Investimentos em aeroportos no Brasil 2026 somam R$ 9,2 bilhões e colocam Congonhas no centro das obras

Jota

12 de fevereiro de 2026

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Os investimentos em aeroportos no Brasil 2026 foram anunciados como um pacote de R$ 9,2 bilhões envolvendo 11 terminais. No entanto, a pergunta que realmente importa é outra: o que muda de fato em 2026 e o que ficará para os próximos anos?

Embora o valor total impressione, nem todo o montante se converte imediatamente em obras físicas. Parte significativa corresponde a compromissos contratuais assumidos dentro da concessão aeroportuária administrada pela Aena Brasil. Assim, o anúncio combina investimento privado, financiamento estruturado e cronogramas escalonados.


Investimentos-em-aeroportos-no-Brasil-2026_Imagem-Ilustrativa
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O principal destaque do pacote é o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O terminal opera próximo ao limite em horários de pico e, por isso, aparece como eixo central da modernização.

De acordo com as informações divulgadas, Congonhas deverá passar por reconfiguração de áreas internas, ampliação operacional e ajustes estruturais. Contudo, diferentemente dos demais aeroportos, o cronograma é mais longo. A previsão de conclusão das obras principais vai até 2028.

Portanto, embora o anúncio esteja vinculado a 2026, os efeitos mais estruturais em Congonhas ocorrerão de forma gradual.

Além de Congonhas, os investimentos em aeroportos no Brasil 2026 abrangem terminais em quatro estados brasileiros. O bloco integra aeroportos concedidos à iniciativa privada e inclui:

  • Campo Grande (MS)
  • Ponta Porã (MS)
  • Corumbá (MS)
  • Santarém (PA)
  • Marabá (PA)
  • Carajás (PA)
  • Altamira (PA)
  • Uberlândia (MG)
  • Uberaba (MG)
  • Montes Claros (MG)

Dessa forma, o pacote mistura aeroportos regionais estratégicos com um dos principais hubs domésticos do país.

É importante destacar que os investimentos em aeroportos no Brasil 2026 não representam um aporte isolado da União fora dos contratos vigentes. Na prática, eles se inserem nas obrigações previstas na concessão firmada com a Aena Brasil.

Além disso, parte das obras conta com apoio financeiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Portanto, o modelo combina capital privado, financiamento estruturado e metas contratuais.

Esse detalhe é relevante porque ajuda a compreender que o anúncio consolida compromissos já previstos, ainda que amplificados pelo volume financeiro divulgado.

No curto prazo, os impactos devem aparecer principalmente em melhorias de infraestrutura e organização operacional. Entre as intervenções previstas estão ampliação de terminais, modernização de áreas de embarque e ajustes em pátios.

Por outro lado, a capacidade total de atendimento e os ganhos estruturais dependem da execução integral do cronograma. Assim, o resultado concreto será medido ao longo dos próximos anos, especialmente em Congonhas.

Os investimentos em aeroportos no Brasil 2026 reforçam a agenda de modernização da infraestrutura aeroportuária concedida. Ao mesmo tempo, o anúncio reacende o debate sobre eficiência operacional, capacidade futura e equilíbrio regional da malha aérea.

Agora, o foco passa a ser a execução. Afinal, mais do que o valor anunciado, o que definirá o impacto real será a entrega das obras dentro dos prazos previstos.