Peru cancela contrato do An 74 e o caso levanta alertas
O contrato do An 74 que foi cancelado no Peru envolvia a compra de uma aeronave Antonov An 74 para a Polícia Nacional do Peru (PNP). O Ministério do Interior anulou o processo após identificar problemas na documentação e inconsistências na proposta.
A medida veio após diligências e checagens que apontaram inconsistências na proposta apresentada pela empresa vencedora do certame. Com isso, o órgão declarou o procedimento “nulo” e encerrou o trâmite.
O que o governo peruano pretendia comprar
A intenção era adquirir uma aeronave de transporte do tipo An 74 para apoiar missões operacionais e logísticas ligadas à estrutura policial peruana. O valor divulgado para a contratação ficou na faixa de US$ 63 milhões.
O caso ganhou repercussão porque a compra envolvia a promessa de entrega de uma aeronave com histórico complexo de produção e suporte. Por isso, o processo virou alvo de escrutínio público e técnico.
Onde a fraude teria aparecido, segundo as apurações citadas
De acordo com reportagens que compilaram informações de fontes peruanas e ucranianas, a empresa adjudicatária teria apresentado documentação falsa ou enganosa para demonstrar capacidade de fornecer a aeronave.
Além disso, as publicações citam que a checagem incluiu contatos com a fabricante Antonov e menções a comunicações oficiais relacionadas ao tema. Esses elementos pesaram para que o Peru encerrasse a contratação.
Quem aparece como intermediária no caso
Algumas coberturas apontam a empresa Aero Express FZE, sediada nos Emirados Árabes Unidos, como parte central da negociação apresentada ao governo peruano.
Segundo essas fontes, o ponto crítico foi a alegação de que a documentação e as credenciais da oferta não sustentavam a entrega do An 74 nas condições prometidas.
Por que o An 74 entrou no debate técnico
O An 74 é um modelo conhecido por operar bem em ambientes exigentes, mas a discussão recente envolveu a viabilidade real de fornecimento e a rastreabilidade de um exemplar disponível.
Em paralelo, reportagens destacaram que a Antonov não produz um An 74 novo em série há muitos anos, o que costuma exigir atenção redobrada em contratos que prometem entrega “sob encomenda”.
O que muda a partir do cancelamento
Com o processo anulado, o Peru tende a reavaliar alternativas para suprir a demanda de transporte e apoio aéreo. Um veículo especializado peruano chegou a discutir opções ocidentais como caminho provável, mas essa decisão depende de nova análise oficial.
Por fim, o caso reforça um ponto básico em aquisições aeronáuticas: documentação, cadeia de fornecimento e validação do fabricante precisam caminhar juntas, sobretudo quando há intermediários e contratos de alto valor.






