Dia do Piloto de Helicóptero o que o incêndio do Andraus ensinou para a asa rotativa
Dia do Piloto de Helicóptero comemorado em 24 de fevereiro, não nasceu de um decreto “bonito”. Ele nasceu de um episódio extremo, em que cada decisão no ar tinha impacto direto sobre vidas no chão. Em um fim de tarde em São Paulo, pilotos precisaram decidir rápido: pousar ou não pousar onde ninguém tinha certeza do desfecho.
A data virou símbolo porque, naquele tipo de voo, a técnica não vive sozinha. Ela anda junto com julgamento, coordenação e coragem. Por isso, relembrar 24 de fevereiro também ajuda a entender o que a asa rotativa exige de um profissional, ontem e hoje.

Quando o Dia do Piloto de Helicóptero ganhou um motivo em 1972
Em 24 de fevereiro de 1972, o Edifício Andraus pegou fogo no centro de São Paulo. A ocorrência matou 16 pessoas e deixou centenas de feridos, segundo registros históricos.
No topo do prédio, muita gente buscou refúgio no heliponto. Então, helicópteros passaram a fazer um “vai e volta” que marcou época. A lembrança do episódio sustenta, até hoje, a homenagem ao piloto de helicóptero no Brasil.
Como o Dia do Piloto de Helicóptero se conecta ao resgate no Andraus
Fontes que recontam o caso apontam que 12 pilotos participaram dos resgates no teto do Andraus. Nessa reconstrução, os números mais citados falam em cerca de 150 pousos e aproximadamente 700 pessoas retiradas. Ainda assim, reportagens e relatos de época também registraram estimativas diferentes, para mais e para menos. No fim, o que importa é que o helicóptero virou a única saída possível e transformou técnica, coordenação e coragem em salvamento real.
Essa diferença de números aparece porque a cobertura foi intensa e os registros variam conforme o recorte. Ainda assim, o ponto central não muda: a operação entrou para a história pela complexidade e pela ousadia de pousar repetidamente em um ambiente hostil.
Os 12 pilotos e os helicópteros do resgate, segundo a ABRAPHE
Para registrar a homenagem de forma objetiva, a ABRAPHE (Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero) lista os 12 comandantes associados ao resgate do Edifício Andraus e também os modelos usados na operação. A relação inclui aeronaves como Bell Jet Ranger 206A e 206B, Enstrom F 28 A, Hiller FH 1100, Hughes 269B 300, Hughes 300 e Bell 204B, além da indicação de quem coordenou as ações no heliponto.
Na lista divulgada pela entidade, aparecem: Cmte Arnaldo Negreiros (Bell Jet Ranger 206A, coordenou as operações), Cmte Carlos Henrique de Campos Zanini (Bell Jet Ranger 206A), Cmte Cláudio Finatti (Enstrom F 28 A), Cmte Hélio de Abreu Fonseca (Hiller FH 1100), Cmte José Fernando Portugal Motta (Bell Jet Ranger 206B), Cmte Judimar Carlos Piccolli (Enstrom F 28 A), Cmte Leo Waddington Roza (Hughes 269B 300), Cmte Olendino Francisco de Souza (Bell 204B), Cmte Sergio Behring Dias Pereira (Enstrom F 28 A), Cmte Silvio de Almeida Monteiro (Hughes 300), Cmte Telmo Torres Ayres (Bell 206A) e Cmte Walmir Fonseca Sayão (Hiller FH 1100).

Como a ABRAPHE fixou o Dia do Piloto de Helicóptero em 24 de fevereiro
O Dia do Piloto de Helicóptero em 24 de fevereiro também tem um bastidor associativo. Em relato publicado pelo Cel. Av. Ruy Flemming (ex integrante da Esquadrilha da Fumaça), e já voando asas rotativas Executiva, ele diz que, quando a Força Aérea Brasileira definiu o Dia da Aviação de Asas Rotativas em 03 FEV, ele pensou no Andraus e levou a proposta para a ABRAPHE (Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero).
Ainda segundo esse relato, Cmte Flemming apresentou a ideia ao então presidente da entidade, Cmte Faria, e sugeriu que a ABRAPHE chancelasse um dia civil ligado ao resgate do Edifício Andraus, em 24/02/1972. O texto registra a resposta direta: “Fechado. Vai ser 24FEV”.
Sobre quando a data entrou no calendário da associação, há publicações do setor apontando que a ABRAPHE instituiu o 24/02 em 2015, como forma de fixar a homenagem no calendário da aviação de helicópteros. Como essas fontes não trazem a ata ou o documento original, o registro mais seguro é atribuir o ano como segundo publicações do setor.
Quem foi lembrado no Dia do Piloto de Helicóptero 24 de fevereiro
Entre os nomes frequentemente associados ao resgate, aparece o Comandante Olendino Francisco de Souza, citado como um dos pilotos na operação.
Mais do que um “personagem”, ele representa um padrão de missão: avaliação rápida de risco, disciplina no procedimento e foco total na retirada de pessoas. Esse é o tipo de voo em que cada minuto pesa, e qualquer improviso cobra caro.
O que o Dia do Piloto de Helicóptero diz sobre a missão real
O helicóptero não ganha do fogo “na força”. Ele ganha na decisão certa. Em missões críticas, o piloto precisa levar em conta ventos, fumaça e turbulência, além de manter potência e perfil de aproximação com margem mínima.
Ao mesmo tempo, ele precisa conversar com equipes no solo, com outros helicópteros e com controle de tráfego quando aplicável. Ou seja, o trabalho vira um sistema. E o piloto vira a peça que integra tudo em segundos.
Dia do Piloto de Helicóptero comemorado em 24 de fevereiro e o que define um profissional hoje
Hoje, o piloto de helicóptero segue presente em rotinas que o público nem sempre vê. Ele atua em segurança pública, Forças Armadas, resgate aeromédico, operações offshore, táxi aéreo, transporte executivo e apoio a emergências, entre outras missões.
E existe um detalhe importante: “pilotar helicóptero” não é um título genérico. No Brasil, licenças e habilitações seguem regras específicas do RBAC 61.
Onde entra a ANAC no Dia do Piloto de Helicóptero
No Brasil, as licenças da ANAC usam a letra H para identificar a categoria helicóptero. Assim, aparecem PPH (Piloto Privado de Helicóptero), PCH (Piloto Comercial de Helicóptero) e PLH (Piloto de Linha Aérea de Helicóptero), conforme os serviços oficiais e o RBAC 61
Na prática, isso reforça um ponto: a homenagem tem emoção, mas a profissão se sustenta em padrão, treinamento e proficiência. Por isso, celebrar a data também é uma forma de valorizar a cultura de segurança.
Por que o Dia do Piloto de Helicóptero comemorado em 24 de fevereiro ainda importa
O incêndio do Andraus ficou no passado, porém o tipo de decisão que ele exigiu continua atual. Sempre que uma aeronave de asa rotativa decola para “fazer diferença”, ela carrega a mesma lógica: planejar, executar e voltar com margem.
Então, neste 24 de fevereiro, o site AeroJota registra a data por um motivo simples. A história mostra que o helicóptero vira ponte quando o chão vira limite.
Coletivo prá cima e Cíclico à frente.





