Esquadrilha da Fumaça retoma atividades para a temporada 2026 e inicia readaptação com A 29

Jota

10 de fevereiro de 2026

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Após um breve período de descanso, a Esquadrilha da Fumaça retomou as atividades cotidianas para voltar a viajar pelos céus do Brasil ao longo do ano. Em 25 de janeiro, o grupo fez passagens baixas com quatro aeronaves, em alusão ao aniversário de São Paulo, no Parque do Carmo, na Zona Leste da capital.

No momento, mecânicos, pilotos e demais militares do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) trabalham para cumprir a atividade principal com sucesso. O EDA realiza demonstrações aéreas para difundir, em âmbito nacional e internacional, a imagem institucional da Força Aérea Brasileira.

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A equipe de pilotos está em período de readaptação às aeronaves e às manobras das apresentações. A readaptação ocorre por célula. O Quatrilho — #1, #2, #3 e #4 — cumpre cinco missões. Enquanto isso, as aeronaves #5, #6 e #7 treinam entre si.

Ao final do processo, uma última missão reúne os sete aviões em um treinamento com o display completo. Esse treinamento inclui demonstrações para dias de bom ou mau tempo, conforme o planejamento operacional do Esquadrão.

Assim que terminarem as readaptações, o EDA estará apto a se apresentar. Com isso, começa a liderança em voo do novo Comandante, o Major Aviador Nilson Rafael Oliveira Gasparelo, novo número #1 da Esquadrilha.

O Major Gasparelo é natural de Bauru, no interior de São Paulo, e vem da aviação de caça. Ele integrou a equipe da Esquadrilha da Fumaça entre 2014 e 2019. Nesse período, ele voou nas posições #5 (ala externa) e #7 (isolado).

O Comandante afirma que, em breve, a equipe representará a FAB nos céus do Brasil e também em missões no exterior. Além disso, ele destacou que liderar o Esquadrão será um desafio, que vai encarar com responsabilidade e respeito pela história do grupo, com mais de 70 anos.

Segundo o Major Gasparelo, a missão inclui levar um pouco da Força Aérea aos quatro cantos do País. Ele também afirmou que a Esquadrilha busca mostrar a capacidade dos pilotos militares, a força da indústria aeronáutica nacional e o compromisso com a nação.

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Nesta temporada, também estrearão os Capitães Marcílio Brito Fonseca (#2) e João Paulo Muguet Cunha (#4). Ambos estão na fase final do curso PODA (Piloto Operacional de Demonstração Aérea). Assim, em breve, poderão compor a equipe pilotando um dos A 29 Super Tucano nas apresentações.

O Major Lucas Pacheco Yoshida teve passagem pela Esquadrilha entre 2015 e 2019 e retornou para assumir a posição de Operações do Esquadrão. Além disso, ele também dividirá a posição de líder da Esquadrilha com o Comandante.

Para o Capitão Marcílio, o voo acrobático é uma arte e, ao mesmo tempo, uma ferramenta para mostrar a capacidade da Força Aérea Brasileira onde o Esquadrão se apresenta. Ele afirmou que a Fumaça é um dos principais times militares de acrobacia aérea do mundo e também um dos mais antigos.

O Capitão Marcílio relembrou que a Esquadrilha começou no Rio de Janeiro, na antiga Escola de Aeronáutica, em 1952. Depois, o grupo foi transferido para Pirassununga (SP) com a criação da Academia da Força Aérea (AFA). Até hoje, com 73 anos de história, a Esquadrilha mantém a mensagem de que os pilotos militares brasileiros são bem capacitados.

O Capitão também destacou que a Esquadrilha voa um avião produzido no Brasil e com capacidade para realizar acrobacias. Ao mesmo tempo, ele afirmou que essa aeronave tem condições de atuar na segurança das fronteiras.

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Atualmente, a equipe é composta por 16 pilotos. A lista informada inclui: #1 Major Gasparelo e Major Yoshida; #2 Capitão Pereira, Capitão Marcílio e Tenente Ricardo; #3 Major Neves e Capitão Thiago; #4 Capitão Vitor Kawka e Capitão João Paulo; #5 Capitão Loures e Capitão Durigan; #6 Capitão Bezerra e Capitão Lacerda; #7 Capitão Furtado e Capitão Fontoura.

Ao todo, 70 militares atuam em diversas funções. A equipe de mecânicos, conhecida como Anjos da Guarda, conta com 28 especialistas distribuídos em diferentes funções. O encarregado é o Suboficial Rafael Fernando Lançoni, Especialista em Manutenção de Aeronaves.

O Suboficial Lançoni responde ao Capitão Charles De Freitas Santos, Chefe da Manutenção de Aeronaves. Ele afirmou que estar à frente dos Anjos da Guarda é um privilégio e uma grande responsabilidade. Além disso, ele destacou que está há 16 anos no Esquadrão.

O Suboficial disse que viveu um período da era do T 27 e acompanhou a implantação do A 29 Super Tucano. Segundo ele, essa experiência traz bagagem para liderar uma equipe que descreveu como de excelência.

O Esquadrão conta ainda com oficiais de comunicação social, incluindo Jornalista, Relações Públicas e Publicitário. A equipe também possui uma Oficial Médica e uma Oficial de Administração. Além disso, há Sargentos Especialistas em Administração, formados pela Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).

Segundo ele, o público vê sete aeronaves realizando acrobacias que encantam. No entanto, por trás daquele momento existe um material humano que faz a Esquadrilha voar.

O quadro de Cabos e Soldados contribui para a manutenção do hangar e das aeronaves. O Major Gasparelo afirmou que a equipe funciona como uma grande engrenagem, formada por várias peças, que trabalham diariamente para que o voo aconteça.

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A temporada 2026 está no início e, conforme o comunicado, a população brasileira verá em diversas ocasiões a Esquadrilha traçar os céus com a tradicional fumaça. O texto da FAB também afirma que as apresentações ocorrerão em eventos civis e militares, representando a Força Aérea Brasileira e a população em missões dentro e fora do País.

Fonte: EDA