Pouso de emergência Learjet 40 em Viracopos mobiliza bombeiros e piloto relata falha no freio

Jota

20 de janeiro de 2026

Pouso de emergência Learjet 40 em Viracopos_Imagem Golf Oscar Romeo

O pouso de emergência Learjet 40 em Viracopos mobilizou equipes do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde de segunda-feira, 19 de janeiro. A tripulação reportou indicação de problema técnico, e a operação seguiu os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência.

Pouso de emergência Learjet 40 em Viracopos_Imagem Golf Oscar Romeo

Em transmissão ao vivo do canal Golf Oscar Romeo, é possível ouvir o contato do piloto com a Torre Campinas por volta de 15h56. Na comunicação, o comandante informa que o jato indicava falha no sistema de freio e que talvez não conseguisse taxiar para liberar a pista após o pouso.

Segundo a Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), concessionária que administra o terminal, a aeronave de matrícula PS-LUC (LJ40) seguia de Sorocaba (SP) para Brasília (DF) quando comunicou a suspeita de pane e solicitou o procedimento. A ABV informou que a pista foi reservada às 15h53, e o pouso ocorreu às 15h58, sem intercorrências.

Taxiado após verificações e operação mantida

Após o toque e a parada inicial, os bombeiros aeroportuários acompanharam a aeronave e fizeram verificações, como ocorre em procedimentos de emergência. Em seguida, o Learjet taxiou normalmente para o pátio. A concessionária também declarou que não houve impacto na operação do aeroporto, que seguiu funcionando normalmente.

Em aeronaves executivas, uma indicação de falha no sistema de freios nem sempre significa perda total de frenagem. Por isso, a tripulação costuma tratar o alerta como prioridade e já ajusta o procedimento de aproximação e pós-pouso. Além disso, esses sistemas trabalham com redundâncias e avisos preventivos, o que ajuda a controlar o risco com antecedência. Assim, o acionamento dos bombeiros aeroportuários ocorre de forma protocolar, garantindo prontidão para qualquer cenário. Enquanto isso, a equipe acompanha a aeronave após o toque e observa sinais como aquecimento ou necessidade de verificação adicional. Ainda assim, na maioria das ocorrências, as inspeções iniciais liberam o deslocamento e o avião consegue taxiar normalmente, como ocorreu em Viracopos.