F-39 Gripen deixam o Brasil para enfrentar um dos maiores exercícios aéreos da América do Sul; entenda por que essa missão é tão importante

Jota

29 de junho de 2026

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Pela primeira vez, os caças F-39E Gripen da FAB vão enfrentar um grande exercício internacional fora do Brasil. Mas por que isso é tão importante? O que realmente acontece quando seis dos mais modernos caças brasileiros deixam o país para treinar ao lado de outras forças aéreas?

A resposta está no Exercício Multinacional Salitre 2026, uma das maiores atividades de integração entre forças aéreas da América do Sul. A missão acontece no Chile e reúne aeronaves, pilotos e militares de diferentes países em cenários que simulam operações reais de combate.

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Realizado periodicamente pela Força Aérea do Chile, o exercício militar Salitre – O nome SALITRE faz referência à principal riqueza mineral historicamente extraída no Deserto do Atacama, no Chile – reúne aeronaves, tripulações e especialistas de diferentes países. Assim, os participantes conseguem treinar missões aéreas complexas em um ambiente internacional.

Durante vários dias, as equipes planejam e executam voos complexos. Essas missões exigem coordenação, comunicação e integração entre forças militares de diferentes países

Além disso, o exercício fortalece a interoperabilidade entre as forças aéreas participantes. Na prática, isso significa preparar militares de diferentes países para atuarem juntos em uma eventual operação internacional.

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Um dos principais destaques da edição de 2026 é a participação dos caças F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira.

O Exercício Multinacional SALITRE 2026 acontece entre os dias 29 de junho e 11 de julho de 2026, na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, no norte do Chile. Portanto, a missão coloca os pilotos brasileiros em um dos principais treinamentos aéreos combinados da América do Sul.

Antes do início do exercício, os caças deixaram a Base Aérea de Anápolis (GO), sede do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar. O deslocamento começou no dia 27 de junho, com escala em Campo Grande (MS). Depois disso, as aeronaves seguiram para Antofagasta.

Nesta edição, a FAB emprega seis caças F-39 Gripen do Esquadrão Jaguar. Além disso, utiliza dois KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, nas etapas de mobilização e desmobilização da comitiva brasileira.

Ao todo, a delegação reúne cerca de 60 militares da FAB e quatro técnicos da Saab, empresa fabricante dos caças.

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Embora os caças chamem mais atenção, o sucesso das operações depende da atuação conjunta de diferentes plataformas.

Os F-39E Gripen cumprem missões de defesa aérea e ataque simulado. Enquanto isso, os KC-390 Millennium ampliam o alcance da operação e permitem o reabastecimento em voo. Dessa forma, os caças podem permanecer mais tempo em missão.

Já o E-99 atua em missões de alerta aéreo antecipado, vigilância e controle do espaço aéreo. A aeronave funciona como um centro de comando no ar, pois monitora o cenário, identifica ameaças e transmite informações aos pilotos.

Por isso, a presença das três aeronaves mostra que o Brasil não levou apenas caças ao Chile. A FAB levou um conjunto completo de capacidades aéreas.

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Ao longo do Salitre 2026, as tripulações executarão diferentes perfis de missão.

Entre as atividades previstas estão operações de superioridade aérea, escolta, interceptação, defesa do espaço aéreo, reconhecimento, reabastecimento em voo e missões compostas.

Essas missões exigem atuação simultânea de vários meios aéreos. Portanto, o planejamento precisa ser detalhado antes de cada decolagem.

As equipes analisam os cenários, distribuem funções e avaliam possíveis ameaças. Depois disso, os pilotos partem para os voos de treinamento.

Ao fim de cada missão, os participantes realizam reuniões técnicas. Nesses encontros, eles avaliam os resultados, identificam falhas e ajustam procedimentos.

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Segundo a Força Aérea Brasileira, a participação em exercícios multinacionais também fortalece o relacionamento entre países parceiros.

Cada força aérea possui doutrinas, equipamentos e procedimentos próprios. No entanto, quando essas forças atuam lado a lado, os militares conhecem novas formas de planejar e executar missões complexas.

Além disso, esse intercâmbio ajuda a aprimorar a capacidade operacional da FAB. O treinamento também prepara as tripulações brasileiras para atuar em operações conjuntas de maior complexidade.

Nesse contexto, o emprego do F-39E Gripen representa um passo importante. Afinal, o caça passa a ser testado em um cenário internacional, ao lado de aeronaves e equipes estrangeiras.

A presença simultânea dos F-39 Gripen, dos dois KC-390 Millennium e do E-99 mostra a dimensão da participação brasileira no Chile.

Na prática, a FAB levou ao SALITRE 2026 um sistema completo de combate aéreo. Esse conjunto reúne caças de última geração, reabastecimento em voo, transporte, vigilância, comando e controle.

Com isso, o Brasil amplia a experiência de suas tripulações e reforça sua capacidade de atuar em cenários internacionais. Além disso, a missão ajuda a consolidar o F-39 Gripen como o principal vetor de defesa aérea do país.

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Fonte: FAB
Capitão Emília / CECOMSAER.
Fotos: 1° GDA.