FAB põe custos de voo em sigilo, mas libera diárias de missão ligada ao Réveillon de Hugo Motta

Jota

21 de fevereiro de 2026

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Sigilo nos custos do voo da FAB virou assunto quando um detalhe apareceu primeiro. O público viu um número claro, mas não viu o pacote inteiro, do voo particular do deputado Hugo Motta, do partido Republicanos, em viagem particular em avião da FAB para Angra dos Reis no Reveillon,

O jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou a informação. Depois, outros veículos repercutiram o mesmo núcleo do caso. A dúvida que fica tem cara de rotina. Quanto custou a missão e por que parte do gasto não apareceu?

Ao mesmo tempo, por que outro dado saiu com precisão, com valor e referência de pagamento? Uma pergunta que fica no ar. O que querem esconder do contribuinte pagador de impostos?

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As publicações afirmam que a FAB divulgou diárias da tripulação. Os textos citam R$ 1.580 como valor informado. Esse dado teria surgido em resposta ligada à Lei de Acesso à Informação (LAI), que regula pedidos de dados ao poder público.

Por outro lado, as reportagens dizem que a Aeronáutica não divulgou os custos operacionais do voo. Os textos também relatam que a Força aplicou classificação “reservada” aos custos. Além disso, citam prazo de cinco anos.

Na prática, isso cria contraste. O leitor enxerga o gasto de diárias. No entanto, ele não enxerga combustível, manutenção e itens de operação, nem lista de passageiros.

As reportagens citam um deslocamento em 26 de dezembro de 2025. Elas apontam saída de João Pessoa, na Paraíba, e chegada ao Rio de Janeiro. Além disso, os textos mencionam 11 passageiros.

Nesse recorte, o caso ganhou manchete por causa do contexto. Os veículos associaram o episódio ao período do Réveillon. Também apareceu referência a uma esticada desse voo até Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

Quando o assunto envolve aeronave da Força Aérea Brasileria, o debate cresce rápido. Isso acontece por dois motivos.

Primeiro, o tema envolve dinheiro público. Então, o leitor compara com viagens comerciais e com rotinas de governo.
Segundo, o tema envolve ocultação. Por isso, alguns órgãos defendem sigilo em partes do processo.

Mesmo assim, o ruído nasce do contraste. A transparência fica pela metade. Com isso, o público tenta montar a conta e não consegue. Além disso, a discussão raramente fica só no custo. Ela entra no campo da finalidade do deslocamento. Lazer, passeio, viagens com amigos. E, quando entra nesse campo, o tema vira disputa institucional.

Outro ponto ganhou força na repercussão: a lista de passageiros. Segundo os textos publicados, a lista completa não apareceu de forma aberta. As reportagens citam justificativa ligada à segurança institucional. Esse trecho importa porque a transparência não trata só do custo. Ela também trata de quem embarcou e por quê.

Em casos assim, o leitor costuma fazer duas perguntas.
A primeira pergunta mira o custo operacional. A segunda pergunta mira os critérios de uso.

A repercussão do episódio cita também o Tribunal de Contas da União (TCU). O TCU atua como órgão de controle externo. Ele fiscaliza o uso de recursos federais e atos de gestão.

Segundo os textos, houve pedido para o TCU analisar o caso. A repercussão também fala em apuração de possível desvio de finalidade, conforme as publicações.

Quando o caso chega ao TCU, a leitura muda. O debate sai do “achismo” e entra no terreno de documento e rito. Ainda assim, o resultado depende de análise e tramitação.

O que dá para afirmar sem especular

Para manter rigor, o site AeroJota organiza o episódio em três camadas.
Primeiro, o que os veículos afirmaram como divulgado. Depois, o que eles apontaram como negado. Por fim, o que eles indicaram como apuração.

Pelo que saiu na imprensa, os pontos recorrentes são estes:

  • A FAB informou o valor das diárias da tripulação.
  • Ao mesmo tempo, ela não abriu os custos operacionais do voo.
  • Os textos citam classificação “reservada” e prazo de cinco anos.
  • A repercussão menciona data, rota e número de passageiros.
  • Além disso, ela cita debate sobre lista de passageiros.
  • Por fim, ela cita provocação ao TCU.

Com esse quadro, o leitor entende um detalhe importante. O caso não gira apenas em torno de um número. Ele gira em torno do que o poder público escolhe divulgar e do que ele escolhe restringir, esconder

O sigilo nos custos do voo da FAB tende a continuar em pauta por um motivo simples. Ele une transparência, rotina de governo e controle. Além disso, ele abre espaço para uma etapa seguinte. Documentos, respostas e decisões costumam mudar a interpretação do público.

A pergunta que continua em aberto. O que querem esconder da população sobre quem eram os 11 passageiros? Lembrando que a transparência é um dos pilares de um governo e está na Constituição.