Operação Roaring Lion teve cerca de 30 mulheres na cabine dos aviões caças israelenses
IDF diz que 30 mulheres pilotos e navegadoras participaram dos ataques ao Irã na operação Roaring Lion (Leão Rugindo). A informação apareceu em publicações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) e rapidamente ganhou repercussão internacional.
Mulheres pilotos e navegadoras participaram diretamente dos ataques ao Irã. Ao todo, cerca de 30 militares integraram tripulações de voo durante as missões de combate.
A presença feminina nas cabines ganhou destaque porque essas operações envolvem voos de longo alcance e planejamento complexo. Nesse tipo de missão, pilotos e navegadores trabalham em conjunto para manter rota, tempo de exposição e emprego de armamentos.

Tripulações femininas aparecem em material oficial divulgado pelo IDF
Imagens divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel mostram mulheres pilotos e navegadoras durante a preparação das aeronaves utilizadas na operação. O material inclui momentos antes das decolagens e reuniões operacionais das tripulações.
Embora o IDF não tenha detalhado quantas missões cada tripulação cumpriu, a presença feminina nas cabines indica a integração dessas profissionais nas operações de combate da força aérea israelense.
Número 70 citado nas redes sociais não descreve a tripulação da missão
Nas redes sociais, o número 70 mulheres passou a circular rapidamente. No entanto, esse valor costuma aparecer em outro contexto.
Reportagens da imprensa israelense indicam que esse número se refere ao total aproximado de mulheres pilotos e navegadoras na Força Aérea de Israel, e não apenas às tripulações que participaram da operação Roaring Lion.
Por isso, a referência de cerca de 30 militares em voo continua sendo o dado mais associado à missão específica.
Caças de longo alcance sustentaram os ataques da operação
A Força Aérea de Israel não divulgou oficialmente a lista completa de aeronaves utilizadas em cada missão. Ainda assim, análises de defesa indicam o uso de caças como o F-15 em preparações observadas nas primeiras horas da operação.
Além disso, o F-35I Adir, versão israelense do caça furtivo F-35, aparece em atualizações oficiais relacionadas ao conflito. Essas aeronaves são usadas em missões complexas porque combinam sensores avançados, integração de dados e capacidade de ataque de precisão.
Operações aéreas dependem de uma grande cadeia de apoio
Mesmo quando a atenção se volta para pilotos e navegadores, uma operação desse porte envolve muito mais pessoas. Planejamento de missão, manutenção, inteligência e armamento fazem parte da cadeia que permite a decolagem das aeronaves.
Sem esses profissionais, nenhuma missão de combate acontece. Ainda assim, o IDF não divulgou um número consolidado de mulheres atuando nas equipes de solo durante a operação.
Missões contra o Irã exigem reabastecimento em voo para alcançar os alvos
Ataques aéreos contra o Irã exigem planejamento de longo alcance. A distância entre Israel e Teerã é de aproximadamente 1.500 quilômetros em linha reta, o que coloca limites operacionais para muitos caças.
Por esse motivo, analistas militares indicam que operações desse tipo dependem normalmente de reabastecimento em voo. Essa etapa permite ampliar o alcance das aeronaves e manter o perfil de missão até o retorno às bases.
Israel possui aeronaves-tanque como o Boeing 707 Re’em, utilizadas pela Força Aérea de Israel para missões de reabastecimento aéreo.
Embora o IDF não tenha divulgado detalhes sobre rotas ou pontos de reabastecimento, especialistas costumam apontar que operações desse tipo podem envolver corredores aéreos sobre regiões como Jordânia ou Iraque, dependendo do planejamento da missão.
Esse tipo de apoio aéreo é essencial para sustentar voos longos, especialmente quando caças carregam armamentos, sensores e combustível extra para operações de ataque.
Participação feminina na aviação de combate continua crescendo
A presença de mulheres em missões de combate na Força Aérea de Israel vem aumentando nos últimos anos. Em 2024, imagens divulgadas pela imprensa israelense já mostravam navegadoras associadas a ataques contra alvos iranianos.
Agora, com a operação Roaring Lion, a participação feminina voltou a ganhar destaque. O episódio reforça como mulheres pilotos e navegadoras passaram a integrar de forma cada vez mais comum operações reais de combate.






