do trabalho terrestre.
Os brigadistas precisam alcançar áreas atingidas, combater focos remanescentes e impedir que as chamas avancem novamente.

Amazonas registra municípios em situação de emergência
Apesar dos resultados operacionais, o cenário continua preocupante.
Segundo o balanço federal, o Amazonas registrava 85 eventos de fogo ativos em 30 municípios. Desse total, 22 municípios estavam em situação de emergência.
Entre 12 e 18 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) identificou 548 focos de calor, redução de 470 registros em comparação com os sete dias anteriores.
Itacoatiara apresentou 59 focos, seguida por Autazes, com 46, e Boa Vista do Ramos, com 39.
O Governo Federal também anunciou medidas adicionais, incluindo a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus.
Aviação e equipes terrestres enfrentam o mesmo desafio
Além de combater as chamas, a mobilização busca reduzir os riscos à população, à fauna e à vegetação amazônica.
A fumaça produzida pelos incêndios também representa uma preocupação para a saúde pública, especialmente nas comunidades próximas às áreas atingidas.
Nesse cenário, cada missão aérea exige planejamento, coordenação e integração com os profissionais que permanecem em solo.
O emprego conjunto de aviões agrícolas, helicópteros e aeronaves militares demonstra a importância da aviação nas operações de emergência ambiental.
Mais do que os números de litros lançados, o trabalho representa uma corrida contra o tempo para proteger vidas e preservar a floresta.





