A 270 km da costa, tripulante mobiliza missão de resgate da FAB em alto-mar
Quando uma emergência médica acontece em uma cidade, ambulâncias e hospitais costumam estar a poucos minutos de distância. No entanto, a realidade muda completamente para quem trabalha em embarcações pesqueiras que passam dias navegando em alto-mar.
Foi justamente uma situação como essa que mobilizou a Força Aérea Brasileira na última semana. A centenas de quilômetros da costa do Rio Grande do Sul, um tripulante precisou de atendimento urgente. Por isso, uma operação especial entrou em ação para levar ajuda até o local.

Missão exigiu deslocamento até o oceano
A missão ocorreu na quarta-feira (03), depois que o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) acionou os meios necessários. Além disso, a operação contou com coordenação do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR) e apoio da Marinha do Brasil.
Para cumprir a tarefa, a FAB empregou uma aeronave H-60L Black Hawk do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV), conhecido como Esquadrão Pantera.
O helicóptero decolou da Base Aérea de Santa Maria (RS) às 14h20. Antes de seguir para o ponto do resgate, a aeronave realizou uma parada para abastecimento em Pelotas. Depois disso, a tripulação prosseguiu para uma área localizada a aproximadamente 270 quilômetros da costa de Rio Grande (RS).
Espaço reduzido aumentou a complexidade da operação
Ao chegar ao local, a tripulação encontrou um cenário que exigiu elevado grau de preparo técnico e coordenação.
Além da distância da costa, os militares precisaram operar em uma embarcação pesqueira com espaço limitado para os procedimentos de resgate. As condições marítimas também aumentaram o desafio da missão.
Mesmo assim, a equipe executou a evacuação aeromédica com segurança e eficiência. Em seguida, os militares retiraram o paciente da embarcação e iniciaram o atendimento especializado durante o voo.

Atendimento continuou após a retirada do paciente
Segundo a médica de esquadrão, Tenente Camila Borges Bezerra Teixeira, o treinamento e a prontidão mantidos pelo Esquadrão Pantera contribuíram diretamente para o sucesso da operação.
De acordo com a oficial, a equipe buscava chegar rapidamente à embarcação, estabilizar a vítima e aumentar as chances de sucesso do resgate. Após a extração, os militares acompanharam os sinais vitais e monitoraram o paciente durante todo o deslocamento.
A médica destacou ainda que missões desse tipo exigem elevado nível de treinamento, prontidão e resiliência por parte de todos os envolvidos.
Tripulante chegou em estado estável
Após a retirada do paciente, o Black Hawk seguiu para Rio Grande (RS), onde uma equipe médica local assumiu o atendimento.
Em seguida, uma ambulância levou o tripulante para uma unidade hospitalar da região. Segundo informações divulgadas pela FAB, o paciente chegou em estado estável e continuou recebendo atendimento especializado.
Assim, a missão reforçou a importância da integração entre a Força Aérea Brasileira e a Marinha do Brasil. Em situações longe da infraestrutura disponível em terra firme, essa coordenação ajuda a garantir atendimento rápido e seguro.
Fonte: Texto e fotos: 5º/8º GAV





