Piloto de helicóptero offshore: Cmte Barro encerra carreira aos 80 anos após 54 anos no petróleo

Jota

31 de janeiro de 2026

Cmte Barros encerra carreira aos 80 anos após 54 anos no petróleo

O piloto de helicóptero offshore Cmte Barro encerrou a carreira aos 80 anos de idade, conforme homenagem publicada em rede social. O registro destaca mais de 60 anos de aviação, sendo 54 anos dedicados à indústria do petróleo, números que ajudam a dimensionar a longevidade da trajetória.

A publicação descreve o encerramento como um momento “simplesmente emocionante”, mas também apresenta um relato objetivo do marco final. Segundo o texto exibido no vídeo, o comandante realizou o último voo em 29 de janeiro de 2026, no trecho identificado como SBRJ (SDU) para SBJR (JAC), que se refere ao deslocamento entre o Aeroporto Santos Dumont e o Aeroporto de Jacarepaguá, ambos na cidade do Rio de Janeiro. A homenagem cita ainda a presença do Cmte Áureo ao lado do piloto nesse momento de despedida.

O vídeo registra, de forma clara, as etapas finais da operação. O texto menciona o último pouso, o último táxi, o último estacionamento e o último corte de motores, sequência que encerra formalmente um voo. Esses procedimentos fazem parte da rotina operacional da aviação, porém ganham significado especial quando associados à aposentadoria de um comandante experiente.

Do ponto de vista técnico, o pouso conclui a fase aérea e encerra a missão com segurança. Em seguida, o táxi conduz a aeronave até a posição definida no pátio. Depois, o estacionamento fixa a aeronave para os procedimentos de solo. Por fim, o corte de motores encerra a operação dentro de um fluxo padronizado, conhecido por pilotos e equipes de apoio.

Cmte Barros encerra carreira aos 80 anos após 54 anos no petróleo
Cmte Barro encerra carreira aos 80 anos após 54 anos no petróleo

A expressão aviação offshore costuma gerar dúvidas fora do meio aeronáutico. O termo se refere às operações aéreas que dão suporte a atividades realizadas em alto-mar, especialmente ligadas à indústria de óleo e gás. Na prática, envolve o transporte de pessoas, cargas leves e apoio logístico entre bases em terra e unidades marítimas.

Nesse contexto, o helicóptero se torna essencial, pois reduz o tempo de deslocamento e permite acesso rápido a plataformas e embarcações. A operação exige alto nível de padronização, treinamento contínuo e atenção permanente à segurança, devido às condições meteorológicas, ao ambiente marítimo e às longas rotinas de voo.

Por isso, carreiras longas nesse segmento costumam ser reconhecidas internamente como trajetórias de grande responsabilidade. O número de anos citado na homenagem ajuda a explicar o impacto do encerramento entre colegas que conhecem a complexidade desse tipo de operação.

O trecho SDU/JAC citado na homenagem também possui significado operacional no Rio de Janeiro. O Aeroporto Santos Dumont está localizado na área central da cidade, enquanto Jacarepaguá é associado à aviação geral e à operação de helicópteros. Por esse motivo, a combinação dos dois códigos aparece com frequência em movimentações desse tipo.

A publicação não informa modelo da aeronave, matrícula, horário detalhado ou finalidade do deslocamento. Ainda assim, o registro cumpre seu papel ao documentar publicamente o encerramento da carreira, com data, trecho e a sequência final da operação.

Ao final do texto exibido no vídeo, o autor descreve o comandante como “lenda” e afirma que ele “parou no auge”. A mensagem se encerra com um desejo de bênçãos para a nova etapa da vida, reforçando o tom de respeito e reconhecimento.

Assim, o vídeo e a homenagem registram mais do que um voo. Eles marcam o encerramento de uma trajetória longa na aviação de helicópteros brasileira, reconhecida publicamente por quem acompanhou o momento final.

Ao final, fica também o reconhecimento a quem tornou esse registro público. A Cmte Simone Vaz, piloto de helicóptero offshore, com 50 anos de experiência na aviação e mais de 30 anos na Indústria do Petróleo, compartilhou a homenagem que permitiu preservar esse momento raro da aviação brasileira. Graças a esse gesto, a despedida do Cmte Barro ultrapassa o ambiente operacional e se transforma em memória coletiva, valorizando uma trajetória marcada por 80 anos de vida, mais de 60 anos de aviação e 54 anos dedicados à indústria do petróleo.

Cmte-Simone-Vaz_Imagem-Divulgacao.
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