Da Dinamarca à Argentina os primeiros F 16 argentinos cruzam o Atlântico em voo de entrega histórico
Como os primeiros F 16 argentinos estão chegando ao país escoltado por avião tanque e de transporte
Rota dos primeiros F 16 argentinos entre Europa e América do Sul
Os Primeiros F 16 argentinos deixaram a Base Aérea de Skrydstrup, na Dinamarca, na manhã de 28 de novembro, em voo de translado para a América do Sul. Eles seguem rumo à nova base na Argentina e marcam o início da entrega oficial dos caças F-16 Fighting Falcon à Força Aérea Argentina. Esse voo de translado encerra uma fase longa de negociações, ajustes contratuais e preparação de pilotos e equipes técnicas. Assim, a aviação de caça argentina começa, de forma concreta, a renovar sua frota de combate.
Esquadrilha dos primeiros F 16 argentinos segue em duas formações
O primeiro lote inclui seis caças Lockheed Martin F-16AM/BM Block 15 Fighting Falcon. A FAA organizou os aviões em duas formações de três aeronaves, com cerca de uma hora de intervalo entre cada elemento. O grupo reúne quatro bipostos e dois monopostos, com matrículas como M-1004, M-1005, M-1007, M-1008, M-1009 e M-1020. Além disso, as aeronaves voam com o indicativo de chamada “Condor 11 a 16”, o que facilita a coordenação com os órgãos de controle de tráfego aéreo ao longo de toda a rota.
Apoio aéreo com C-130 Hércules, Boeing 737 e avião tanque KC-135
Para garantir segurança operacional, os primeiros caças F 16 argentinos não cruzam o Atlântico sozinhos. A missão conta com um KC-130H Hércules TC-69 e um Boeing 737-700 T-99, ambos da Força Aérea Argentina. Essas aeronaves transportam equipes, ferramentas, sobressalentes e dão suporte direto aos caças durante as paradas. Ao mesmo tempo, um Boeing KC-135R Stratotanker da Força Aérea dos Estados Unidos integrará o comboio. Ele fornecerá reabastecimento em voo nos trechos mais sensíveis da travessia, especialmente entre as Ilhas Canárias e a costa da América do Sul.
Escalas em Zaragoza e Gando estruturam a travessia
Na primeira etapa do voo, os F-16 deixaram Skrydstrup e pousaram na Base Aérea de Zaragoza, no interior da Espanha. O local funciona como ponto de apoio para inúmeras operações militares, o que facilita reabastecimento, checagens técnicas e descanso das tripulações. Em seguida, a rota prevê o deslocamento até Gando, nas Ilhas Canárias. Essa escala é estratégica, pois posiciona o comboio em uma área tradicional de partida para travessias transatlânticas. Dessa forma, a FAA reduz riscos, encurta trechos críticos e mantém sempre alternativas de retorno ou desvio em caso de necessidade.
Travessia até a América do Sul e chegada ao território argentino
A partir de Gando, os primeiros F 16 argentinos iniciam a travessia direta em direção à América do Sul, em coordenação constante com o KC-135R. A expectativa é de que o comboio realize uma parada técnica em Natal, no Nordeste brasileiro, antes de prosseguir para a Argentina. Depois dessa etapa, as aeronaves seguem rumo ao interior do país, onde a Força Aérea Argentina prepara a apresentação oficial dos caças. Assim, a chegada do primeiro lote ganha caráter simbólico e operacional ao mesmo tempo.
Río Cuarto recebe o primeiro lote de caças F-16
O plano da FAA prevê que os caças utilizem a estrutura da Área Material Río Cuarto, na província de Córdoba. A base recebeu obras de modernização, ampliação de hangares e adaptação de oficinas para trabalhar com o novo vetor de combate. A intenção é concentrar ali, inicialmente, a fase de chegada, checagem e integração das aeronaves. Em seguida, parte dos F-16 deverá atuar junto ao 6º Grupo de Caça, que passa a operar com um modelo de quarta geração amplamente testado no cenário internacional.
Primeiros F 16 argentinos impulsionam a renovação da defesa aérea
O contrato com a Dinamarca prevê a entrega de 24 aeronaves F-16AM/BM, além de treinamento e suporte logístico. Os primeiros F 16 argentinos representam apenas o início desse ciclo de renovação, mas já mudam o patamar da aviação de caça do país. Ao substituir vetores mais antigos, a Argentina ganha maior capacidade de dissuasão, interoperabilidade com parceiros e possibilidade de participar de exercícios combinados em outro nível técnico. Agora, o desafio passa a ser manter a disponibilidade da frota, consolidar doutrina de emprego e, principalmente, garantir recursos para sustentar o programa ao longo dos próximos anos.
Los F-16 argentinos ya vuelan hacia casa. Partieron desde la Base Aérea Skrydstrup, Dinamarca, y aterrizaron en la Base Aérea de Zaragoza, España, para su primera escala técnica.
— Luis Petri (@luispetri) November 28, 2025
Con cada kilómetro, crece la expectativa. Hay un país entero esperando verlos entrar a nuestro… pic.twitter.com/x5Y46Co0Zm

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