Leilão do Aeroporto do Galeão 2026 entra na fase decisiva
O leilão do Aeroporto do Galeão 2026 ganhou data e valor mínimo. A sessão ocorrerá em 30 de março, na B3, em São Paulo. O governo definiu lance mínimo de R$ 932 milhões, com pagamento à vista.
O Galeão, no Rio de Janeiro, segue como um dos principais terminais do país. Por isso, o processo chama atenção de operadores e investidores. Ao mesmo tempo, a nova modelagem tenta destravar um contrato que enfrentou impasses nos últimos anos.

O que muda na concessão e no controle do aeroporto
O governo estruturou o processo como venda assistida. Esse modelo busca facilitar a transição do ativo para um novo controlador. Além disso, ele tenta reduzir incertezas contratuais para atrair interessados.
Hoje, a concessionária RIOgaleão tem composição mista. O grupo privado controla a maior parte. Já a Infraero mantém participação minoritária. Com o leilão, a ideia é permitir que a vencedora assuma 100% da operação.
Esse ajuste também mira maior previsibilidade para investimentos. Assim, o terminal pode buscar eficiência operacional e recuperação de demanda. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha como a disputa afetará a aviação no Rio.
Roadshow com interessadas e sessão pública de esclarecimentos
Antes do leilão, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou um roadshow com potenciais participantes. A etapa apresentou o ativo e o modelo de transição. Segundo o governo, seis empresas participaram das reuniões.
Além disso, o cronograma inclui uma sessão pública na B3. O encontro servirá para esclarecer dúvidas e detalhar regras do certame. Com isso, a etapa ajuda a reduzir ruídos antes da data da disputa.
O governo também divulgou prazos para credenciamento. Portanto, quem quiser acompanhar presencialmente precisa cumprir as exigências informadas pela B3. A transmissão online amplia o acesso ao público.
Lance mínimo, regra de contribuição e horizonte do contrato
O certame prevê uma contribuição inicial no valor mínimo de R$ 932 milhões. Esse montante entra como pagamento à vista. Além disso, o modelo inclui contribuição variável anual ligada ao faturamento.
Na proposta oficial, a contribuição variável corresponde a um percentual do faturamento bruto. O governo também vinculou essa cobrança até 2039. Assim, o contrato define obrigações financeiras além do lance inicial.
O desenho também prevê participação dos atuais acionistas privados. Ainda assim, a disputa ocorre em ambiente competitivo. Por isso, o resultado dependerá do apetite do mercado e das condições do edital.
Por que o Galeão voltou ao centro da discussão
O Galeão voltou a ganhar protagonismo no debate do setor aéreo. O governo aponta o aeroporto como um dos maiores do país em passageiros. Além disso, o terminal concentra parte relevante do tráfego internacional.
Nos dados divulgados, o aeroporto registrou 17,5 milhões de passageiros no ano anterior. Desse total, 5,6 milhões viajaram em rotas internacionais. Com isso, o ativo aparece como peça importante para rotas e conexões.
Ao mesmo tempo, o Rio tem dois aeroportos com funções distintas. Portanto, o mercado avalia como o modelo de concessão pode influenciar distribuição de voos, malhas e estratégias comerciais.
O que acompanhar até a data do leilão
Agora, o foco fica no edital, nos esclarecimentos públicos e na lista final de participantes. Além disso, o mercado observará eventuais ajustes de regra e garantias. Cada detalhe pode influenciar o valor final ofertado.
O leilão do Aeroporto do Galeão tende a trazer impacto direto para o Rio de Janeiro. Por isso, o resultado interessa a companhias aéreas, operadores e passageiros. Ao mesmo tempo, ele sinaliza o rumo de futuras reestruturações no setor.





