Jacarepaguá recebe obras de R$ 120 milhões e se prepara para uma nova fase no Rio de Janeiro

Jota

20 de março de 2026

Aeroporto de Jacarepaguá_Imagem MPort 2

Jacarepaguá recebe obras de R$ 120 milhões em uma entrega que marca uma nova etapa para um dos aeroportos estratégicos da capital fluminense. Nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, a PAX Aeroportos e o Ministério de Portos e Aeroportos inauguraram as intervenções previstas na Fase 1B do contrato de concessão do terminal. Assim, o aeroporto da zona oeste do Rio passa a contar com estrutura modernizada. Além disso, o terminal ganha reforço em segurança operacional e fica preparado para sustentar um novo ciclo de operações.

Aeroporto-de-Jacarepagua_Imagem-MPort-3
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Nesta etapa, a PAX Aeroportos investiu cerca de R$ 120 milhões em melhorias voltadas à infraestrutura e à operação do aeroporto. Entre as obras executadas estão a restauração da pista de pouso e decolagem e a recuperação do pavimento do pátio de aeronaves. Também entram nessa fase a modernização dos sistemas de iluminação e da sinalização vertical. Além disso, houve a implantação de áreas de segurança de fim de pista (RESA) e a substituição dos sistemas PAPI, usados como auxílio visual nas aproximações para pouso.

Além disso, a concessionária promoveu melhorias na área operacional e na infraestrutura de apoio ao terminal de passageiros. O pacote incluiu nova fachada, reforma de áreas internas e criação de boulevard. Também houve modernização de equipamentos e estruturas de apoio. Com isso, o aeroporto passa a oferecer imagem mais atualizada. Ao mesmo tempo, a estrutura fica mais alinhada ao perfil de operações que atende diariamente na zona oeste carioca.

Durante a inauguração, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o investimento reforça o compromisso do governo com a melhoria da infraestrutura aeroportuária. Segundo ele, a iniciativa também ajuda a atrair novos investimentos. Além disso, a modernização contribui para o desenvolvimento econômico e para o turismo.

O ministro também destacou que o fortalecimento de aeroportos estratégicos, como Jacarepaguá, pode ajudar a distribuir melhor as operações aéreas na cidade do Rio de Janeiro. Dessa forma, esse movimento tende a colaborar para aliviar parte da demanda do Aeroporto Santos Dumont. Ao mesmo tempo, a medida pode ampliar a eficiência da rede aeroportuária da capital fluminense.

O CEO da PAX Aeroportos, Rogério Prado, declarou que, com a entrega das obras, o Aeroporto de Jacarepaguá está pronto para iniciar um novo capítulo de sua história. Segundo ele, a modernização da infraestrutura preparou o terminal para a chegada do IFR, sigla usada para designar a navegação por instrumentos. Assim, esse avanço deve tornar as operações mais seguras e previsíveis, quando estiver efetivamente implementado.

Rafael Furlanetti, diretor institucional da XP, afirmou que o empreendimento atende a dois objetivos estratégicos. O primeiro envolve o interesse do investidor brasileiro. O segundo envolve o interesse do usuário do aeroporto. Segundo ele, Jacarepaguá tem relevância para as operações offshore e também para a mobilidade de negócios na região. Além disso, na visão do executivo, um aeroporto eficiente tende a impulsionar novos empreendimentos. Da mesma forma, pode ampliar a oferta de serviços e gerar mais oportunidades para a economia.

Localizado na zona oeste da capital fluminense, o Aeroporto de Jacarepaguá atende principalmente operações de aviação executiva, táxi aéreo e voos de apoio a atividades econômicas e turísticas da região. Isso inclui voos panorâmicos e operações offshore, ligadas ao atendimento em alto-mar. Por esse perfil, o terminal ocupa posição importante dentro da aviação geral do Rio de Janeiro. Além disso, mantém papel relevante para a mobilidade aérea de negócios.

Com a conclusão da Fase 1B, Jacarepaguá amplia sua capacidade de sustentar esse protagonismo. Ao mesmo tempo, a entrega reforça a estratégia de modernização dos aeroportos administrados pela PAX no bloco de aviação geral RJ-SP. Nesse contexto, infraestrutura, previsibilidade operacional e segurança voltam ao centro do debate no setor.

Fonte: PAX Aeroportos