A Esquadrilha CEU chega a 2026 completando 14 anos de atividade e reforçando seu papel como uma das referências da acrobacia aérea civil no Brasil. Além disso, a equipe comemora o aniversário em 20 de outubro, data que marca a consolidação do projeto ao longo do tempo.
Desde a criação, o grupo adotou como missão preservar a tradição das demonstrações clássicas. Por isso, a CEU segue ativa, relevante e em constante evolução. Ao fim de 2025, a equipe já somava 218 apresentações, o que reforça a regularidade e o alcance do trabalho.
Ao longo deste texto, você vai entender a origem da Esquadrilha CEU, conhecer os pilotos, as aeronaves, os marcos históricos e o impacto das demonstrações pelo Brasil.

Origem da Esquadrilha CEU e ligação com a Esquadrilha da Fumaça
A história da Esquadrilha CEU se conecta diretamente à experiência de Carlos Gonzaga. Coronel Aviador, ele integrou a Esquadrilha da Fumaça entre 1967 e 1973. Assim, essa herança técnica e cultural influenciou o nascimento do projeto.
Mais do que executar acrobacias, a CEU surgiu com o propósito de homenagear pilotos históricos. Ao mesmo tempo, buscou manter viva uma forma de voar que marcou gerações da aviação brasileira. Com isso, o grupo assumiu um papel de preservação cultural dentro da acrobacia aérea civil.
Manobras clássicas e inspiração na era do T-6
Enquanto outras esquadrilhas adotam sequências modernas e de alta energia, a Esquadrilha CEU construiu sua identidade com manobras clássicas. Muitas delas remetem ao período em que a Esquadrilha da Fumaça operava o North American T-6. Por esse motivo, o estilo das apresentações dialoga diretamente com a história da acrobacia no Brasil.
Além disso, esse repertório confere às demonstrações um caráter didático e emocional. Dessa forma, o público se conecta com a aviação tradicional e com a memória aeronáutica nacional. Ao mesmo tempo, a equipe mantém precisão e harmonia nas formações.
Esquadrilha CEU acrobacia aérea e o fator humano por trás das apresentações
A força da Esquadrilha CEU está nos controles. O grupo reúne pilotos experientes e com perfis variados. Além disso, muitos têm passagem pela Força Aérea Brasileira e por operações complexas. Assim, a equipe combina disciplina, técnica e segurança em cada apresentação.
O líder Alfredo Salvatore Leta e a experiência em caças
O líder da esquadrilha é Alfredo Salvatore Leta #SAL. Carioca, iniciou carreira na FAB em 1977 e atuou como piloto de caça. Ao longo da trajetória, acumulou experiência em aeronaves como F-5E, A-1 AMX e AT-26 Xavante. Além disso, soma cerca de 1.000 horas de voo em aeronave RV-7.
Aposentado desde 2005, reúne aproximadamente 4.000 horas de voo. Ainda nesse contexto, já realizou voos de avaliação em caças como JAS-39 Gripen, F/A-18F Hornet, Rafale, TA-5, IA-63, Mirage 2000 e Alpha Jet.

Integrantes da formação e perfis complementares
Para sustentar as apresentações, a Esquadrilha CEU reúne pilotos com trajetórias diferentes. Assim, cada integrante contribui com vivências específicas. Além disso, o grupo mantém um padrão técnico consistente em todas as posições.
Raphael Ferreira da Costa Lima, ala direita, é natural do Rio de Janeiro (RJ), onde nasceu em 19 de abril de 1981. Iniciou sua atividade aérea em 1999, no Sítio de Voo Ninho das Águias. Em 2001, ingressou na Marinha do Brasil, onde permaneceu até 2018. Posteriormente, formou-se Aviador Naval em 2008 e serviu no Esquadrão HS-1, sediado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia. Ao longo da carreira, voou T-25, Bell Jet Ranger, SH-3 Sea King e SH-16 Seahawk. Atualmente, voa aeronaves RV desde 2019.
André Faleiros, ala esquerda, é natural de São José dos Campos (SP), onde nasceu em 13 de setembro de 1980. É Oficial Aviador da ativa da Força Aérea Brasileira e soma 22 anos de serviços prestados à FAB. Além disso, é oriundo da aviação de transporte e atua como piloto do C-130 Hércules. Nesse período, realizou diversas missões ao continente antártico como Piloto Antártico. Atualmente, voa aeronaves RV desde 2017 e possui cerca de 3.500 horas totais de voo.
Yuri Albrecht ocupa a posição de ferrolho. Ele é natural do Rio de Janeiro (RJ), onde nasceu em 04 de fevereiro de 1973. Além disso, atua como piloto de teste, piloto de jatos executivos em voos internacionais e piloto de helicópteros executivos. Voa aeronaves RV desde 2004 e possui 8.500 horas totais de voo.
Os isolados e a experiência acumulada na aviação
Além da formação principal, a Esquadrilha CEU conta com pilotos na função de isolado. Dessa forma, a equipe amplia suas possibilidades de apresentação. Ao mesmo tempo, preserva a identidade do display, com perfis de grande experiência.
Ricardo Sayeg atua como ala direita e também como isolado. Ele é natural do Rio de Janeiro (RJ), onde nasceu em 27 de fevereiro de 1975. Além disso, é piloto de planador e instrutor de voo de avião e helicóptero. Também tem formação no Aeroclube do Rio Grande do Sul e na Flórida, nos Estados Unidos. Ao longo da carreira, voou E-120 Brasília, FK-50, E-145 Jetclass, B-727, DC-10 e AW-139. Voa aeronaves RV desde 2017 e possui 8.500 horas totais de voo.
Luiz Carlos Lebeis atua como piloto isolado. Ele é natural do Rio de Janeiro (RJ), onde nasceu em 17 de abril de 1960. Entrou para a Força Aérea em 1976 e se formou piloto de caça, com curso realizado em 1983 no 2º/5º GAv. Além disso, serviu 18 anos na Aviação de Caça e passou para a reserva da FAB como Oficial General em 2014. Voa aeronaves RV desde 2014 e possui 3.500 horas totais de voo.
As aeronaves da Esquadrilha CEU
As apresentações da Esquadrilha CEU utilizam aeronaves experimentais acrobáticas da Van’s Aircraft, montadas no Brasil. Esses modelos oferecem manobrabilidade e desempenho adequados para acrobacia em formação. Além disso, permitem transições suaves e alto nível de precisão.
O RV-7A é utilizado pelo líder da esquadrilha. Trata-se de um biposto com trem triciclo, motor Lycoming de 180 hp e tanque de fumaça. Seus limites estruturais, entre +6g e −3g, sustentam manobras com margem técnica segura.
Os integrantes de ala utilizam modelos RV-7, com motor de 200 hp e trem convencional ou triciclo. Já o RV-8A, biposto em tandem, complementa o conjunto com maior versatilidade para figuras que exigem coordenação fina entre os pilotos.
O T-6 e o resgate da acrobacia histórica
Um dos marcos recentes da Esquadrilha CEU foi a incorporação do North American T-6 Texan ao projeto. O anúncio ocorreu em 30 de outubro de 2023, quando a equipe confirmou que a aeronave passaria a integrar treinamentos e exibições. O North American T-6 Texan, é pilotado principalmente pelos Comandantes, Yuri Albrecht e Ricardo Sayeg
A presença do T-6 tem caráter simbólico. O modelo marcou profundamente a história da acrobacia aérea no Brasil, especialmente durante sua operação pela Esquadrilha da Fumaça. Assim, o avião funciona como elo entre passado e presente dentro do projeto da CEU.
Em março de 2024, quando o T-6 completou 80 anos, a aeronave realizou um voo comemorativo pilotado por Yuri e Ricardo. Desse modo, o momento reforçou a proposta de manter viva a memória da acrobacia clássica em apresentações atuais.
Demonstrações pelo Brasil e novidades para 2026
Ao longo dos anos, a Esquadrilha CEU ampliou sua presença em eventos de grande visibilidade. Além disso, algumas demonstrações se tornaram marcos para o público e para a própria equipe. Nesse recorte, entram apresentações em festivais como Rock in Rio e The Town, além do espetáculo aéreo associado ao campeonato Surfe da World Surf League, em Saquarema (RJ).
Esse histórico também aparece nos números. Até o final de 2025, a Esquadrilha CEU já havia realizado 218 apresentações em diferentes contextos, incluindo eventos aeronáuticos, celebrações cívicas e agendas de grande público. Assim, o volume reforça a consistência operacional e o papel cultural do projeto dentro da acrobacia aérea civil.
Para 2026, a equipe apresentou uma atualização institucional importante. A CEU renovou macacões de voo e uniformes de apoio. Além disso, passou a adotar camisas sociais padronizadas para compromissos oficiais. Com isso, o projeto reforça sua imagem profissional, mantendo raízes sólidas e olhando para o futuro com organização e propósito claros.






