Tempestade de inverno congela aviões e paralisa operações no aeroporto de Toronto

Jota

27 de janeiro de 2026

Tempestade de inverno congela aviões no aeroporto de Toronto durante nevasca histórica_Imagem Ilustrativa

Uma tempestade de inverno considerada histórica atingiu o Canadá no fim de janeiro de 2026 e provocou um cenário extremo no Aeroporto Internacional de Toronto Pearson. A combinação de neve intensa, temperaturas muito baixas e formação de gelo levou à paralisação parcial das operações e deixou diversas aeronaves completamente cobertas por neve nos pátios do aeroporto.

O fenômeno ocorreu entre os dias 25 e 26 de janeiro e afetou não apenas Toronto, mas toda a região sul de Ontário. No entanto, o impacto foi especialmente severo no principal aeroporto do país, que concentra grande parte do tráfego doméstico e internacional do Canadá.

Tempestade de inverno congela aviões no aeroporto de Toronto durante nevasca histórica_Imagem Ilustrativa
Tempestade de inverno congela aviões no aeroporto de Toronto durante nevasca histórica_Imagem Ilustrativa

De acordo com dados meteorológicos divulgados por autoridades locais, a cidade de Toronto registrou cerca de 46 centímetros de neve em apenas 24 horas, um volume que não era observado desde a década de 1930. O acumulado total do mês ultrapassou 88 centímetros, estabelecendo um novo recorde histórico para janeiro.

A intensidade da nevasca reduziu drasticamente a visibilidade, comprometeu a aderência das pistas e dificultou o deslocamento de veículos de apoio em solo. Como consequência, as operações aeroportuárias passaram a ser realizadas em ritmo reduzido, com prioridade absoluta para a segurança.

Imagens que circularam nas redes sociais e em veículos de imprensa mostraram aeronaves comerciais totalmente cobertas por neve e gelo enquanto permaneciam estacionadas no pátio. Embora visualmente impressionante, o cenário reflete um procedimento operacional comum em eventos extremos de inverno.

Durante a tempestade, as equipes de solo intensificaram os processos de de-icing, que consistem na aplicação de fluidos específicos para remover gelo e neve das superfícies críticas das aeronaves, como asas, estabilizadores e superfícies de comando. Esse procedimento é obrigatório antes da decolagem, pois qualquer acúmulo pode comprometer a sustentação e o controle da aeronave.

Em muitos casos, o degelo precisou ser repetido mais de uma vez, já que a precipitação contínua e as temperaturas negativas favoreciam a rápida formação de novas camadas de gelo.

O impacto operacional foi imediato. Somente no Aeroporto Internacional de Toronto Pearson, mais de 600 voos foram cancelados ao longo do período crítico da tempestade. Outras centenas sofreram atrasos significativos, afetando conexões e rotas internacionais.

O efeito se espalhou por toda a malha aérea canadense e também alcançou voos com origem ou destino nos Estados Unidos e na Europa. Companhias aéreas precisaram reacomodar passageiros, ajustar tripulações e rever planejamentos de frota em prazo curto.

Além disso, aeroportos menores da região, como o Billy Bishop Toronto City Airport, também suspenderam operações temporariamente devido às condições adversas.

A administração do aeroporto ativou seus protocolos de resposta a tempestades de inverno, concentrando esforços na limpeza constante das pistas, taxiways e áreas de estacionamento. Equipamentos de remoção de neve operaram de forma contínua, enquanto equipes técnicas monitoravam as condições meteorológicas em tempo real.

Autoridades aeroportuárias reforçaram que, apesar dos transtornos causados aos passageiros, a segurança operacional prevalece sobre qualquer tentativa de manter a regularidade dos voos em cenários extremos. A liberação de uma aeronave só ocorre quando todas as exigências técnicas são plenamente atendidas.

A tempestade que atingiu Toronto integrou um sistema climático de grande escala que afetou extensas áreas da América do Norte. Nos Estados Unidos, o mesmo fenômeno provocou cancelamentos em massa, interrupções no transporte terrestre e quedas no fornecimento de energia elétrica em diversos estados.

Meteorologistas apontaram a combinação de ar ártico intenso com umidade vinda do sul como o principal fator para a severidade do evento, criando condições propícias para neve pesada, gelo e ventos fortes.

O episódio em Toronto reforça um ponto conhecido na aviação: mesmo sistemas altamente preparados possuem limites claros diante de eventos climáticos extremos. Além disso, aeroportos acostumados à neve também precisam reduzir o ritmo quando a intensidade foge do padrão histórico.

Por isso, as imagens de aviões “congelados” chamam atenção, mas elas representam disciplina operacional e cumprimento rigoroso de protocolos. Ou seja, equipes de solo aplicam procedimentos de inverno e priorizam o essencial: segurança, pista operacional e aeronave completamente limpa antes da decolagem.

Enquanto isso, o impacto se espalha pela malha aérea com atrasos em cascata e cancelamentos inevitáveis. No entanto, esse custo operacional evita riscos maiores, porque gelo em superfícies críticas compromete desempenho, sustentação e controle. Assim, decisões conservadoras preservam vidas e reduzem significativamente a chance de incidentes.