Nevoeiro fecha Aeroporto de Congonhas e provoca atrasos em voos na noite desta sexta-feira

Jota

27 de junho de 2026

Avião se aproxima para pouso em Congonhas durante nevoeiro_Imagem Ilustrativa

Nevoeiro fecha Aeroporto de Congonhas e interrompeu temporariamente as operações. Quem aguardava um voo na noite desta sexta-feira dia 26 de junho de 2026 no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, viu painéis de voos mudarem rapidamente e aeronaves deixarem de pousar ou decolar. Para muitos passageiros, a impressão foi de que bastava existir pista e avião para a operação continuar. No entanto, quando a visibilidade cai abaixo dos limites de segurança, nem mesmo um dos aeroportos mais movimentados e modernos do país pode manter suas operações normalmente.

Foi exatamente isso que aconteceu durante a passagem de um forte nevoeiro sobre a capital paulista. A redução da visibilidade obrigou a suspensão temporária das operações, provocando atrasos que se espalharam pela malha aérea durante toda a noite.

Avião se aproxima para pouso em Congonhas durante nevoeiro_Imagem Ilustrativa 1
Avião se aproxima para pouso em Congonhas durante nevoeiro_Imagem Ilustrativa 1

Segundo a concessionária Aena, responsável pela administração do aeroporto, as operações de pouso e decolagem foram suspensas por volta das 20h40 devido à baixa visibilidade provocada pelo nevoeiro.

As condições meteorológicas impediram que as aeronaves operassem dentro dos parâmetros mínimos exigidos para garantir a segurança dos voos.

As decolagens começaram a ser retomadas às 21h37. Entretanto, os pousos permaneceram condicionados à melhora das condições meteorológicas. Aos poucos, a operação voltou ao normal, mas os atrasos continuaram refletindo em diversos voos programados para o restante da noite.

Até o momento, a concessionária e as companhias aéreas não divulgaram um balanço oficial com o número de voos atrasados, cancelados, alternados para outros aeroportos ou a quantidade de passageiros afetados.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o problema não é a chuva ou o frio, mas sim a visibilidade disponível para que pilotos consigam identificar a pista durante as fases finais do pouso.

Mesmo operando sob regras de voo por instrumentos (IFR), cada procedimento possui limites mínimos de visibilidade e altura de decisão definidos por normas internacionais e pelas características do aeroporto.

Quando esses mínimos deixam de ser atendidos, os pilotos não podem prosseguir com a aproximação. Nesses casos, realizam uma arremetida ou seguem para um aeroporto alternativo até que as condições melhorem ou ficam voando em orbita – por um determinado tempo -. próximo ao aeroporto aguardando melhoras para tentar novamente o pouso.

Da mesma forma, as decolagens também dependem de limites mínimos de visibilidade, que variam conforme o procedimento publicado e os equipamentos disponíveis no aeroporto.

O Aeroporto de Congonhas possui uma das operações mais intensas do Brasil, com pousos e decolagens ocorrendo em intervalos muito curtos ao longo do dia.

Além disso, está inserido em uma área urbana bastante adensada e conta com pistas relativamente curtas quando comparadas a aeroportos internacionais como o Internacional de Guarulhos, por exemplo.

Embora disponha de modernos auxílios à navegação, as operações continuam sujeitas aos mínimos operacionais estabelecidos para cada procedimento de aproximação.

Por isso, episódios de nevoeiro intenso podem reduzir significativamente a capacidade operacional do aeroporto, exigindo a interrupção temporária das operações até que a visibilidade volte a níveis seguros.

Mesmo quando o aeroporto reabre, os reflexos continuam. Isso acontece porque a malha aérea trabalha com horários muito ajustados.

Quando um avião atrasa em São Paulo, ele pode atrasar também os próximos trechos da rota. Assim, o problema chega a outros aeroportos.

Além disso, companhias precisam reorganizar aeronaves, tripulações e conexões. Em alguns casos, passageiros também perdem embarques seguintes.

Por isso, em dias de nevoeiro, o passageiro deve consultar a companhia aérea antes de sair de casa.

Embora o fechamento temporário cause transtornos para milhares de passageiros, a decisão segue protocolos internacionais de segurança operacional.

Na aviação, interromper pousos e decolagens diante de condições meteorológicas desfavoráveis não representa uma falha do sistema, mas justamente o funcionamento correto das barreiras de segurança que tornam o transporte aéreo um dos meios mais seguros do mundo.

Após a dissipação do nevoeiro, as operações em Congonhas foram retomadas gradualmente e a malha aérea começou a retornar à normalidade.