Helicóptero Pantera do 2º BAvEx atua com helibalde em incêndio no Depósito Central de Munição em Paracambi-RJ

Jota

15 de janeiro de 2026

Helicóptero Pantera do 2º BAvEx atua com helibalde em incêndio_Imagem BAVEX

Incêndio em área do Depósito Central de Munição de Paracambi mobilizou a Aviação do Exército na manhã de terça-feira, 13 de janeiro de 2026, no município de Paracambi (RJ). Segundo as informações divulgadas no contexto do DCMun, o foco havia começado na segunda-feira (12) e exigiu resposta rápida para conter o avanço das chamas.

Helicóptero Pantera do 2º BAvEx atua com helibalde em incêndio_Imagem BAVEX
Helicóptero Pantera do 2º BAvEx atua com helibalde em incêndio_Imagem BAVEX

Segundo as informações divulgadas no contexto do DCMun, o chamado chegou por volta das 09h00. Em seguida, às 10h00, a tripulação decolou em um helicóptero Pantera, já equipado com helibalde – também conhecido como Bambi Bucket. Assim, a aeronave conseguiu atuar com lançamentos de água em pontos críticos e em áreas de difícil acesso por terra.

O helibalde funciona como um reservatório externo acoplado ao helicóptero. Primeiro, a aeronave capta água em um ponto próximo, quando há disponibilidade. Depois disso, a tripulação realiza lançamentos direcionados sobre o foco. Em explicação institucional citada em operação anterior, o Exército mencionou capacidade de até 800 litros por ciclo, o que aumenta a eficiência em áreas com acesso terrestre limitado.

De acordo com a informação atribuída ao DCMun, o fogo pode ter começado por combustão espontânea, em razão das altas temperaturas. No momento da atualização, o DCMun informou que o incêndio estava controlado. Ainda assim, as equipes mantiveram vigilância, pois isso reduz o risco de reignição.

O registro divulgado também aponta que não houve danos pessoais ou materiais. Além disso, o DCMun informou que não há paióis em áreas sujeitas a incêndio. Dessa forma, o risco de impacto sobre estruturas sensíveis do complexo diminuiu.

Integração com CBMERJ e INEA

A resposta ao incêndio envolveu coordenação entre diferentes órgãos. Atuaram o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Aviação do Exército. Segundo o relato divulgado, essa atuação integrada foi decisiva. Com isso, o controle das chamas ocorreu com mais rapidez e melhor coordenação.

Esse tipo de emprego não é inédito. Existem registros públicos de helicópteros do Exército atuando contra incêndios, inclusive com helibalde. Por exemplo, uma notícia institucional registrou apoio no estado de São Paulo entre 24 e 27 de agosto de 2024, na macrorregião de Ribeirão Preto. No período, o material divulgou 40 horas de voo, 46 lançamentos e 23.000 litros de água despejados com helibalde.

Também há registros públicos de uso do Pantera em operações de emergência em outros estados. Em alguns casos, o material destaca o transporte rápido de brigadistas. Em outros, a ênfase recai sobre apoio logístico em áreas remotas. Assim, o caso de Paracambi–RJ se encaixa em uma linha de emprego recorrente da Aviação do Exército em apoio a situações críticas.

O que este caso mostra na prática

Esse acionamento do 2º BAvEx reforça um ponto central. O helicóptero com helibalde acelera a resposta quando há incêndio em área de difícil acesso. Além disso, a integração com bombeiros e órgão ambiental aumenta a coordenação. Por isso, a chance de conter o fogo mais cedo tende a crescer, reduzindo riscos e impactos.

Helicoptero-Pantera-do-2o-BAvEx-atua-com-helibalde-em-incendio_Imagem-BAVEX-1
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