1286 voos em 365 dias: os voos da FAB estão servindo mais à agenda política do que à prontidão

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A imprensa voltou a inflamar o debate sobre o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira para deslocamento de autoridades. Um texto publicado no R7 Planalto aponta que a FAB realizou 1.286 voos de apoio em 2025 e transportou 9.977 passageiros, número superior ao que já circulava em outras apurações. O volume chama atenção porque sugere uma rotina quase diária de transporte, em um cenário em que o país cobra prontidão, treinamento e disponibilidade real. Nesta Parte 1, o AeroJota analisa o custo de oportunidade desse modelo e faz a pergunta que o contribuinte entende rápido: quantos desses trechos precisavam mesmo de avião militar e quantos poderiam ter sido feitos na aviação comercial. O texto também levanta comparações inevitáveis com missões de atividade fim, como demonstrações, interceptações, aeromédica e transporte de órgãos, e prepara o terreno para a Parte 2, que entra em frota, formação e retenção de pilotos.

FAB põe custos de voo em sigilo, mas libera diárias de missão ligada ao Réveillon de Hugo Motta

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A Aeronáutica classificou como “reservados” os custos operacionais de um voo da FAB citado em pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), mas informou o valor das diárias pagas à tripulação. O caso foi revelado pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e repercutiu em outros veículos. Segundo as publicações, o deslocamento partiu de João Pessoa (PB) e chegou ao Rio de Janeiro (RJ) em 26 de dezembro, com referência a 11 passageiros e a um contexto de Réveillon. Os textos também apontam questionamentos sobre a divulgação da lista de passageiros e citam provocação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar o episódio. Nesta matéria, o AeroJota organiza o que está documentado publicamente e separa o que foi divulgado do que permaneceu sob sigilo.