Sem base não existe aviação forte, diz Senador Marcos Pontes ao pedir apoio aos Aeroclubes
O senador Astronauta Marcos Pontes voltou a colocar os Aeroclubes no centro do debate aeronáutico. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que “sem base, não existe aviação forte”. Além disso, pediu que o público apoie a causa, vote favoravelmente na consulta pública do Senado e ajude a divulgar a mobilização enquanto ainda existem Aeroclubes para defender.

A manifestação reacende um tema que o site AeroJota acompanha há meses. Afinal, os Aeroclubes formaram gerações de pilotos, instrutores, mecânicos e outros profissionais que sustentam a aviação civil brasileira. Além disso, continuam funcionando como parte da base histórica e operacional do setor. Em várias regiões do país, essas instituições ainda mantêm viva a formação inicial de novos aviadores. Também preservam tradição, memória e vínculo direto com a história da aviação nacional.
O que senador Marcos Pontes está defendendo agora
Desta vez, Marcos Pontes associou a mobilização ao PDL 137/2026. A proposta foi apresentada para sustar a Portaria nº 1.125/GC3, de 30 de julho de 2018. Segundo o entendimento defendido pelo senador, essa mudança ajudou a abrir espaço para insegurança jurídica em áreas aeroportuárias ocupadas por Aeroclubes.
Na prática, o argumento apresentado nas redes sociais é direto. Depois das mudanças regulatórias, muitos Aeroclubes passaram a enfrentar restrições, cobranças, remoções e perda de espaço operacional. Em alguns casos, a pressão recai justamente sobre instituições que há décadas convivem com o aeroporto e ajudam a manter a atividade aeronáutica local. Por isso, o senador sustenta que defender essas entidades significa proteger a formação de pilotos, a segurança de voo e um patrimônio histórico da aviação brasileira.
Tema se soma ao projeto já acompanhado pelo site AeroJota
O novo apelo público de Marcos Pontes acontece em paralelo ao projeto de lei já noticiado pelo site AeroJota no passado. Naquele momento, a proposta já mostrava a tentativa de criar proteção mais clara para os aeroclubes brasileiros. Também reforçava a importância dessas instituições para o futuro da aviação nacional e para a continuidade da formação aeronáutica no país.
Ou seja, o movimento político em defesa dos Aeroclubes hoje aparece em duas frentes. De um lado, existe a proposta legislativa de proteção mais ampla. De outro, surge agora a mobilização em torno do PDL 137/26, que mira diretamente o ato normativo revogado em 2018 e tenta restabelecer segurança jurídica para essas entidades. Esse novo foco ajuda a ampliar o debate e chama atenção para um problema que o setor já denuncia há anos.
Por que essa discussão importa para a aviação brasileira
Esse debate vai muito além da ocupação de hangares ou do uso de áreas dentro dos aeroportos. Quando um Aeroclube perde espaço, sofre remoção ou deixa de operar, a consequência atinge a formação aeronáutica como um todo. Em muitos casos, essas instituições ainda representam a porta de entrada de novos profissionais no setor.
Além disso, os Aeroclubes preservam cultura, tradição e memória. Em várias cidades, eles ajudaram a formar pilotos civis, instrutores e profissionais que depois seguiram para companhias aéreas, táxi aéreo, aviação agrícola e outros segmentos. Também servem como ambiente de aproximação entre a população e a aviação. Por isso, enfraquecer essa base significa comprometer a renovação do setor e reduzir oportunidades para futuras gerações.
Por isso, a frase usada por Marcos Pontes nas redes sociais resume bem o argumento central dessa luta: sem base, não existe aviação forte. O que está em jogo não é apenas a sobrevivência de instituições históricas. Está em jogo também a preservação de uma estrutura que ajudou a construir a aviação nacional ao longo de décadas.
Consulta pública vira novo foco da mobilização
Ao pedir que as pessoas entrem no link oficial do Senado, votem SIM e compartilhem a campanha, Marcos Pontes tenta ampliar a pressão pública em favor dos Aeroclubes. A consulta pública aparece, assim, como ferramenta de engajamento para demonstrar apoio popular a uma pauta que interessa diretamente à formação aeronáutica brasileira. Ao mesmo tempo, a mobilização digital ajuda a tirar o tema de um debate restrito ao meio técnico e leva a discussão para um público mais amplo.
O site AeroJota seguirá acompanhando os desdobramentos dessa movimentação. Enquanto isso, a mensagem do senador reforça uma percepção já conhecida no setor. Quando o país enfraquece seus Aeroclubes, ele enfraquece a própria base da aviação civil.






