Piloto passou 50 minutos em chamada com engenheiros antes da queda do F-35
Relatório detalha falha hidráulica congelada que provocou o acidente do F-35
O relatório oficial da Força Aérea dos Estados Unidos confirmou que a queda do F-35 em Fairbanks ocorreu devido ao congelamento dos dutos hidráulicos. O acidente aconteceu em janeiro, na Base Aérea de Eielson, no Alasca, e gerou ampla investigação da Pacific Air Forces. Nesse documento foi apontado que a contaminação do fluido hidráulico com partículas de água provocou o congelamento e bloqueou o funcionamento do trem de pouso. Portanto, os investigadores consideraram a falha técnica como a causa determinante.
Detalhes técnicos da falha hidráulica
A análise identificou que o gelo se formou nos dutos que controlavam o trem de pouso dianteiro e o sistema principal. Essa condição impediu o recolhimento seguro do trem após a decolagem. Assim, o piloto manteve a aeronave em voo por mais tempo, enquanto buscava alternativas. Além disso, o relatório destacou que a contaminação pode ter ocorrido em depósitos mal protegidos ou em etapas de manutenção inadequadas.
A longa conversa com engenheiros da Lockheed Martin
Outro ponto relevante foi a comunicação entre o piloto e engenheiros da Lockheed Martin, enquanto o piloto orbitava próximo da Base Aérea tentando achar uma solução. A conversa durou cerca de 50 minutos e incluiu também lideranças da 354th Fighter Wing e controladores aéreos. Durante esse período, várias soluções foram tentadas, incluindo dois pousos de toque e arremetida. No entanto, os esforços falharam. Em seguida, o avião perdeu estabilidade e o piloto decidiu ejetar, sofrendo apenas ferimentos leves.
Impactos operacionais e repercussão internacional
A queda do F-35A Lightning II em Fairbanks gerou repercussão imediata no meio militar. O modelo é considerado o caça mais avançado do mundo, equipado com tecnologia stealth e sistemas de combate de quinta geração. No entanto, o acidente expôs fragilidades diante de condições extremas, como as do Alasca. Além disso, o prejuízo superou 100 milhões de dólares, o que levantou questionamentos sobre a confiabilidade técnica e os custos de manutenção. Por isso, outros países que utilizam o F-35 passaram a monitorar de perto os resultados da investigação.
Medidas preventivas e papel do fabricante
Após o acidente, a Força Aérea – USAF -, adotou medidas para reduzir o risco de falhas semelhantes. Entre elas estão inspeções mais rigorosas do fluido hidráulico, substituição de peças vulneráveis ao gelo e novos protocolos para operações em regiões frias. A Lockheed Martin também participa ativamente desse processo. A fabricante revisa manuais, atualiza procedimentos e coopera com o governo norte-americano. Dessa forma, o episódio reforçou que até aeronaves de quinta geração podem sofrer falhas consideradas simples.
Lições para a aviação militar
O relatório final sobre a queda do F-35 em Fairbanks mostrou que nenhum detalhe pode ser ignorado em aeronaves estratégicas. Mais do que a perda financeira, o episódio funciona como lição para toda a aviação militar. Assim, a busca por inovação tecnológica deve caminhar junto de protocolos rígidos de segurança. Para os Estados Unidos e seus aliados, a mensagem é clara: até pequenas falhas podem comprometer a frota mais sofisticada do mundo.
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