Queda de helicóptero no Rio de Janeiro: rota, troca de piloto e investigação

Jota

18 de janeiro de 2026

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A queda de helicóptero no Rio de Janeiro marcou a manhã de sábado, 17 de janeiro de 2026, na Zona Oeste da capital, após a aeronave cair em área de mata em Guaratiba. Além disso, o acidente terminou com três mortos e mobilizou equipes em uma área de mata de difícil acesso.

O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta de 09h55. Em seguida, as equipes confirmaram que os três ocupantes já estavam sem vida quando o resgate alcançou o local.

Vídeos gravados em Sepetiba mostram o helicóptero Robinson R44 II, prefixo PS-GJS, realizando manobras pouco antes do acidente. Da mesma forma, relatos reunidos por veículos de imprensa indicam que a aeronave saiu do Recreio e fez uma parada no Clube Céu, onde teria ocorrido troca de piloto.

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Segundo testemunhas, depois dessa parada a aeronave decolou novamente e passou a executar manobras associadas a um procedimento conhecido como circuito. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram oficialmente a finalidade do voo, então o contexto de instrução permanece como relato, não como conclusão.

A queda do helicóptero PS-GJS ocorreu em Guaratiba-RJ, em região de mata próxima ao cruzamento da Avenida Levy Neves com a Rua Tasso da Silveira, conforme reportado por diferentes fontes. Por isso, o resgate enfrentou limitações de acesso e exigiu coordenação de equipes no terreno.

As vítimas foram identificadas como Lucas Silva Souza (capitão do Corpo de Bombeiros do RJ), Sérgio Nunes Miranda (major aviador da Força Aérea Brasileira) e Diego Dantas Lima Morais (instrutor de voo), conforme divulgado pela imprensa.

Consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) aponta a aeronave como ROBINSON HELICOPTER R44 II, com situação normal e CVA válido até 08/01/2027. Além disso, o RAB indica operador privado e ausência de autorização para operação comercial como táxi aéreo, o que ajuda a enquadrar o tipo de atividade registrada.

Ainda assim, o RAB não define, por si só, o objetivo do voo naquele momento. Portanto, a investigação vai precisar cruzar dados técnicos, históricos operacionais e evidências coletadas no local.

A Força Aérea Brasileira, por meio do CENIPA, informou que investigadores do SERIPA III foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência com a matrícula PS-GJS em Guaratiba. Além disso, o órgão explicou que a etapa envolve coleta e confirmação de dados, preservação de elementos e verificação inicial de danos.

O CENIPA também informou que a ocorrência deverá aparecer para consulta no Painel SIPAER, e reforçou que se manifesta oficialmente sobre resultados apenas com a publicação do Relatório Final SIPAER, conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica.

Até o momento, as autoridades não divulgaram causa provável, nem confirmaram publicamente fatores como falha mecânica, meteorologia, desempenho ou fator humano. Por isso, qualquer conclusão antes do relatório final precisa ser tratada como especulação.

Da mesma forma, relatos sobre manutenção recente e sobre a dinâmica de instrução aparecem vinculados a apurações locais e testemunhos. Assim, o site AeroJota registra a informação como contexto em apuração, enquanto aguarda documentação técnica e posicionamentos oficiais.

Finalizando

A queda do helicóptero PS-GJS segue sob investigação do CENIPA, e novas confirmações devem surgir após a consolidação de dados e a publicação no Painel SIPAER.