Incêndio em área do Depósito Central de Munição de Paracambi mobiliza helicóptero Pantera do Exército
Helicóptero Pantera do Exército atua em incêndio em área do DCMun de Paracambi–RJ
Incêndio em área do Depósito Central de Munição de Paracambi mobilizou a Aviação do Exército na manhã de terça-feira, 13 de janeiro de 2026, no município de Paracambi (RJ). Segundo as informações divulgadas no contexto do DCMun, o foco havia começado na segunda-feira (12) e exigiu resposta rápida para conter o avanço das chamas.

Segundo as informações divulgadas no contexto do DCMun, o chamado chegou por volta das 09h00. Em seguida, às 10h00, a tripulação decolou em um helicóptero Pantera, já equipado com helibalde – também conhecido como Bambi Bucket. Assim, a aeronave conseguiu atuar com lançamentos de água em pontos críticos e em áreas de difícil acesso por terra.
Como o helibalde ajuda no combate ao fogo
O helibalde funciona como um reservatório externo acoplado ao helicóptero. Primeiro, a aeronave capta água em um ponto próximo, quando há disponibilidade. Depois disso, a tripulação realiza lançamentos direcionados sobre o foco. Em explicação institucional citada em operação anterior, o Exército mencionou capacidade de até 800 litros por ciclo, o que aumenta a eficiência em áreas com acesso terrestre limitado.
O que se sabe sobre a origem do incêndio e a situação da área
De acordo com a informação atribuída ao DCMun, o fogo pode ter começado por combustão espontânea, em razão das altas temperaturas. No momento da atualização, o DCMun informou que o incêndio estava controlado. Ainda assim, as equipes mantiveram vigilância, pois isso reduz o risco de reignição.
O registro divulgado também aponta que não houve danos pessoais ou materiais. Além disso, o DCMun informou que não há paióis em áreas sujeitas a incêndio. Dessa forma, o risco de impacto sobre estruturas sensíveis do complexo diminuiu.
Integração com CBMERJ e INEA
A resposta ao incêndio envolveu coordenação entre diferentes órgãos. Atuaram o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Aviação do Exército. Segundo o relato divulgado, essa atuação integrada foi decisiva. Com isso, o controle das chamas ocorreu com mais rapidez e melhor coordenação.
O Exército já fez esse tipo de missão antes
Esse tipo de emprego não é inédito. Existem registros públicos de helicópteros do Exército atuando contra incêndios, inclusive com helibalde. Por exemplo, uma notícia institucional registrou apoio no estado de São Paulo entre 24 e 27 de agosto de 2024, na macrorregião de Ribeirão Preto. No período, o material divulgou 40 horas de voo, 46 lançamentos e 23.000 litros de água despejados com helibalde.
Também há registros públicos de uso do Pantera em operações de emergência em outros estados. Em alguns casos, o material destaca o transporte rápido de brigadistas. Em outros, a ênfase recai sobre apoio logístico em áreas remotas. Assim, o caso de Paracambi–RJ se encaixa em uma linha de emprego recorrente da Aviação do Exército em apoio a situações críticas.
O que este caso mostra na prática
Esse acionamento do 2º BAvEx reforça um ponto central. O helicóptero com helibalde acelera a resposta quando há incêndio em área de difícil acesso. Além disso, a integração com bombeiros e órgão ambiental aumenta a coordenação. Por isso, a chance de conter o fogo mais cedo tende a crescer, reduzindo riscos e impactos.






