Último helicóptero H 225M da Marinha do Brasil entra em operação e fecha o ciclo do Projeto H XBR

Jota

4 de março de 2026

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Último helicóptero H 225M da Marinha do Brasil: a frota de asas rotativas da Aviação Naval ganhou um reforço que chama atenção pelo contexto. Agora, a Marinha afirma que a aeronave já opera e amplia a presença em áreas marítimas estratégicas. Ao mesmo tempo, o movimento encerra uma fase longa de entregas dentro de um programa binacional.

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A Marinha direcionou o novo exemplar ao 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Segundo a força, o esquadrão já operava outras aeronaves do mesmo projeto e, com isso, consolida mais alcance e autonomia. Além disso, o ganho aparece em missões mais afastadas da costa, com tempo maior sobre a área de interesse.

Aqui entra o ponto que fecha a história: a Diretoria de Aeronáutica da Marinha informa que a força recebeu em 18 de dezembro de 2025 o último H 225M do total de 15 aeronaves previstas. A nota também identifica o exemplar como N 4104, já dentro do escopo final do contrato. Assim, a Marinha conclui a incorporação dos meios previstos especificamente para ela no programa.

A aeronave opera na versão AH 15B, descrita pela Marinha como voltada à guerra antissuperfície, ou seja, atuação contra alvos de superfície no ambiente naval. Por isso, ela se diferencia das variantes utilitárias, porque traz sistemas de missão e combate integrados. Ainda assim, a Marinha também destaca o emprego coordenado com meios navais para ampliar vigilância e resposta.

Sensores e autoproteção do helicóptero H 225M da Marinha explicados em linguagem simples

Na parte técnica, a Marinha cita Chaff e Flare, que são recursos de autoproteção contra ameaças guiadas por sensores. A força também menciona radar tático APS 143, isto é, um radar de vigilância marítima, além de sensores eletro ópticos para identificação a distância. Tudo isso, segundo a nota, integra o N TDMS, um sistema de gerenciamento de dados táticos de missão.

A Marinha detalha a divisão das 15 aeronaves entre unidades e versões. No HU 2, a força reúne quatro AH 15B, cinco UH 15 para multimissões e três UH 15A voltados a resgate de tripulações em cenário hostil. Além disso, o HU 41, em Belém, opera três UH 15, o que reforça a presença na região Norte.

Por fim, a Marinha registra que as aeronaves foram montadas no Brasil, com impacto direto na base industrial de defesa. Com isso, o Projeto H XBR fecha um ciclo que combinou entrega operacional e capacitação produtiva. Esse contexto importa, porque a sustentação de frota depende de cadeia local e de conhecimento técnico consolidado.

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