Aeroporto de Guarulhos fechado por drones e o caos que começa “do nada”
Aeroporto de Guarulhos fechado por drones parece uma frase improvável em pleno domingo de Carnaval. No entanto, basta um alerta na aproximação para o sistema “puxar o freio” e transformar uma tarde comum em filas, conexões perdidas e voos alternando para outros aeroportos.
Além disso, esse tipo de ocorrência tem um efeito cruel: mesmo quando reabre, o aeroporto não volta ao normal na mesma hora. A malha precisa “se reorganizar” e o atraso se espalha.

Linha do tempo do fechamento em duas etapas
O domingo, 15 de fevereiro, teve duas interrupções na operação do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na grande São Paulo, por relatos de drones no setor de aproximação. O primeiro fechamento ocorreu às 16h10, com reabertura às 16h30.
No entanto, a retomada durou pouco. No primeiro pouso após a reabertura, pilotos relataram novamente a presença de drones. Assim, a operação foi interrompida outra vez e só teria reaberto às 18h40.
O pouso que marcou a retomada e o “buraco” na sequência
O primeiro voo a pousar após a segunda reabertura foi o LA8115, operado por um Boeing 787 da LATAM na rota Barcelona–Guarulhos, com pouso às 18h50.
Esse horário é relevante por um motivo bem simples: foi 2 horas e 12 minutos após o último pouso anterior. Além disso, o último avião a pousar antes do fechamento foi da mesma companhia e teria relatado um drone passando próximo à asa esquerda durante a aproximação para a cabeceira 10R.
Desvios em cadeia e aeroportos que receberam as alternâncias
Durante o período de fechamento, ao menos 37 voos foram desviados para outros aeroportos. Entre os destinos citados aparecem Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e São José dos Campos.
Na prática, isso muda o dia do passageiro: quem pousa alternado precisa decidir entre conexão terrestre, reacomodação ou espera por uma nova janela de slot.
O A380 no meio do caminho e o peso simbólico do episódio
Entre as aeronaves desviadas, chamou atenção a presença do Airbus A380 da Emirates, que foi redirecionado para o Galeão, no Rio de Janeiro.
Esse tipo de alternância costuma virar “termômetro” do impacto, porque nem sempre um voo desse porte encontra opção fácil de pátio, gate e atendimento em curto prazo.
Sete drones, resposta policial e o que ainda não está confirmado
Informações iniciais indicaram que sete drones foram avistados. Além disso, houve acionamento do Grupamento Águia da Polícia Militar de São Paulo, com uso de um helicóptero H125 Esquilo para tentar localizar os operadores.
Até o momento, porém, não há informação confirmada de prisões relacionadas ao caso. Por isso, qualquer detalhe sobre autores e origem dos drones precisa aparecer como “ainda não confirmado”, caso surja depois.
Por que o impacto costuma aparecer também no dia seguinte
Mesmo com a reabertura, os voos retornam aos poucos. Isso acontece porque a malha precisa recompor sequência, reposicionar aeronaves e ajustar tripulações. Por isso, a expectativa é de reflexos durante a segunda-feira, 16 de fevereiro, com atrasos, remarcações e conexões perdidas.
Onde acompanhar o movimento do aeroporto ao vivo
Quem quiser acompanhar a retomada pode ver a movimentação por transmissões ao vivo do canal Golf Oscar Romeo, que costuma mostrar a operação e as aproximações em tempo real.






