Aeroclube de Marília prepara reação jurídica e criminal após novo episódio com a rede VOA no aeroporto de Marília.
O caso envolvendo o Aeroclube de Marília e a Rede VOA não parou nas notas oficiais divulgadas no fim de semana de 28 de março de 2026. Agora, o conflito caminha para uma nova etapa. Além disso pessoas ligadas ao Aeroclube e segundo o advogado Dr Cesar Mazzoni, que representa a FEBRAERO – Federação Brasileira dos Aeroclubes, a segunda-feira deve marcar o início de novas medidas judiciais, contra a rede VOA e o adminstrador do Aeroporto de Marília. Isso ocorre após a ocorrência registrada durante atividade regular de instrução com planadores no aeroporto.
Essa nova informação se conecta ao caso já revelado pelo site AeroJota
No sábado, o site AeroJota mostrou que o Aeroclube de Marília denunciou a Rede VOA de nova ofensiva no aeroporto. Na ocasião, a entidade afirmou que houve intervenção indevida durante operação regular de ensino. Além disso, relatou abordagem com presença da Polícia Militar e da Polícia Federal, bem como questionamentos sobre credenciais de acesso. Segundo as notas divulgadas pelo Aeroclube em 28 de março, a atividade estava regular. Os envolvidos portavam credenciais e, segundo a entidade, não houve irregularidade operacional identificada no local.

Ainda assim, esse episódio não surgiu isoladamente. A disputa entre a concessionária e o Aeroclube já vinha se arrastando havia meses. Além disso, já existia processo judicial em curso, com ação de reintegração de posse e perícia técnica determinada pela Justiça de Marília. Antes disso, a Prefeitura chegou a anunciar uma conciliação. A proposta, por sua vez, buscava permitir a ampliação do aeroporto e a transferência da estrutura do Aeroclube para nova área próxima ao sítio aeroportuário.
Dr Cesar Mazzoni diz que o caso vai reforçar o processo já existente
De acordo com o Dr Cesar Mazzoni, que acompnahou o caso via telefome, e já teve seu nome ligado outras vezes ao debate jurídico sobre aeroclubes, o episódio de sábado deve reforçar a frente judicial já existente em Marília. Segundo ele, na segunda-feira haverá ida à sede da Polícia Federal em Marília. O objetivo será pedir vista de todo o procedimento relacionado ao caso.
Ainda segundo o Dr Mazzoni, a atuação da concessionária teria causado descontinuidade de serviço público essencial. Além disso, ele afirma que houve perseguição às atividades do Aeroclube e tratamento indevido aos presentes, como se fossem criminosos. Segundo as informações repassadas ao site AeroJota, a Rede VOA informou que todas as credenciais de funcionários, instrutores, alunos e integrantes da diretoria do Aeroclube de Marília teriam sido revogadas unilateralmente. Com isso, as atividades do Aeroclube estariam suspensas neste momento. Ele também sustenta que, quando a Polícia Federal chegou, a narrativa apresentada mudou. Por isso, toda essa sequência de fatos deverá integrar um novo processo judicial.
Advogado fala em ação criminal e lista possíveis enquadramentos
Na avaliação apresentada pelo advogado Dr Cesar Mazzoni, o episódio pode gerar pedido de ação criminal contra a VOA e contra o administrador. Entre os enquadramentos mencionados por ele estão atentado contra a segurança ou o funcionamento de serviço de utilidade pública, perseguição, denunciação caluniosa e outros tipos penais. Segundo sua interpretação, esses enquadramentos podem ter relação com a ocorrência narrada no aeroporto.
Esse ponto exige rigor. Neste momento, trata-se da interpretação jurídica e da linha acusatória defendida pelo advogado do Aeroclube e da FEBRAERO. Portanto, não se trata de condenação nem de reconhecimento oficial de crime. Ainda assim, o peso da declaração é relevante. Afinal, ela mostra que o caso pode sair do campo administrativo e passar a produzir reflexos mais duros na esfera policial e judicial.
O caso deixa de ser apenas local e entra em nova fase
O que se viu em Marília no fim de semana já tinha potencial para ampliar o desgaste entre Aeroclube e concessionária. Agora, com a promessa de novas medidas legais e com a fala pública do Dr Cesar Mazzoni, o conflito entra em outra etapa. A discussão já não fica restrita ao uso de área aeroportuária. Ela passa a envolver continuidade de atividade de ensino, segurança jurídica, atuação de autoridades e possível responsabilização criminal.
Para o setor aeronáutico, esse movimento merece atenção. O Aeroclube de Marília não é uma entidade recém-chegada ao sistema. Ao contrário, ele está inserido em uma disputa que já envolve tombamento, destombamento, tentativa de reorganização física da área, reintegração de posse e perícia técnica.
O que pode acontecer a partir de agora
A expectativa, segundo as informações repassadas por pessoas ligadas ao Aeroclube, é que a segunda-feira traga os primeiros movimentos formais dessa nova ofensiva jurídica. Se isso se confirmar, Marília pode entrar em mais um capítulo decisivo do caso. Além disso, o conflito já ultrapassou os limites de uma disputa local. Para parte da aviação especializada, ele passou a simbolizar o choque entre concessionárias e estruturas históricas de formação aeronáutica.
No site AeroJota, o caso continuará sendo acompanhado de perto.






