EASA pede que companhias aéreas evitem sobrevoar o Irã até 31 de março de 2026

Jota

17 de fevereiro de 2026

EASA pede que companhias aéreas evitem sobrevoar o Irã_Imagem ilustrativa

EASA pede que companhias aéreas evitem sobrevoar o Irã até 31 de março de 2026. O aviso existe, mas a pergunta é outra. Algumas mudanças de rota acontecem sem aviso ao passageiro. Ainda assim, elas mexem com combustível, tempo de voo e escalas.

Agora, a EASA – sigla de European Union Aviation Safety Agency, em português Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação, ligada à União Europeia, reforçou uma recomendação direta. Ela pede que operadores evitem o espaço aéreo do Irã. Por isso, quando uma agência de segurança emite um alerta, as empresas costumam reagir rápido

EASA pede que companhias aéreas evitem sobrevoar o Irã_Imagem ilustrativa 1
EASA pede que companhias aéreas evitem sobrevoar o Irã_Imagem ilustrativa 1

A EASA mantém ativo um boletim de risco para zona de conflito. No texto, ela recomenda não operar no FIR Tehran (OIIX). A EASA está recomendando que as companhias evitem cruzar o espaço aéreo sob responsabilidade do controle do Irã (a região FIR de Teerã), e não apenas “evitar a cidade de Teerã”.
Além disso, o aviso vale para todas as altitudes e níveis de voo. Ou seja, não se trata apenas de subir ou descer a aeronave.

Em paralelo, a agência orienta atenção ao ambiente regional. Assim, companhias avaliam também rotas próximas ao Irã, conforme o cenário.

O boletim foi emitido em 16 de janeiro de 2026. Depois, ele foi revisado em 12 de fevereiro de 2026.
Segundo a EASA, a revisão estendeu a validade do documento até 31 de março de 2026. No entanto, ela não alterou o conteúdo central.

Por isso, o ponto principal é o prazo. Até essa data, a recomendação segue como referência para operadores europeus.

O texto descreve um risco típico de áreas tensionadas. Em geral, o problema envolve defesas aéreas em alerta e múltiplos sistemas militares ativos.
Nesse ambiente, aumenta o risco de interpretação incorreta de tráfego. Além disso, decisões rápidas podem elevar a chance de erro.

Em paralelo, a Reuters registrou que a recomendação se liga ao risco de escalada regional. Assim, as empresas preferem rotas alternativas por prudência.

Quando um FIR inteiro sai do planejamento, a rota tende a ficar maior. Consequentemente, o voo pode ganhar minutos ou até horas.
Além disso, o aumento de distância eleva consumo de combustível. Por fim, isso pode alterar slots e conexões em aeroportos.

Nos últimos meses, companhias já vinham evitando Irã e áreas próximas em certos períodos. Ainda assim, esse tipo de orientação reforça o movimento.

O primeiro sinal é operacional: mudanças persistentes de rota em voos Europa–Ásia. Em seguida, vale acompanhar novos boletins da EASA.

Por enquanto, EASA pede que companhias aéreas evitem sobrevoar o Irã até 31 de março de 2026, e as rotas seguem sendo planejadas com esse risco em mente. Se o cenário mudar, a agência pode revisar, estender ou encerrar o aviso.