DECEA tem planejamento especial para a alta demanda no Carnaval 2026

Jota

13 de fevereiro de 2026

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O planejamento do DECEA para o Carnaval 2026 prevê medidas específicas para lidar com o aumento da demanda aérea em aeroportos estratégicos do país. Movimento aéreo no Carnaval em 2026 deve crescer acima do padrão em aeroportos específicos, sobretudo na Bahia. Por isso, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) anunciou um planejamento especial para o período. A execução ficará com o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), que acompanha demanda, capacidade e fluxo em tempo real. Assim, o órgão tenta manter previsibilidade quando a procura dispara.

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Na nota, o DECEA compara os números com a média diária do ano. Com esse critério, Terravista aparece com aumento de 900%. Em seguida, Barra Grande surge com 700%. Já Comandatuba registra 266%, enquanto Ilhéus tem 116%. Porto Seguro completa a lista baiana com 81%. Fora da Bahia, o Aeroporto de Catarina, em São Paulo, aparece com alta prevista de 71%.

Esses percentuais chamam atenção porque indicam concentração de tráfego em poucos pontos. Portanto, pequenas mudanças ao longo do dia podem gerar efeito cascata. Nesse cenário, a previsibilidade vale quase como “moeda” operacional. Por isso, o CGNA prepara medidas antes do pico, e não apenas durante o pico.

Durante o Carnaval, o CGNA vai intensificar o monitoramento do tráfego nos aeroportos com maior variação. Ao mesmo tempo, o órgão também amplia a vigilância em terminais de alta densidade. Entram nessa lista Guarulhos, Congonhas e Campinas, em São Paulo. No Rio de Janeiro, entram Galeão e Santos Dumont. Além deles, o plano inclui Recife, Salvador e Florianópolis. Desse modo, o CGNA cobre tanto destinos turísticos quanto hubs com alto volume de conexões.

O pacote anunciado inclui NOTAM, que é o Aviso aos Aeronavegantes. Além disso, o CGNA prevê medidas de ATFM, o Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo. Com isso, o órgão tenta ajustar a demanda à capacidade do sistema, evitando picos desordenados. Ainda assim, o objetivo não é “segurar voo” por segurar. Em vez disso, a meta é ordenar fluxo e reduzir surpresas.

A nota também informa rotas preferenciais publicadas em NOTAM. Elas valem para tráfegos decolando e pousando em Porto Seguro, Terravista, Ilhéus, Comandatuba e Catarina. Assim, o CGNA orienta o desenho do fluxo com antecedência. Consequentemente, os planos de voo tendem a ficar mais alinhados com a capacidade prevista.

O texto do DECEA traz uma regra que merece leitura com calma. Aeronaves com destino a aeródromos nacionais não poderão usar Porto Seguro e ou Terravista como alternativa. Além disso, elas não poderão alterar o destino para esses aeroportos. Ou seja, esses terminais não podem virar “plano B” ao longo do dia.

Segundo a nota, o CGNA quer evitar que tráfegos mudem o plano de voo no meio da operação. Quando isso ocorre, a previsibilidade cai e o planejamento perde eficiência. Portanto, o órgão aposta na antecipação dos planos para preparar medidas ATFM eficazes. A explicação aparece atribuída ao Capitão Especialista em Controle de Tráfego Aéreo André Luis Santos da Rocha, chefe da Subdivisão Tática do CGNA.

O DECEA afirma que adotou as ações em ambiente de tomada de decisão colaborativa. Além disso, o órgão descreve um acompanhamento estratégico e contínuo. O trabalho seguirá em regime pré-tático e tático junto ao Salão Operacional do CGNA. Dessa forma, a equipe atua 24 horas por dia durante o período, ajustando monitoramento e medidas conforme a demanda evolui.

Como as rotas e as medidas saem via NOTAM, o passo prático é direto. Primeiro, consulte os avisos vigentes do seu aeródromo e do destino. Em seguida, valide alternados e rota conforme as regras publicadas. Depois, confira janelas de demanda e possíveis restrições de fluxo. Assim, o plano de voo sai mais previsível e reduz ajustes em cima da hora, o que costuma ajudar também na pontualidade.

Fonte primária: DECEA / Agência Força Aérea
Fotos: Luiz Perez / DECEA
Edição: Aspirante Natália Borges / Agência Força Aérea

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