FAB tem 8 KC-390 recebidos, mas só 2 ou 3 seguem voando; último avião foi entregue em outubro de 2025.
O KC 390 da FAB em 2026 voltou ao centro das discussões no setor aeronáutico após reportagens indicarem baixa disponibilidade da frota. Atualmente, a Força Aérea Brasileira já recebeu oito aeronaves do modelo, porém apenas duas ou, no máximo, três estariam em operação regular. Esse cenário chama atenção porque o programa é considerado estratégico para o transporte militar no país.

Entregas avançam, mas operação não acompanha
Ao longo dos últimos anos, a FAB avançou no recebimento das aeronaves KC 390 Millennium, produzidas pela Embraer. O oitavo exemplar foi entregue em 2 de outubro de 2025, consolidando a evolução do programa. Ainda assim, a discrepância entre aeronaves recebidas e aeronaves operacionais passou a gerar questionamentos dentro e fora do meio aeronáutico.
Além disso, o planejamento da Força prevê um total de 19 aeronaves no programa. No entanto, mesmo com esse número projetado, o desafio atual não está apenas na entrega dos aviões, mas principalmente na manutenção da disponibilidade operacional da frota.
KC 390 da FAB também carrega histórico de redução no programa
A discussão sobre a baixa disponibilidade da frota fica ainda mais relevante quando se observa o histórico do programa. Inicialmente, a Força Aérea Brasileira planejava receber 28 aeronaves KC 390. Depois, esse total foi reduzido para 22 unidades em fevereiro de 2022. Mais tarde, em outubro do mesmo ano, FAB e Embraer fecharam novo acordo e o número final caiu para 19 aeronaves, com entregas previstas até 2034. Assim, além do debate sobre quantos aviões estão voando hoje, cresce também a atenção sobre o encolhimento do projeto ao longo do tempo.
Poucos aviões voando geram repercussão
Nos últimos dias, diferentes veículos especializados passaram a abordar a situação da frota. De acordo com esses levantamentos, apenas dois KC 390 estariam voando com frequência, enquanto um terceiro apresentaria atividade limitada. Esse dado reforça a percepção de que a disponibilidade está abaixo do esperado para um projeto dessa dimensão.
Por outro lado, não há, até o momento, um posicionamento detalhado oficial explicando as causas específicas dessa baixa disponibilidade. Ainda assim, dentro do setor, fatores como manutenção, cadeia logística e suporte técnico costumam ser apontados como possíveis influências nesse tipo de cenário.
Programa segue estratégico apesar dos desafios
Mesmo com as dificuldades atuais, o KC 390 da FAB continua sendo um dos projetos centrais da aviação militar brasileira. A aeronave cumpre missões de transporte tático, apoio logístico e reabastecimento em voo. No entanto, a combinação entre redução do pedido original e baixa disponibilidade operacional aumenta a cobrança sobre o ritmo de recuperação da frota nos próximos anos.






