Helicóptero faz pouso de emergência no mar em Cabo Frio durante voo offshore
A quebra de peça no helicóptero H160 passou a ser o principal foco da investigação técnica após o pouso de emergência no mar, ocorrido próximo a Cabo Frio. Segundo informações iniciais, o CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos -, já trabalha com a hipótese de falha em um componente do rotor principal. Por isso, o caso voltou ao centro do debate na aviação offshore.
O incidente ocorreu no dia 02 de janeiro de 2026, após a decolagem do Aeroporto Internacional de Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro. Cerca de 20 minutos depois, já em rota offshore, o helicóptero apresentou a anormalidade que levou à decisão de amarar, ou seja, um pouso planejado na água.
A aeronave pousou no mar a cerca de 40 milhas náuticas (aproximadamente 74 km) ao sul de Cabo Frio. A bordo estavam oito ocupantes, entre passageiros e tripulantes. Em seguida, a Marinha do Brasil foi acionada, coordenou a resposta e realizou o resgate com apoio de meios navais, sem registro de ferimentos graves.

Investigação foca em peças do sistema de voo e aponta danos em dois rotores
De acordo com informações preliminares atribuídas ao CENIPA, a apuração inicial identificou a quebra de uma peça do sistema do rotor principal. A peça citada na cobertura é a haste de passo, ligada ao comando e ao controle das pás. Assim, a falha pode afetar diretamente a estabilidade em voo. A investigação sobre o caso passou a se concentrar na análise de peças do sistema de voo do helicóptero, técnicos identificaram danos no rotor principal e também no sistema do rotor de cauda. Por isso, a apuração tenta mapear a sequência da falha antes do pouso no mar.
Ao mesmo tempo, o material disponível indica que a tripulação percebeu vibrações anormais durante o voo. Por isso, os pilotos adotaram os procedimentos previstos e realizaram uma amaragem de emergência controlada. No entanto, a investigação ainda continua e outras verificações seguem em curso.
Decisão da tripulação e resgate rápido evitaram vítimas
Especialistas costumam destacar que a condução do procedimento faz diferença em ocorrências no ambiente marítimo. Nesse caso, a tripulação decidiu priorizar a segurança e executar a amaragem de forma controlada. Além disso, o resgate aconteceu de maneira rápida, o que reduziu riscos para todos a bordo.
A operadora do voo, a Omni Táxi Aéreo, informou que colabora com as autoridades aeronáuticas. Do mesmo modo, a empresa afirmou que segue os protocolos previstos para ocorrências desse tipo.
Apuração segue e relatório final ainda não foi divulgado
O CENIPA reforça, por regra, que conclusões iniciais são preliminares e podem mudar com novas análises. Por isso, a investigação inclui exames de componentes, dados operacionais e registros técnicos disponíveis. Em paralelo, os investigadores também avaliam fatores contributivos, quando existirem, para fechar a sequência do evento.
Enquanto isso, o caso segue relevante para a aviação offshore brasileira porque envolve um helicóptero de geração recente. Além disso, o tema chama atenção para a importância de componentes do rotor principal no controle de voo. Ainda assim, apenas o relatório final poderá confirmar causa e responsabilidades técnicas.






