Brasil amplia ponte aérea humanitária para a Venezuela e confirma quarto voo com reforço de bombeiros

Jota

28 de junho de 2026

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A operação aérea brasileira para ajudar as vítimas dos terremotos na Venezuela continua crescendo. Depois de três missões realizadas em menos de dois dias, o Governo Federal confirmou o envio de um quarto voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Agora, a aeronave levará novos bombeiros especializados em busca e salvamento. Eles vão reforçar as equipes que já trabalham nas áreas mais atingidas.

Além disso, a nova missão mostra que a resposta brasileira evolui conforme aumentam as necessidades em solo venezuelano. Primeiro, o Brasil enviou equipes de busca. Depois, mandou estrutura médica, medicamentos, água potável e equipamentos. Portanto, a ponte aérea passou a atender várias frentes da emergência.

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Segundo o Governo Federal, a aeronave deverá decolar neste domingo 28 de junho de 2026, da Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos (SP).

O KC-390 Millennium transportará 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Eles irão reforçar as equipes brasileiras que já atuam principalmente na região de La Guaira. A área está entre as mais afetadas pelos terremotos registrados na última quarta-feira (24).

Além disso, a coordenação da missão permanece sob responsabilidade da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). O órgão é vinculado ao Ministério das Relações Exteriores. No entanto, a operação também envolve a Defesa Civil Nacional, a FAB e outros órgãos federais.

A ajuda brasileira começou na sexta-feira (26). Na ocasião, o primeiro KC-390 decolou levando bombeiros especializados em resgates urbanos. A aeronave também transportou equipes da Defesa Civil Nacional, técnicos da Anatel, cães farejadores e cerca de 12 toneladas de equipamentos. Todo esse material seguiu para apoiar as operações de busca e salvamento.

Já no sábado (27), a FAB realizou duas novas missões.

O segundo voo transportou o Hospital de Campanha da Marinha do Brasil. Além disso, levou militares responsáveis pela montagem da estrutura e purificadores de água movidos por energia solar. Cada equipamento possui capacidade para tratar aproximadamente cinco mil litros de água por dia. Assim, o Brasil ampliou o apoio às populações afetadas.

Poucas horas depois, um terceiro KC-390 partiu com o módulo complementar do hospital de campanha. A aeronave também levou cinco kits de calamidade. Ao todo, os conjuntos reuniam mais de 111 mil medicamentos e insumos médicos. Dessa forma, o material permitirá ampliar o atendimento de emergência durante as próximas semanas.

Com a confirmação da quarta missão, a ponte aérea brasileira passou a atender duas necessidades centrais. De um lado, reforça o atendimento médico. De outro, amplia as equipes de resgate em solo.

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Enquanto novas equipes seguem embarcando, os primeiros militares brasileiros já trabalham nas áreas atingidas.

De acordo com informações divulgadas pelo Governo Federal, os bombeiros participaram do resgate de pelo menos duas pessoas com vida. Além disso, as equipes continuam atuando na tentativa de retirar uma criança que permanece sob os escombros.

As operações acontecem em conjunto com as autoridades venezuelanas. Também participam outras equipes internacionais mobilizadas após o desastre. Por isso, a chegada de novos bombeiros brasileiros deve ampliar a capacidade de resposta nas próximas horas.

Mais uma vez, o KC-390 Millennium confirma sua importância nas operações humanitárias da FAB.

A aeronave transporta tropas, veículos, cargas e equipamentos de grande porte. Além disso, pode operar em cenários com infraestrutura limitada. Essa característica se torna essencial durante desastres naturais.

Nos últimos anos, o cargueiro brasileiro participou de diversas missões internacionais. Entre elas estão repatriações de brasileiros, transporte de oxigênio durante a pandemia, combate a incêndios florestais e envio de ajuda humanitária. Portanto, o KC-390 já se consolidou como uma das principais ferramentas logísticas do Brasil em situações de crise.

Com quatro voos confirmados em apenas três dias, a operação na Venezuela ganha uma dimensão maior. Ela já representa uma das maiores pontes aéreas humanitárias organizadas pelo Brasil em 2026. Além disso, demonstra a capacidade de rápida mobilização da Força Aérea Brasileira em apoio às populações afetadas por grandes desastres.


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