Grupo Laçador celebra 25 anos do batismo de fogo da Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira.
Memorial e trajetória marcam 25 anos da Defesa Antiaérea da FAB
A Defesa Antiaérea da FAB completa 25 anos de seu primeiro disparo real. No entanto, a Força Aérea Brasileira não se limita a essa importante missão ou às imagens tradicionais de modernos aviões caça, ou de transporte, helicópteros ou os famosos A-29 Super Tucano da Esquadrilha da Fumaça. Em Pirassununga–SP, por exemplo, a FAB administra a Fazenda da Aeronáutica, com gado e plantações. Já em São José dos Campos, mantém a Cavalaria 10 de Maio com estábulos e médicos veterinários. Além disso, possui hospitais e maternidades espalhados pelo Brasil, garantindo atendimento em várias regiões.
Outro exemplo está na Amazônia. A COMARA, sediada em Belém–PA, opera rebocadores e barcaças que levam apoio logístico por rios distantes. Até Navios a FAB já teve no passado. Enquanto isso, a Base Aérea de São Paulo abriga um canhão antiaéreo de 75mm restaurado, utilizado pela Primeira Força Aerotática da FAB, criada nas décadas de 1940 e 1950. Esse armamento simboliza os esforços de autodefesa de determinadas Bases Aéreas em meio ao cenário da 2ª Guerra Mundial.
O marco de 25 anos do batismo de fogo
Dentro desse contexto, o Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE), que fica na Base Aérea de Canoas (BACO), no Rio Grande do Sul, conhecido como Grupo Laçador – em homenagem ao monumento símbolo de Porto Alegre, que representa a tradição gaúcha -, comemorou um marco histórico. Em 25 de agosto, a unidade relembrou os 25 anos do primeiro disparo real de um míssil da FAB.
Esse episódio ocorreu em 24 de agosto de 2000, durante a Operação Caramuru 1, realizada na Restinga da Marambaia (RJ). Na ocasião, militares lançaram o míssil IGLA 9K38 com sucesso e, consequentemente, consolidaram a capacidade antiaérea da Força Aérea Brasileira. Para marcar o feito, o grupo ergueu um memorial em sua entrada. A FAB instalou dois lançadores IGLA-S cruzados e fixou uma placa em homenagem aos pioneiros. O Cabo Celso Quinteiro Corrêa de Moraes, o Cabo Juarez Silveira da Silva e o Soldado Dionísio André de Souza participaram do disparo inaugural. Assim, abriram caminho para uma nova fase da defesa aérea brasileira.
A tradição dos Laçadores
A celebração também destacou os 28 anos do Grupo Laçador. Fundado em 1997 como a Primeira Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa, o grupo herdou a missão dos chamados Gaviões e Carcarás. Esses pioneiros deram os primeiros passos e, desse modo, criaram a base da defesa antiaérea da FAB. Com o passar do tempo, os Laçadores desenvolveram doutrinas próprias, sempre voltadas à proteção de áreas estratégicas. Essa experiência foi testada em diferentes cenários, desde o frio dos Pampas gaúchos até o calor intenso da Selva Amazônica.
Além disso, a unidade participou de missões de grande relevância internacional. Entre elas, a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e encontros de chefes de Estado, como o G20 em 2024 e a cúpula do BRICS em 2025. O 1º GDAAE também implantou sistemas modernos, como o míssil IGLA-S e o radar SABER M60. Dessa forma, fortaleceu o sistema de defesa aeroespacial brasileiro e consolidou sua posição como referência nesse setor.
Um legado que se renova
Mais do que relembrar a memória de seus pioneiros, a data reforçou a continuidade de um legado. Cada nova geração assume a missão de proteger as instalações da Força Aérea Brasileira e os céus do Brasil com disciplina, prontidão e excelência. Assim, o passado inspira o futuro da defesa antiaérea.
O míssil IGLA-S
O IGLA-S é um míssil portátil classificado como “atire e esqueça”. Ele projeta-se para atingir aeronaves em baixa altitude, até 3.500 metros, além de drones e mísseis de cruzeiro.
O armamento cobre até 6.000 metros de alcance e, portanto, garante flexibilidade em combate. O disparo pode ser feito de posições fixas, de viaturas em movimento em terreno plano e até de vagões ferroviários. Esse conjunto em combate pesa 16,7 kg e oferece mobilidade ao operador. Ele pode ser lançado do ombro em pé ou ajoelhado, com tempo de reação de apenas 13 segundos.
O sistema utiliza guiamento infravermelho, detectando o calor das turbinas das aeronaves. Além disso, diferencia alvos reais de contramedidas, como os flares, graças a um circuito eletrônico de seleção. Dessa forma, aumenta a precisão em combate e, sobretudo, reforça a segurança operacional.
Fonte: 1º GDAAE, Tenente Igor Ferreira Vieira
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Wanessa Liz
Foto: 1 GDAAE
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