FAB transporta órgãos em 2025 e reforça papel humanitário nos céus do Brasil

Jota

2 de janeiro de 2026

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FAB transporta órgãos em 2025 em missões que ocorrem de dia e também durante a noite, com foco em salvar vidas. Ao longo do ano, aeronaves da Força Aérea Brasileira cruzaram o Brasil para levar órgãos para transplante, além de transportar equipes e equipamentos médicos. Assim, cada deslocamento ajudou a transformar doações em novas chances para pacientes.

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Ao longo de 2025, a FAB transportou 232 órgãos em todo o território nacional. Desse total, o Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA) Esquadrão Guará, sediado em Brasília–DF, levou 120 órgãos. Com isso, a unidade superou o recorde anterior, de 110 órgãos em 2022. Além disso, consolidou-se como a unidade que mais realiza esse tipo de missão na FAB.

Durante o ano, o Esquadrão Guará registrou 126 acionamentos. Cada pedido representou uma corrida contra o tempo, porque minutos podem decidir um desfecho. No entanto, nem toda solicitação resulta em transporte de órgãos. Isso ocorre por fatores como condições meteorológicas, quadro clínico do paciente ou viabilidade médica. Ainda assim, a FAB mantém pronta resposta sempre que a missão se mostra possível.

As aeronaves do 6º ETA voaram em todas as regiões do Brasil. No total, elas somaram 693 horas de voo dedicadas exclusivamente a essas missões. Desse volume, a unidade registrou 347 horas com o U-100 Phenom. Além disso, realizou 226 horas com o C-97 Brasília, 71 horas com o C-98 Caçavam e 47 horas com o C-95 Bandeirante.

Segundo o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Daniel Rodrigues Oliveira, o U-100 Phenom foi a aeronave mais empregada. Ele destacou velocidade, autonomia e confiabilidade como fatores decisivos. Por isso, essas características ganham peso quando o tempo se torna o principal adversário.

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Em 2025, o Esquadrão Guará transportou 38 corações e 64 fígados. Além disso, levou 8 pulmões e 8 rins. A unidade também transportou 1 baço e 1 linfonodo. Desse modo, os órgãos cruzaram os céus do Brasil para ampliar as chances de transplante em diferentes estados.

A nota oficial destaca que essas missões devolvem a pacientes a oportunidade de recomeçar. Além disso, elas permitem celebrar novas datas e construir futuros que antes pareciam impossíveis.

Por trás de cada voo, atuam tripulações treinadas e comprometidas com a missão. Em 2025, a Tenente Aviadora Karoline Ribeiro Loureiro foi a piloto com maior número de missões de transporte de órgãos. Ela totalizou 24 voos no ano, segundo a nota oficial.

Em declaração, a aviadora afirmou que considera esse tipo de missão o mais gratificante. Segundo ela, as tripulações não levam apenas o órgão. Elas levam esperança de uma nova vida e também renovação para famílias inteiras. Além disso, ela disse sentir honra por ter participado de tantas missões em 2025. Por fim, ressaltou orgulho por integrar o Esquadrão Guará e contribuir para salvar vidas.

A missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ) começa com a Central Nacional de Transplantes (CNT). Ela recebe a informação sobre a disponibilidade de um órgão. Em seguida, a CNT avalia a logística com companhias aéreas comerciais. Quando necessário, ela aciona a FAB. Assim, a pronta resposta da Força Aérea se torna decisiva para o sucesso da operação.

Em Brasília (DF), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) define qual unidade aérea vai atuar. Desse modo, a decisão busca aproveitar cada minuto em favor da vida.

A nota oficial afirma que o trabalho tem amparo no Decreto nº 9.175/2017. Esse decreto estabelece a obrigação de a FAB manter uma aeronave disponível para atender demandas do Ministério da Saúde (MS). Além disso, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) conta com apoio da Força Aérea no transporte de equipes médicas. Essas equipes podem ser mobilizadas em menos de duas horas para realizar a coleta de órgãos.

O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), que integra o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), coordena a distribuição aérea dos órgãos. Assim, o sistema busca garantir integração e eficiência na logística em todo o Brasil.

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Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Scarlet
Edição: Agência Força Aérea, por Cap Emília
Fotos: Esquadrão Guará

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