Incidente com dois A 1 AMX na Base Aérea de Santa Maria: nota da FAB e o que veio a público depois

Jota

12 de fevereiro de 2026

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Incidente com dois A 1 AMX na Base Aérea de Santa Maria só foi divulgado dias depois

O incidente com dois A 1 AMX na Base Aérea de Santa Maria ocorreu na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026. No entanto, o assunto só ganhou visibilidade dias depois, quando a imprensa especializada passou a repercutir a nota oficial da Força Aérea Brasileira. Esse intervalo, por si só, já chama atenção no meio aeronáutico, porque envolve duas aeronaves do mesmo modelo em uma base conhecida por rotinas intensas da aviação militar.

Além disso, a Base Aérea de Santa Maria sustenta uma agenda frequente de treinamento e preparo operacional. Por isso, qualquer ocorrência ali desperta curiosidade rápida, sobretudo quando o leitor vê a palavra “incidente” associada a jatos militares. Ainda assim, a notícia não se sustenta em rumores. Ela se sustenta na nota e no que veículos do setor atribuíram ao COMPREP (Comando de Preparo da Força Aérea Brasileira).

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A Força Aérea Brasileira registrou um incidente operacional entre duas aeronaves A-1 AMX durante atividades de rotina na Base Aérea de Santa Maria (BASM). Além disso, a FAB confirmou que não houve vítimas e informou que as equipes executaram os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência. Em seguida, a instituição encaminhou as aeronaves para manutenção, de modo a avaliar a condição técnica de cada jato.

Ao mesmo tempo, a FAB reforçou um ponto que costuma aparecer nesses comunicados: os treinamentos seguem padrões rígidos e a força adota medidas de prevenção para reduzir risco de reincidência. Portanto, a nota confirma o essencial, mas não descreve a dinâmica do contato.

“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP) informa que, durante atividades de rotina na Base Aérea de Santa Maria (BASM), foi registrado um incidente operacional entre duas aeronaves A-1 AMX.

A FAB ressalta ainda que não houve vítimas, todos os protocolos de segurança foram executados, e as aeronaves foram encaminhadas para manutenção.

Os treinamentos e atividades seguem rígidos padrões de segurança e todas as medidas necessárias foram adotadas para evitar novos incidentes.”

Depois da divulgação do comunicado, veículos especializados publicaram um detalhe técnico. Eles descreveram um abalroamento, ou seja, uma colisão leve, durante procedimentos de pouso em uma atividade de rotina. Além disso, algumas publicações associaram o contexto a pouso em formação, termo conhecido como “pouso em ala”, ainda sem detalhar como ocorreu o contato entre as aeronaves.

Esse complemento ajuda a explicar por que o caso repercutiu, mesmo sem vítimas. Ao mesmo tempo, ele não substitui a nota oficial. Por isso, o AeroJota registra o detalhe como informação publicada pela imprensa especializada, enquanto mantém como núcleo aquilo que a FAB confirmou formalmente.

A nota não apresenta a sequência do evento nem descreve a fase exata do procedimento no momento do contato. Além disso, o texto não informa o nível de dano em cada aeronave, nem indica cronograma de retorno ao serviço. Ainda assim, a FAB deixou claro que conduziu as ações imediatas e direcionou as aeronaves para manutenção.

Por outro lado, esse tipo de ocorrência costuma seguir rotinas internas de avaliação técnica e de prevenção. Portanto, novos esclarecimentos só devem surgir se a FAB optar por divulgar atualização pública. Até lá, o leitor precisa separar dado oficial de relato setorial, mesmo quando o relato parece consistente.

Por que o A 1 AMX segue puxando busca e conversa

O A-1 AMX virou um nome familiar para quem acompanha aviação militar no Brasil. Além disso, Santa Maria aparece com frequência nesse tipo de busca porque a base mantém uma rotina intensa de treinamento e preparo. Por isso, quando a imprensa especializada publica qualquer ocorrência envolvendo o modelo, o assunto “sobe” rápido, mesmo sem imagens ou detalhes técnicos completos.

Ao mesmo tempo, o público costuma reagir ao termo “colisão” como se ele sempre apontasse para um acidente grave. No entanto, a própria FAB enquadrou o caso como incidente operacional, o que coloca o episódio em outro patamar de leitura, mais ligado a procedimento e prevenção do que a tragédia.

A FAB pode esclarecer três pontos que ainda ficaram em aberto: a fase exata do procedimento no momento do contato, a extensão dos danos em cada aeronave e o cronograma de retorno às atividades. Além disso, a instituição pode divulgar nota complementar caso surjam ajustes de procedimento ou medidas internas de prevenção.

Até lá, o AeroJota mantém o recorte factual: nota oficial, informações atribuídas ao COMPREP e atualizações confirmadas pela FAB.