EDA inicia circuito com apoio da FAB em seis estados, 12 cidades e 5.200 km
A Esquadrilha da Fumaça inicia circuito de 5.200 km com apoio logístico da FAB em uma missão que passará por 12 cidades de seis estados entre 14 e 30 de março. Desta vez, o destaque não está apenas na agenda de apresentações. Além disso, a operação chama atenção pelo tamanho da estrutura montada pela Força Aérea Brasileira para garantir o cumprimento de toda a programação.

Circuito da Esquadrilha da Fumaça exige estrutura maior do que o público vê
Embora o público acompanhe principalmente os aviões em formação, o circuito depende de uma estrutura bem maior. Segundo o Esquadrão de Demonstração Aérea, a equipe viaja com oito aeronaves A-29 Super Tucano. Dessas, sete participam das demonstrações. Já a oitava permanece de reserva para eventuais imprevistos antes das apresentações.
Além disso, a FAB utiliza aeronaves de transporte, normalmente o C-105 Amazonas e as vezes o KC 390 millennium, para sustentar a missão ao longo dos 18 dias de deslocamento. Esse apoio permite que 14 mecânicos especializados acompanhem todo o trajeto, assim como o pessoal de relações públicas, filmagens, médica do Esquadrão e dentre outros militares. Assim, a equipe consegue manter a operação com mais segurança, agilidade e capacidade de resposta em diferentes pontos do país.
Apoio técnico transforma cada parada em base temporária
A logística também inclui cerca de 4,5 toneladas de materiais. Esse volume serve para atender possíveis demandas das aeronaves durante a viagem. Na prática, isso dá ao grupo maior autonomia ao longo do circuito. Com isso, cada aeródromo utilizado pode funcionar como uma base temporária de apoio técnico e operacional.
Esse tipo de estrutura ajuda a explicar por que a Esquadrilha da Fumaça consegue cumprir uma agenda extensa em cidades diferentes. Além disso, o apoio reduz o impacto de eventuais ajustes de última hora. Para o público, a apresentação dura poucos minutos. No entanto, por trás dela existe uma operação planejada com bastante antecedência.
Primeira série do ano marca nova etapa da equipe
A campanha representa a primeira grande série de demonstrações da Esquadrilha da Fumaça em 2026. Antes disso, a temporada foi aberta em Cravinhos, no interior de São Paulo. Agora, o novo circuito amplia a presença da equipe em outras regiões do país. Dessa forma, a FAB reforça sua visibilidade institucional em cidades do Sudeste e do Nordeste.
Outro ponto relevante envolve o momento interno do próprio esquadrão. Segundo a nota oficial, algumas cidades nunca receberam a equipe em seus 73 anos de história. Além disso, outras localidades ainda não tinham visto demonstrações com os A-29 Super Tucano. Essas aeronaves já estão em uso na Esquadrilha há mais de uma década.
Circuito também terá estreias de pilotos e do comandante
A nova série de apresentações também marca estreias dentro da equipe. Segundo o material divulgado pelo EDA, alguns pilotos farão suas primeiras demonstrações nesse circuito. Ao mesmo tempo, esta será a primeira série de apresentações do Major Aviador Nilson Rafael Oliveira Gasparelo como comandante do Esquadrão de Demonstração Aérea.
Esse detalhe aumenta o peso simbólico da missão. Afinal, o circuito não representa apenas mais uma agenda de exibições. Ele também marca uma nova fase operacional da equipe em 2026. Por isso, a sequência de apresentações ganha relevância não só para o público, mas também para a própria história recente da Esquadrilha.
Minas Gerais e Nordeste concentram a rota da Esquadrilha da Fumaça
A programação começa em Divinópolis (MG), no dia 14 de março, às 10h. No mesmo dia, a equipe segue para Pará de Minas (MG), onde a demonstração está prevista para as 17h. Depois, os A-29 partem para Aracaju. Na capital sergipana, a apresentação ocorrerá às 16h, na Avenida Ivo do Prado.
Na sequência, o circuito passa por Vitória de Santo Antão, Recife, Sousa, Caicó, Bom Jesus da Lapa, Patrocínio, Patos de Minas, Pouso Alegre e Itajubá. Assim, a agenda une cidades já conhecidas pelo público da aviação com outras que receberão a equipe em contexto especial. Em vários casos, as demonstrações ocorrem em datas comemorativas locais, o que amplia o apelo popular do evento.
Logística da FAB ajuda a dimensionar a operação da Esquadrilha
O circuito de março mostra que cada demonstração da Esquadrilha da Fumaça depende de uma estrutura muito maior do que a formação vista pelo público. Além das aeronaves em voo, a missão mobiliza equipe técnica, materiais de apoio e planejamento para manter a sequência de apresentações em diferentes cidades.
Por isso, a operação chama atenção não apenas pelo calendário previsto, mas também pela capacidade de deslocamento e suporte ao longo de 18 dias. Ao reunir oito A-29 Super Tucano, 14 mecânicos especializados e toneladas de equipamentos, a FAB evidencia a complexidade envolvida em cada etapa do circuito.






