Senador Marcos Pontes rebate artigo sobre hangares do Aeroclube de Bauru após texto defender museu e nova ocupação da área
A Fundação Astronauta Marcos Pontes, conhecida como Astropontes, divulgou uma nota de esclarecimento para rebater uma informação publicada no Jornal da Cidade, de Bauru, em 27 de março de 2026. A controvérsia surgiu após um artigo afirmar que a fundação apoiaria a transformação de hangares do Aeroclube de Bauru em museu. Além disso, o texto mencionava a possível transferência do Arraiá Aéreo para outro local. Segundo a entidade, essa versão não corresponde ao projeto real.
O texto que motivou a reação foi um artigo de opinião assinado por Aloísio Costa Sampaio no JCNET. Nele, o autor defende uma reestruturação da área do aeródromo. Para isso, menciona mobilidade urbana, novo uso da área e a criação de um “Museu Aeroviário”. Além disso, o artigo cita apoio do IPHAN e da Fundação Marcos Pontes.

O que o artigo dizia e o que a nota rebateu
O artigo sustentava que os hangares poderiam ser transformados em museu, com criação de parque urbano e possível deslocamento de atividades do Aeroclube para o Aeroporto Moussa Tobias, em Arealva. Além disso, o texto também sugeria que o Arraiá Aéreo poderia ocorrer ali, com melhor infraestrutura, estacionamento e segurança.
A reação veio logo depois. Na nota divulgada em rede social, a Astropontes afirma que não é verdadeira a informação de que apoiaria a transformação de hangares do Aeroclube de Bauru em museu. Segundo a fundação, o projeto real prevê a construção do Museu Aeroespacial em novos hangares e áreas atualmente sem uso. Dessa forma, a proposta manteria a pista e as atividades do Aeroclube de Bauru em plena funcionalidade.
A fundação também afirmou que não há qualquer intenção de transferir o 11º Arraiá Aéreo para outro local. Além disso, reconheceu o trabalho histórico do Aeroclube de Bauru na formação de profissionais da aviação. Com isso, a nota se afasta da tese apresentada no artigo.
Museu existe como projeto, mas o ponto central é outro
Há um ponto importante nesse debate. O projeto de um Museu Aeroespacial Paulista existe de fato e não é boato. A própria FAB divulgou neste mês que o PAMA SP recebeu uma comitiva para acompanhar o avanço das obras do museu. Portanto, existe um projeto museológico real em andamento.
No entanto, a nota da Astropontes rebate a associação direta entre esse projeto e uma suposta conversão dos hangares operacionais do Aeroclube de Bauru. Até o momento, o que foi divulgado pela fundação aponta para áreas novas ou sem uso. Assim, não há confirmação pública de substituição das estruturas ligadas à rotina operacional do aeroclube.
Por que o caso ganhou peso em Bauru
O caso ganhou repercussão porque envolve um aeródromo histórico, atividades de formação e um evento já consolidado na cidade. Quando surgem hipóteses de mudança de uso, perda de área ou deslocamento de atividades, a reação no setor costuma ser imediata.
Por isso, a nota da Astropontes tem peso no debate. Ela desmente uma informação específica e, ao mesmo tempo, sinaliza que a fundação não respalda publicamente a ideia de esvaziamento do Aeroclube de Bauru nem a retirada do Arraiá Aéreo do local.
O que fica de concreto até agora
No momento, o que está documentado é simples. Houve um artigo de opinião propondo uma nova lógica para a área do Aeroclube de Bauru e atribuindo apoio à Fundação Marcos Pontes. Depois disso, a Astropontes respondeu de forma direta, negou essa versão e defendeu a preservação da funcionalidade do aeródromo.
Assim, o debate segue aberto em Bauru. No entanto, a posição oficial divulgada pela fundação não respalda a tese de transformar hangares operacionais do Aeroclube de Bauru em museu. Da mesma forma, a nota não indica mudança do Arraiá Aéreo para outro endereço.






