Reajuste do QAV 2026 no Brasil começa com 18%, mas total pode ultrapassar 50%
O reajuste do QAV 2026 no Brasil já começou a impactar o setor aéreo, mas os números divulgados geraram confusão entre companhias aéreas, mercado executivo, taxis aéros, offshore, helicóptero e leitores. Afinal, o aumento é de 18% ou superior a 50%? A resposta é direta: os dois números estão corretos, porém representam momentos diferentes do mesmo reajuste.

Entenda por que o reajuste do QAV 2026 no Brasil aparece com percentuais diferentes
A Petrobras confirmou um reajuste contratual de aproximadamente 54,8% no querosene de aviação (QAV), válido a partir 1o de abril de 2026. No entanto, ao mesmo tempo, a estatal criou um mecanismo para suavizar o impacto imediato sobre as distribuidoras e, consequentemente, sobre as companhias aéreas e usuários desse tipo de combustível.
Por isso, o mercado passou a falar em aumento de 18% em abril. Esse percentual representa apenas a primeira etapa do reajuste. O restante será aplicado de forma parcelada, em seis etapas, a partir de julho de 2026.
Ou seja, não há contradição nos números. Existe, na prática, um reajuste elevado que foi diluído no tempo para evitar um choque imediato ainda maior no setor.
Reajuste do combustível para aviação no Brasil pressiona custos e pode afetar passagens
Embora o escalonamento reduza o impacto inicial, ele não resolve o problema estrutural. O combustível já representa uma das maiores parcelas de custo das companhias aéreas no Brasil. Com esse movimento, esse peso pode crescer de forma relevante ao longo dos próximos meses.
Além disso, executivos do setor já indicam preocupação com a sustentabilidade de rotas e com a capacidade de expansão da malha aérea. Naturalmente, esse cenário aumenta a probabilidade de repasse para o preço das passagens, ainda que de forma gradual.
Reajuste do QAV 2026 no Brasil expõe cenário de pressão contínua no setor
Esse novo reajuste não surge isolado. Pelo contrário, ele reforça um cenário que já vinha sendo observado ao longo de 2025 e início de 2026, marcado por volatilidade no preço do combustível e pressão constante sobre as margens das companhias.
Portanto, ainda que o impacto imediato seja menor do que o número total sugere, o efeito acumulado tende a ser significativo. Na prática, o setor ganha tempo, mas não escapa do aumento.
Esse aumento xige atenção para os próximos meses
Nos próximos meses, o mercado deverá acompanhar três pontos principais: a efetiva aplicação das parcelas restantes, o comportamento do preço internacional do petróleo e o nível de repasse para as tarifas.
Enquanto isso, o reajuste do desse tipo de combustível no Brasil já deixa claro que o QAV continuará sendo um dos principais fatores de pressão sobre a aviação comercial no país.






